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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Como o ar liquido pode produzir electricidade


Parece magia, mas é bem real. Trata-se de um plano para armazenar energia elétrica produzida por energia eólica, no período noturno onde é excedente, na forma de ar líquido.
 Mas como funciona? Usando a eletricidade nas alturas de menor consumo para comprimir e arrefecer o ar num tanque, tornando-o em ar líquido. Quando a procura sobe, o liquido é aquecido, voltando novamente ao estado gasoso, e, à medida que se expande, aciona uma turbina para produzir mais eletricidade.

 A impressão artística da centrar de armazenamento da Highview

A energia hidrelétrica, excede as necessidades de todo o planeta
A tecnologia, criada por um inventor de quintal, está prestes a atingir o grande momento.
Foi testado em pequena escala, mas agora a empresa patrocinadora, Highview, anunciou que vai construir uma central de 50 MW, em escala de rede, no norte da Inglaterra, no local de uma antiga centrar convencional.
A tecnologia foi apoiada pelo governo do Reino Unido. Uma característica atraente é que ele usa a tecnologia simples existente desenvolvida para armazenar e comprimir gás natural liquefeito (GNL), portanto, ao contrário do armazenamento utilizando baterias, não é necessário minerar minerais raros e caros.
A principal inovação é armazenar o excesso de calor emitido quando o ar é comprimido e usá-lo para reaquecer o ar liquefeito quando necessário.

A idéia foi concebida pelo engenheiro autodidata Peter Dearman na sua garagem em Bishop's Stortford, Hertfordshire.
Ele estava desenvolvendo um carro com princípios semelhantes ao hidrogénio líquido e viu o potencial de aplicar a tecnologia ao armazenamento de eletricidade, passando agora a ser acionista passivo da Highview.
O projeto proposto em escala de rede fornecerá eletricidade a cerca de 25.000 casas por dia, embora, na prática, seja usado apenas por curtos períodos para cobrir picos repentinos de consumo.

Juntamente com a energia hidroeléctrica, onde se aproveita a energia quando em períodos de baixo consumo para bombar agua para um sitio elevado, e na altura de maior consumo fazê-la descer acionando turbinas, esta é uma boa alternativa aos sistemas de baterias convencionais.

Empresa chinesa cria carro elétrico com autonomia para 30 dias

Cresce a procura para combustível de hidrogênio no Japão, e Austrália


Seis dicas incríveis para a iluminação da sua casa

Fonte//BBC




domingo, 20 de outubro de 2019

Cresce a procura para combustível de hidrogênio no Japão, e Austrália

Custos reduzidos e disponibilidade de energia renovável para produzir hidrogénio estão aumentando o interesse nesta fonte de combustível. O Japão e Austrália estão expandindo seu apoio à tecnologia de combustível de hidrogénio.
Serão apresentados automóveis movidos a hidrogénio, no Salão Automóvel de Tóquio, que começa na próxima semana. Eles também foram destacados durante a reunião ministerial do Grupo dos 20 realizada em Karuizawa, e provavelmente aparecerão quando os ministros das Relações Exteriores do G-20 se reunirem em Nagoya no final do próximo mês.



Photo GettyImages

Hidrogénio, o combustível do futuro energético limpo e seguro


Os especialistas vêem sinais positivos de investimentos em tecnologia de hidrogénio na Ásia e além, à medida que governos e o setor privado buscam maneiras de reduzir as emissões  nos transportes.
"A economia do hidrogénio foi prevista pela primeira vez há quase 50 anos, mas progrediu devido, em parte, aos altos custos e à disponibilidade de muitas alternativas", disse a Navigant Research em um relatório recente. "Nos últimos anos, no entanto, o ímpeto foi crescendo, pois uma confluência de fatores impulsiona o aumento do investimento."

A Austrália está pronta para expandir as exportações de combustível de hidrogénio para o Japão.
O governo da Austrália do Sul aprovou um plano para construir uma instalação de produção de hidrogénio perto de Adelaide. Algum combustível de hidrogénio será misturado com gás natural para reduzir o conteúdo de dióxido de carbono da rede de gás distribuído da Austrália, mas a instalação também aumentará a infraestrutura existente para produzir hidrogénio para exportação.
A empresa de Wilson afirmou que usaria os abundantes recursos de energia renovável da Austrália do Sul para separar o hidrogénio da água por meio da tecnologia de membrana de troca de prótons. Os ativistas das mudanças climáticas na Austrália apoiam o hidrogénio como combustível de transporte, mas condenam que ele seja produzido a partir de combustíveis fósseis.

