quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Porque muitos graneleiros afundam.

Navios cargueiros afundam todo ano por causa da liquefação de sua carga.

Porque isto acontece?


Para quem trabalha em navios cargueiros, talvez seja menos perigoso transportar resíduos tóxicos ou explosivos do que cargas granuladas, como minério triturado.

Isto porque tais cargas são responsáveis pela perda de numerosos navios todos os anos. Em média, dez graneleiros afundaram por cada ano durante a última década.

Por quê?


Segundo Susan Gourvenec, professora de engenharia geotécnica da Universidade de Southampton (Reino Unido), cargas sólidas a granel, definidas como materiais granulares carregados diretamente no porão de um navio,podem repentinamente passar de um estado sólido para um estado líquido, um processo conhecido como liquefação.

Em 2015, o graneleiro Bulk Jupiter, um navio de 56 mil toneladas, afundou rapidamente a cerca de 300 km a sudoeste do Vietname, tendo apenas um dos 19 membros de sua tripulação sobrevivido.

Isso provocou advertências da Organização Marítima Internacional sobre a possível liquefação da bauxite, uma mistura natural de óxidos de alumínio e uma carga sólida relativamente nova.

Mais recentemente, em março de 2017, o gigantesco navio de carga Stellar Daisy também afundou subitamente enquanto transportava 260 mil toneladas de minério de ferro do Brasil para a China.

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Dos 24 tripulantes, 22 continuam desaparecidos. Uma das hipóteses apontadas para a possível causa do naufrágio é a liquefação do minério transportado, resultante de humidade excessiva.

Como ocorre a liquefação?


As cargas sólidas a granel são tipicamente materiais “bifásicos”, pois contêm água entre as partículas sólidas. Quando as partículas podem se tocar, o atrito entre elas faz o material agir como sólido (mesmo que haja líquido presente).

Quando a pressão da água sobe, as forças entre partículas reduzem-se e a resistência do material diminui. Quando a fricção é reduzida a zero, o material age como um líquido (mesmo que partículas sólidas ainda estejam presentes)

Uma carga sólida a granel aparentemente estável no cais pode se liquefazer se as pressões na água entre as partículas se acumularem enquanto elas são carregadas no navio. Isto é ainda mais provável se a carga for colocada no porão do navio com uma correia transportadora, o que é uma prática comum que pode envolver uma queda de altura significativa. A vibração e o movimento do navio e do mar durante a viagem também podem aumentar a pressão da água e levar à liquefação da carga.

Quando uma carga sólida a granel se liquefaz, ela pode se deslocar dentro do porão de um navio, tornando a embarcação instável. Uma carga liquefeita pode mudar completamente para um dos lados do navio, por exemplo. Se recuperar sua força e voltar a um estado sólido, permanecerá na posição deslocada, fazendo com que a embarcação incline. A carga pode então liquefazer novamente e mudar ainda mais, aumentando esse ângulo inclinado. A qualquer momento, a água pode entrar no casco do navio e este se tornar instável demais para recuperar o seu equilíbrio.

O problema


Muito se sabe sobre a física da liquefação de materiais granulares. No entanto, apesar da nossa compreensão deste fenômeno e das diretrizes em vigor para evitar que aconteça, a Organização Marítima Internacional tem códigos que regem a quantidade de humidade permitida em granéis sólidos , mesmo assim osnavios continuam afundando e levando sua tripulação consigo.

 

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Por que isso ainda acontece?


A resposta técnica, de acordo com Gourvenec, é que as orientações existentes sobre armazenamento e transporte de cargas sólidas a granel são simplistas demais. O potencial de liquefação depende não apenas da quantidade de humidade presente em uma carga a granel, mas também de outras características do material, como a distribuição do tamanho das partículas, a relação entre o volume de partículas sólidas e a densidade relativa da carga, bem como o método de carregamento e os movimentos do navio durante a viagem.

Motivos comerciais também desempenham um papel. Por exemplo, a pressão para carregar as embarcações rapidamente leva a um serviço mais vigoroso que pode aumentar a pressão da água nas cargas. Além disso, a “necessidade” de entregar a mesma tonelagem de material que foi carregado pode desencorajar a tripulação do navio a drenar cargas durante a viagem.

Como resolver


Para resolver esses problemas, a indústria naval precisa entender melhor o comportamento material das cargas sólidas a granel que estão sendo transportadas e criar testes apropriados para evitar liquefação.

De acordo com Gourvenec, novas tecnologias poderiam ajudar, como sensores no porão de um navio que monitorem a pressão da água na carga. Ou a superfície da carga poderia ser monitorada com lasers, para identificar quaisquer alterações em sua posição.

O desafio é desenvolver uma tecnologia rápida de instalar, barata e robusta o suficiente para sobreviver ao carregamento e descarregamento da carga.