Japão e Austrália fazem acordo para exportação de hidrogénio


O novo projeto, programado para iniciar a produção de hidrogénio em meados do próximo ano, é o exemplo mais recente da tendência para o "hidrogénio verde". Uma operação em Queensland lançou exportações de hidrogénio proveniente de energia renovável para o Japão no início deste ano.
A Coreia do Sul também foi identificada como um mercado promissor para o hidrogénio australiano.
Daniel Roberts, da Organização de Pesquisas Científicas e Industriais da Commonwealth (CSIRO), acredita que o momento do hidrogénio está finalmente chegando, graças a uma “forte atração global aqui para importar hidrogénio de baixo carbono” para o Japão e a Coreia do Sul, “onde os governos estão e investir em transportes baseados em hidrogénio "
Os custos cada vez mais reduzidos de tecnologia, e a economia cada vez mais favorável á energia renovável também estão ajudando a estimular o setor, acrescentou.



Toyota Mirai Photo Newcivilengineer


Toyota quer transformar ar em combustivel


Os principais componentes da tecnologia, em particular as células de combustível e os eletrolisadores, e o custo da eletricidade renovável estão a chegar ao ponto de equilíbrio com as outras tecnologias, como os elétricos.
O setor privado australiano está cada vez mais otimista com o futuro da tecnologia, apesar da atitude geralmente ambivalente do governo em relação às mudanças climáticas. Mesmo que os carros a hidrogénio circulem na Austrália, o crescente interesse na Ásia está impulsionando novos investimentos, como as próximas instalações da AGN ao sul de Adelaide.
"Nos últimos dois anos, o ritmo em que surgiram as novas tecnologias e aplicações de hidrogénio é indicativo como essa fonte de combustível será importante no futuro próximo” afirmou  Hawksworth, presidente da Associação Internacional para Segurança de Hidrogénio. "Claramente, também é um combustível com enorme potencial de exportação de energia limpa, já que municípios de todo o mundo procuram aumentar as energias renováveis ​​em seu mix total de energia".

O Japão, em particular, está determinado a ver com êxito o transporte pessoal e comercial baseado em hidrogénio. Os organizadores do Salão Automóvel de Tóquio convidarão o público a visitar o novo Honda Clarity, a versão do sedan movido a células de combustível de hidrogénio. A Honda diz que não liberta gases, apenas tem a água como produto residual.
No fórum do Karuizawa G-20, onde o Japão promoveu fortemente a tecnologia de veículos a hidrogénio numa exibição independente, funcionários de Tóquio, Estados Unidos e União Europeia assinaram uma declaração conjunta declarando sua intenção de cooperar para a utilização do hidrogénio e combustível de hidrogénio em convencionais tecnologias celulares.




Audi A7 Photo Carsguide

O futuro dos automóveis não será elétrico mas sim a hidrogénio


Os três governos "reconhecem a importância de reduzir o custo do hidrogénio tanto pela sua acessibilidade quanto pela confiabilidade", declararam na declaração, acrescentando que "acreditam firmemente que sua cooperação prevista pode levar à expansão da colaboração internacional e contribuir para o aumento da utilização do hidrogénio na economia global ".
Os parceiros esclareceram suas metas numa reunião de acompanhamento realizada em Tóquio no mês passado. Entre as visões descritas pelos anfitriões japoneses da Reunião Ministerial de Energia de Hidrogénio, os estados terão como objetivo ver 10.000 estações de abastecimento de hidrogénio e "10 milhões de sistemas movidos a hidrogénio" construídos dentro de 10 anos.


Hidrogénio, vantagens e desvantagens


BMW apresenta o i Hydrogen NEXT movido a hidrogénio


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Empresa chinesa cria carro elétrico com autonomia para 30 dias


A autonomia de um carro elétrico é o ponto que mais pesa aquando da compra, pois ninguém quer ficar a meio do caminho durante uma viagem.
Se no início do desenvolvimento deste mercado a autonomia era limitada, nos últimos anos têm havido grandes avanços nesta área, especialmente recorrendo a painéis solares.
Binómio carros elétricos e painéis solares fotovoltaicos
E nos últimos meses surgiu a notícia de um grande desenvolvimento, por parte da Hanergy, que desenvolveu tecnologia para carros elétricos garantindo uma autonomia até 30 dias com uma única carga!


Photo PortalEnergia

Motor HET promete revolucionar indústria dos carros elétricos


Esta empresa chinesa, que está no mercado das energias renováveis com painéis solares de alta eficiência, garante ter a solução para garantir esta autonomia em carros elétricos.
Mas, isso só será possível de o carro percorrer apenas 20 kms por dia.
A empresa considera ser essa a distancia media e suficiente para a maioria das pessoas que apenas se deslocam de casa para o trabalho e trabalho para casa.

Após vários testes, a bateria do carro elétrico ainda ficou com 60% da bateria.
Os resultados foram satisfatórios após os testes com painéis solares no tejadilho do carro elétrico. Em 5 a 6 horas os painéis restabeleciam a bateria do carro elétrico, restabelecendo assim a autonomia do mesmo.
Durante os testes, 30 dias de testes, a bateria do carro esteve sempre operacional, sendo que em média ficava com 60% a 80% de carga entre cada teste realizado (percorrendo assim mais quilómetros).

Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar



Durante o teste de 30 dias, cada dia após os 20 quilómetros conduzidos, a bateria ainda tinha entre 60& a 80% de disponibilidade, o que significa que o carro ainda podia andar mais 30 a 80 quilómetros, aumentando a autonomia diária do carro elétrico solar para 50 a 100 quilómetros, suficiente para o dia-a-dia”, esclareceu a empresa.
A empresa revelou ainda que este sucesso de autonomia para 30 dias, se deve ao uso de painéis solares especiais. São painéis solares compostos por uma película extrafina de arsenieto de gálio. Esse composto, arsenieto de gálio, é um composto químico sintético, de fórmula mínima GaAs. Na indústria eletrónica/informática, é um material muito usado, semicondutor, usado na construção de circuitos integrados!



Toyota com plano para veículos elétricos, híbridos e a hidrogênio


Fonte//PortalEnergia


domingo, 13 de outubro de 2019

Seis dicas incríveis para a iluminação da sua casa

Muita gente diz que não existe fórmula para se ter um projeto de iluminação ideal para nossa casa. Isto é bem verdade, afinal, o gosto por criar elementos, percepções e sensação varia de pessoa para pessoa e, por isso, um projeto de iluminação que tenha relação com uma pessoa deve ser sempre exclusivo!
Contudo, um projeto de iluminação de uma residência deve estabelecer elementos centrais para sua implantação, primando não somente pelo caráter visual de lâmpadas num ambiente, mas também a função desse determinado espaço e a relação que o morador tem com ele.

Tudo deve ser pensado de acordo com o aspecto funcional do seu projeto de interiores


 
Photo Pixabay



A Marinha patenteou um reator de fusão compacto, mas funcionará?





E existem pelo menos 6 dicas que são universais. De uma maneira direta, elas podem ajudar no melhor aproveitamento de cada estilo de luz que você gostaria de ter em sua casa em condomínio fechado ou apartamento. Confira!


1 – Iluminação para a sala de estar e jantar
Na sala de estar, o ambiente precisa ser agradável e aconchegante. Para ter este efeito, o ideal é utilizar lâmpadas com aparência de cor amarelada. A iluminação focada, obtida com lâmpadas refletoras (como as dicróicas), é mais sofisticada mas deve ser usada com cautela já que pode causar a sensação de ofuscamento, dependendo da posição em que for colocada. Elas também devem ser posicionadas corretamente porque não distribuem bem a luz pelo ambiente. A melhor opção é utilizar iluminação mais difusa, com luminárias suspensas.

Se você gosta de brincar com diferentes cenas de iluminação, a sala de jantar é o melhor lugar. Dependendo do clima desejado – um almoço em família, um jantar a dois, uma recepção para os amigos – a iluminação pode ser modificada.