O ideal seria combinar dados sobre a pressão da água e o movimento da carga com dados sobre o clima e os movimentos do navio para produzir um alerta em tempo real sobre se a carga está prestes a se liquefazer ou não.

 

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Com esta informação , a tripulação poderia então agir para evitar, por exemplo, que a pressão da água subisse muito ao drená-la dos porões de carga, ou poderia mudar o rumo do navio para evitar mau tempo a fim de reduzir os movimentos do navio. Se nada disso fosse possível, ao menos a tripulação teria uma hipótese de evacuar o navio.

 

Desta forma, poderíamos superar o fenômeno de liquefação e garantir que menos navios e tripulações fossem perdidos no mar.

Fonte//Hypescience

 

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Animais africanos conhecem a neve

Animais sul-africanos acostumados ao calor do deserto enfrentaram condições geladas depois dos nevoes que atingiram o país na semana passada. Agora, a rara visão de girafas, antílopes, rinocerontes, elefantes e outros animais cobertos de neve foi amplamente compartilhada nas redes sociais.

A usuária de uma rede social Kitty Viljoen partilhou fotos de elefantes andando na neve na cordilheira de Sneeuberg, no Cabo Ocidental da África do Sul. Ela também tirou fotos de girafas cobertas de neve no Karoo, uma região semi-árida da África do Sul.

 

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Um vídeo compartilhado pela Snow Report SA mostra girafas em frente à cordilheira de Swartberg, na província de Western Cape, com montanhas cobertas de neve ao fundo

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Do outro lado do Cabo Oriental, várias estradas foram fechadas pelo Departamento Sul-Africano de Transportes na semana passada devido á neve nas estradas.

 

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As temperaturas caíram abaixo de 0º em Cederberg, as Montanhas do Rio Hex e a Reserva Matroosberg, informou o Guardian na segunda-feira.

 

 

Fonte//SputnikNews

A droga que “desliga” a fome

 Um novo estudo do Centro Alemão de Pesquisas Helmholtz Zentrum München identificou um composto potencialmente útil encontrado numa planta usada na medicina tradicional chinesa capaz de evitar a fome em ratos.

Os cientistas já estão testando a substância, chamada celastrol, em seres humanos.

Se se provar que o químico é eficaz em pessoas, significa que estaremos mais perto de vencer a luta contra a obesidade.

Santo Graal


Conceber  uma pílula capaz de diminuir a fome sem causar efeitos colaterais significativos é o santo graal da pesquisa sobre obesidade.

Embora existam fatores metabólicos, psicológicos, sociais e genéticos envolvidos na obesidade, uma droga simples e econômica que reduza o apetite com segurança a longo prazo poderia fazer uma enorme diferença na vida das pessoas que tentam combater a obesidade.

De acordo com um dos autores do estudo, Dr. Paul Pfluger, os médicos muitas vezes pedem às pessoas com obesidade que percam 5 a 10% do seu peso corporal por ano, meta essa que raramente é alcançada.

 

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As melhores formas de lidar com a fome numa dieta


O composto, produzido pela planta Tripterygium wilfordii, nativa do sul da China, pode ajudar os pacientes a completarem esse objetivo. Ultrapassar essa “barreira” é importante, porque a perda de peso significativa leva a uma melhoria no metabolismo e ás doenças metabólicas associadas, como diabetes tipo 2.

Como funciona


Ao longo dos anos, o celastrol foi testado como tratamento potencial para artrite reumatoide e câncer. Em 2015, seu potencial para tratar a obesidade foi analisado pela primeira vez.

 

Os cientistas descobriram que, em ratos obesos, esse composto ativava os centros de saciedade, ou áreas do cérebro que informam o corpo que esta satisfeito.

Em pessoas com obesidade, tais centros de saciedade podem ser “defeituosos”. No nosso organismo, o tecido adiposo, ou gordura corporal, libera um hormônio chamado leptina que desencadeia a sensação de “estar cheio”. Algumas pessoas tornam-se resistentes à leptina; isso significa que, embora a substância química ainda esteja presente no sangue e na gordura, não causa a mesma sensação de saciedade, levando a excessos.

Como a fome pode transformar uma pessoa educada em uma furiosa

O celastrol pode restaurar a sensibilidade à leptina e, portanto, a sensação de saciedade.

 

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Embora precisemos conter nossa empolgação enquanto aguardamos os resultados dos estudos de acompanhamento realizados em seres humanos, o Dr. Pfluger está confiante de que o celastrol funcionará da mesma maneira.

De acordo com o cientista, o sistema de leptina em camundongos é quase idêntico ao dos seres humanos, de forma que a experiência promete

Porém, que o celastrol não substituirá a mudança no estilo de vida, como dieta e exercícios. A droga pode, no entanto, fornecer um impulso muito bem-vindo para os esforços de perda de peso de um indivíduo.

 

Fonte//Hypescience