Algumas opções de cena são: dois focos de luz em cima da mesa vindo do teto, que criam uma atmosfera mais intimista e deixam o resto da casa na penumbra; luz difusa sobre a mesa, que deixa o ambiente iluminado como um todo; arandelas para criar iluminação indireta e mais aconchegante, ideal para um almoço de família; ou um lustre pendente central, que conectado a um dimmer, pode controlar a intensidade da luz de acordo com a necessidade. iluminação para a sala de jantar.


Novo tipo de bateria reduzirá a pegada ecológica


2 – Iluminação da cozinha
Na cozinha, é preciso enxergar com precisão os alimentos. Por isso, o ideal para este cómodo é utilizar lâmpadas com grande Índice de Reprodução da Cor (IRC). As lâmpadas incandescentes (como as halógenas e as dicróicas) são as que possuem o maior IRC.

Uma dica importante: além de seguir estas dicas, você pode utilizar o aplicativo Bluelux para melhorar a eficiência energética de sua residência! Com este aplicativo, que é muito usado pelas imobiliárias em São Paulo, você pode automatizar sua residência e evitar o desperdício de energia com equipamentos e iluminação que ficam ligados 24h/dia.


3 – Iluminação do escritório
No escritório a iluminação deve ser focada em alguns pontos – nos livros e estantes e na mesa de trabalho. Mas também é preciso trabalhar para evitar o ofuscamento. Lâmpadas refletoras, por exemplo, podem incidir sobre a tela do computador e deixar o ambiente mais cansativo para trabalhar.

O posicionamento das luminárias deve ser pensado de acordo com a decoração, sempre levando em conta o aspecto funcional do cómodo. É importante descobrir o tipo ideal de lâmpada para o efeito de iluminação desejado e o posicionamento ideal que ela deve ter para uma melhor ergonomia do usuário do espaço.



4 – Iluminação do quarto
No quarto, a luz uniforme e indireta é a que dá melhor resultado. Ela pode ser obtida através de luminárias com filtros de acrílico ou vidro foscos. A iluminação precisa se ajustar às atividades que podem ser desenvolvidas no quarto – ler, ver televisão, namorar, trocar de roupa. Um recurso que costuma ser bastante útil é a dimerização, ou seja, o controle da intensidade de brilho da lâmpada.



BMW apresenta o i Hydrogen NEXT movido a hidrogénio



5 – Iluminação do banheiro
O banheiro é o cómodo onde mais se cometem erros de iluminação. A regra básica é: iluminação uniforme e intensa, principalmente na bancada da pia. As lâmpadas refletoras devem ser evitadas a todo o custo porque criam sombras no rosto e prejudicam as mulheres na hora de se maquiar e homens quando fazem a barba. Para o banheiro são indicadas luminárias com acrílico leitoso, vidro leitoso ou lâmpadas difusoras, como a fluorescente.


6 – Iluminação e a cor das paredes
A cor das paredes do cómodo deve ser levada em conta para escolher a melhor forma de iluminá-lo. A aparência da cor da lâmpada também deve ser levada em consideração: se for amarela e incidir sobre uma parede azul, pode deixá-la verde e o usuário perde o efeito de cor que queria quando escolheu a tinta.

No caso de paredes mais escuras, que absorvem mais luz, o ambiente obviamente irá necessitar lâmpadas com maior intensidade. Contudo, se o morador optar por tintas de cores mais claras, como é o caso de algumas casas em São Paulo utilizadas para temporadas de verão e lazer, o ideal é brincar com filtros coloridos sobre as lâmpadas e produzir efeitos de cor com maior versatilidade, o que deixa o ambiente mais alegre e versátil.

Portanto, na hora de reformar ou decorar a sua pense na iluminação como um elemento decorativo. Pesquise bastante antes de comprar produtos do setor de iluminação, pois podem variar bastante, especialmente os que tenham um custo mais alto.

Para sempre se proteger de problemas e de dores de cabeça, evite contratar pessoas conhecidas ou da família para ajudar no processo de decoração da sua casa: lembre-se que a melhor opção é fazer tudo de modo profissional, consultando alguém com experiência da área de design de interiores ou arquitetura.

Esta pessoa irá assessorá-lo e, ao produzir o projeto de iluminação desejado, irá trabalhar conceitos que são fundamentais para que ele seja realmente efetivo: destacar ambientes, focar detalhes, dar amplitude aos cômodos e, sobretudo, proporcionar conforto visual e físico aos seus moradores.


Gostou desse post? Deixe sua curtida e aproveite para compartilha-lo nas suas redes sociais!  Assim, mais pessoas poderão conhecer detalhes mais aprofundados sobre como realizar um projeto de iluminação em sua casa de maneira mais eficiente e elucidativa!


Novo rumo para combustíveis neutros em carbono a partir do CO2







sábado, 12 de outubro de 2019

A Marinha patenteou um reator de fusão compacto, mas funcionará?

O poder da fusão é o Santo Graal da energia limpa há décadas. Agora, a Marinha dos EUA garantiu uma patente de um projeto de reator de fusão compacto que revolucionaria o mundo, se funcionar. Mas tudo ainda está confuso, mesmo para os padrões do Departamento de Comércio e Patentes dos EUA.



Photo ExtremeTech

Naves espaciais com motor de fusão podem estar para breve

A fusão poderia fornecer enormes quantidades de energia sem nenhum dos problemas de resíduos associados à produção de energia nuclear baseada em fissão. Como o deutério pode ser extraído da água do mar, há material suficiente na Terra para atender às nossas necessidades de energia planetária durante milhões de anos, superando amplamente as reservas recuperáveis ​​de qualquer outro combustível fóssil. No espaço, os foguetes de fusão acelerariam bastante as viagens espaciais. Um artigo de 1998 estimou o tempo de viagem de ida e volta da Terra a Marte em apenas 130 dias. Atualmente, são necessários de 150 a 300 dias para chegar a Marte a partir da Terra, dependendo da posição relativa dos dois planetas.

 
Photo ExtremeTech


Cientistas mais perto da fusão nuclear



A fusão é incrivelmente eficiente, incrivelmente poderosa e atualmente indisponível exceção ás armas nucleares ou ao Sol. Os cientistas não descobriram como equilibrar a produção de energia. Até o momento, a energia necessária para manter uma reação de fusão foi superior à energia que podemos extrair do processo. Qualquer descoberta que nos leve em direção a um poder de fusão viável e econômico é bem recebida, seja pelo interesse em reduzir as emissões de CO 2 , explorar o espaço ou fornecer energia de linha de base confiável, onde não haja  derretimentos e reações descontroladas.
A patente concedida à Marinha é para um dispositivo de " fusão por compressão de plasma ", mas o documento é bastante vago sobre como esses ganhos são alcançados. Frases como "É uma característica da presente invenção fornecer um dispositivo de fusão por compressão de plasma que gere ganho de energia por fusão nuclear induzida por compressão de plasma" são quase tautológicas na sua construção. O documento também afirma: "É um recurso da presente invenção fornecer um dispositivo de fusão por compressão de plasma que possa produzir energia na faixa de gigawatt a terawatt (e superior), com potência de entrada na faixa de kilowatt a megawatt".


Esta patente está basicamente indicando que pode contornar todos os anteriores problemas. Seria uma conquista importante para obter uma saída no nível de megawatt de um número menor de megawatts de entrada neste momento. É verdade que as patentes podem esperar o que elas esperam que seja possível no futuro, mas, novamente, não se sabe de onde essas melhorias vêm.
Supostamente, o reator também é capaz de ignição por fusão, uma reação auto-sustentável na qual a energia produzida pelo reator é o suficiente alta para aquecer a massa de combustível mais rapidamente do que vários mecanismos de perda podem esfriá-lo. A ignição é um objetivo ainda mais avançado do que alcançar um ponto de equilíbrio, porque o ponto de equilíbrio ignora explicitamente a energia perdida no ambiente do reator. A ignição é necessária a qualquer reator comercial prático. Mas, novamente, alegar ter resolvido o problema de ignição antes mesmo de conseguirmos equilibrar  produção líquida de energia é um avanço enorme.



Membros da equipe Skunk Works trabalhando em seu reator de fusão compacto experimental. Photo Lockeed Martin

A energia resultante da fusão está perto


Além disso, como o The Drive detalhou em um extenso relatório , o autor por trás dessa patente, Salvatore Cezare Pais, tem um histórico de registrar patentes muito estranhas. Pais trabalha como engenheiro aeroespacial na base de testes de aeronaves da Marinha. Uma de suas patentes anteriores descreve uma "nave híbrida aeroespacial-subaquática". A nave é supostamente capaz de criar um "vácuo quântico" á sula volta, permitindo repelir as moléculas de ar e água com as quais entra em contato e permitindo uma velocidade incrível e manobrabilidade
Mas o Pais não é apenas um maluco com uma conta do Gmail. Quando o USTPO recusou a concessão de uma patente relacionada a essa suposta descoberta, o CTO da Empresa de Aviação Naval dos EUA, Dr. James Sheehy, escreveu ao escritório de patentes para garantir sua legitimidade. A relação entre este evento e a vontade da Marinha de confirmar a legitimidade dos vídeos de OVNIs divulgados no mês passado é objeto de especulações contínuas.
O Drive observa que falou com alguns físicos sobre as patentes de Pais, incluindo esta, e todos acham que todas essas patentes estão além do domínio da física conhecida e são quase ridículas em termos de viabilidade. O resultado final de tudo isso é que a Marinha agora possui uma patente de um tipo de reator nuclear compacto que poderia resolver praticamente todos os problemas de energia que a raça humana enfrenta atualmente, mas não revelou nada sobre se estamos mais perto de construir o tipo do dispositivo supostamente patenteado


“Sol artificial” será concluído este ano na China



Fonte//ExtremeTech



quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Novo tipo de bateria reduzirá a pegada ecológica


Desde os smartphones aos carros elétricos, continuaremos necessitando das baterias nos próximos anos. Novas pesquisas mostram como um novo tipo de bateria de alumínio poderia oferecer várias vantagens sobre as tradicionais de íons de lítio em uso atualmente.


Photo Pixabay


Baterias de fluor com grande duração para breve



A bateria de alumínio tem baixos custos de produção e não tem a mesma pegada ambiental das baterias usadas atualmente, em parte porque usa materiais abundantes e de fácil mineração, reduzindo o problema da devastação que causamos ao planeta para a construção de baterias.
Este novo conceito de bateria é especialmente adequado para sistemas de energia em grande escala, sendo sobretudo ideais para locais onde é necessário armazenar a energia proveniente das fontes renováveis ate ser necessária.
O lítio, usado nas baterias atuais, não só é escasso, mas também usam cobalto, o é um minério complicado e muito perigoso de minerar. A mudança para o alumínio, se funcionar como os cientistas esperam, traria vários benefícios, principalmente ao reduzir nossa dependência de combustíveis fósseis para produção e reciclagem de baterias.


"Os custos dos materiais e os impactos ambientais que projetamos de nosso novo conceito são muito mais baixos do que o que temos atualmente, tornando-os viáveis ​​para uso em grande escala, como parques de células solares ou armazenamento de energia eólica", diz o físico Patrik Johansson , da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia. “Além disso, nosso novo conceito de bateria tem o dobro da capacidade de energia em comparação com as baterias de alumínio que já existem”.
 As baterias de alumínio não são nenhuma novidade, mas, neste caso, os cientistas substituíram o cátodo de grafite, por uma molécula de carbono antraquinona (o cátodo absorve os elétrons à medida que a bateria é usada).
Isso permite alcançar uma capacidade energética mais alta, tornando as baterias de alumínio muito mais práticas, sustentáveis ​​e comercialmente viáveis ​​do que eram antes, embora ainda haja muito espaço para melhorias na mistura química interna, principalmente no eletrólito.



Photo Yen Strandqvist/Chalmers University of Technology


Baterias de fluor com grande duração para breve



Este novo tipo de baterias, por enquanto, está apenas em laboratório, e será necessário ainda trabalhar mais antes de as colocar no mercado.
Os cientistas sugerem que as baterias de alumínio em breve poderão funcionar com baterias de íon de lítio em certos cenários, com sistemas capazes de alternar entre os dois, dependendo das necessidades.
 "Como o novo material catódico possibilita o uso de um carregador de carga mais apropriado, as baterias podem aproveitar melhor o potencial do alumínio", esclarece o físico Niklas Lindahl, da Chalmers University of Technology.


Qual o futuro das células de combustível








sexta-feira, 27 de setembro de 2019

BMW apresenta o i Hydrogen NEXT movido a hidrogénio


A BMW apresentou o BMW i Hydrogen NEXT no IAA Motor Show 2019 em Frankfurt, demonstrando assim a sua capacidade de, alem dos de veículos elétrico, implantar a tecnologia das células de combustível de hidrogénio.
Sendo um dos pioneiros no campo da mobilidade elétrica, o grupo BMW está a preparar-se para o futuro, como foi evidenciado pelo BMW i Hydrogen NEXT.


O grupo BMW baseia-se na ideia de que, futuramente existirão, vários sistemas de propulsão, não havendo uma única solução que cubra todo o espectro de necessidades de mobilidade em todo o mundo.
Os veículos a hidrogénio são desde já, uma alternativa importante e complementam os sistemas de propulsão elétrica por bateria. Essa rica diversidade de tecnologias de propulsão eletrifica, onde se inclui os híbridos plug-in, destaca o compromisso do Grupo BMW em obter mobilidade com emissão zero, como parte de uma estratégia.
Em 2022, o Grupo BMW planeia apresentar a próxima geração de sistemas de propulsão elétrica a células a combustível de hidrogénio, num veículo baseado no atual BMW X5.


O grupo BMW prevê começar a disponibilizar aos seus clientes veículos com células de combustível em 2025, mas o cronograma depende amplamente dos requisitos do mercado e das condições gerais.
Os veículos elétricos com células a combustível de hidrogénio são capazes de oferecer mobilidade com zero emissões e sem restrições, com características de uso semelhantes às dos veículos convencionais:
Tempos de reabastecimento inferiores a quatro minutos;
Grande autonomia, sem comprometer o conforto;
Possibilidade de reboque;





Toyota com plano para veículos elétricos, híbridos e a hidrogênio


Muito pouca dependência das condições climáticas, o que significa que os clientes desfrutam de ampla autonomia no verão e no inverno.
Para que tudo isso seja possível, é necessário que sejam criadas infraestruturas para abastecimento, o que na maioria dos países, essas infraestruturas ainda estão nos estágios iniciais de desenvolvimento.

Pneus furados vão pertencer ao passado




Fonte//PortalEnergia





quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Novo rumo para combustíveis neutros em carbono a partir do CO2

Os investigadores descobriram um ponto de partido prático para a conversão de dióxido de carbono em combustíveis líquidos sustentáveis, incluindo combustíveis para meios de transporte mais pesados, que podem ser muito difíceis de eletrificar, como aviões, navios e comboios.

Photo Volantsic

A energia nuclear pode travar o aquecimento global


A reutilização neutra em carbono de CO 2 surgiu como uma alternativa para enterrar o gás de efeito estufa no subsolo. Num novo estudo publicado na Nature Energy , pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU) mostram como a eletricidade e um catalisador abundante na Terra podem converter CO 2 em monóxido de carbono (CO) rico em energia. O catalisador, vóxido de cério, é muito mais resistente. Retirar o oxigénio do CO 2 para produzir gás CO é o primeiro passo para transformar o CO 2 em combustível líquido e outros produtos, como gás sintético e plástico. A adição de hidrogénio ao CO pode produzir combustíveis como diesel sintético e o equivalente a combustível de aviação. A equipe prevê o uso de energia renovável para produzir o CO e as conversões subsequentes, o que resultaria em produtos neutros em carbono.
"Mostramos que podemos usar a eletricidade para reduzir o CO 2 em CO com 100% de seletividade e sem produzir o subproduto indesejado do carbono sólido", disse William Chueh, professor associado de ciência e engenharia de materiais em Stanford, um dos três principais autores.

Empresa constrói novo sistema para aproveitar a energia geotérmica

Vantagens dos combustíveis sintetizados

Umas vantagens que os combustíveis líquidos sustentáveis teriam, em relação á energia elétrica, é que poderiam ser usadas todas as infraestruturas existentes no uso de gasolina e diesel, como motores, tubagens e postos de gasolina. Além disso, as dificuldades para a eletrificação de aviões e navios e viagens de longa distância e o grande peso das baterias, não seriam problemas para estes combustíveis neutros em carbono.
Embora as plantas transformem o CO 2 em açúcares ricos em carbono naturalmente, mas até agora, um caminho eletroquímico artificial para CO ainda não conseguiu ser comercializado.
Os maiores problemas são, os dispositivos usam muita eletricidade, convertem uma baixa percentagem de moléculas de CO 2 ou produzem carbono puro que destrói o dispositivo. Os investigadores do novo estudo examinaram primeiro como diferentes dispositivos tiveram sucesso e falharam na eletrólise de CO 2 .
Construíram duas células para testes de conversão de CO 2, uma com óxido de cério e outra com catalisadores convencionais à base de níquel. O elétrodo de cério permaneceu estável, enquanto os depósitos de carbono danificaram o elétrodo de níquel, reduzindo significativamente a vida útil do catalisador.

Chegar á comercialização


Eliminar a morte celular precoce pode reduzir significativamente o custo da produção comercial de CO. Evitar o acumular de carbono também permite que o novo tipo de dispositivo converta mais CO 2 em CO, o que é limitado a bem abaixo de 50% da concentração do produto CO nas células atuais. o que pode reduzir os custos de produção.
"O mecanismo de supressão de carbono no cério é baseado na captura do carbono na forma oxidada estável. Conseguimos explicar esse comportamento com modelos de redução de CO 2 a temperatura elevada, o que foi confirmado com espectroscopia de fotoelétrons de raios X da célula em operação ", disse Michal Bajdich, autor sênior do artigo e cientista associado do SUNCAT Center for Interface Science & Catalysis, uma parceria entre o SLAC National Accelerator Laboratory e a Stanford's School of Engineering.
O custo elevado da captura de CO 2 tem sido uma barreira para armazena-lo no subsolo em larga escala, e esse alto custo pode ser uma barreira ao uso de CO 2 para produzir combustíveis e produtos químicos mais sustentáveis. No entanto, o valor de mercado desses produtos combinado com pagamentos para evitar as emissões de carbono pode ajudar as tecnologias que usam CO 2 a superar o obstáculo mais rapidamente.


Photo Pixabay

Hidrogénio, o combustível do futuro energético limpo e seguro



William Chueh também é membro do Precourt Institute for Energy de Stanford. Os outros autores de Stanford são o ex-aluno de doutorado Zixuan Guan, o pós-doutorado Michael Machala, os pós-doutorados Matteo Monti e Chirranjeevi B. Gopal e o pós-doutorado do SLAC, Jose A. Garrido Torres. Os co-autores da DTU são o candidato a PhD Lev Martinez, o líder do grupo nanolab Eugen Stamate e ainvestigadora Simone Sanna, Ethan J. Crumlin, o cientista do Lawrence Berkeley National Laboratory, e Max Garcia Melchor, professor assistente do Trinity College, Dublin.

Este projeto foi apoiado pela Haldor Topsoe A / S, Innovation Fund Denmark, Agência Dinamarquesa de Ciência, Tecnologia e Inovação e Energinet.dk., Departamento de Energia dos EUA, Centro SUNCAT e um prêmio da National Science Foundation CAREER.


Hidrogénio, o combustível do futuro energético limpo e seguro


Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar



Fonte//ScienceDaily








terça-feira, 17 de setembro de 2019

O mundo é controlado por uma dúzia de empresas poderosas


O mundo em que vivemos é controlado e dominado por um pequeno grupo de empresas superpoderosas se tornou uma força dominante que controla essencialmente a indústria humana e molda o mundo moderno em que vivemos, dizem os cientistas.
Num novo estudo, uma equipa de investigadores de vários países sugere que esse quadro de elite de empresas multinacionais dominantes têm capacidade para influenciar grandemente o planeta e seus habitantes.



Photo Pixabay Geralt


A energia nuclear pode travar o aquecimento global



"A escala na qual as empresas multinacionais operam e a velocidade e que elas se instalam em todo o mundo nao tem precedentes na história", explicam os investigadores liderados pelo cientista ambiental Carl Folke, da Academia Real Sueca de Ciências, no seu artigo .
 "As empresas multinacionais tornaram-se uma característica definidora do planeta interligado de pessoas e natureza, onde os seres humanos tornaram-se numa espécie hiper-dominante na biosfera, afetando os padrões globais de mudança ecológica".
Mas isso não é novidade. Podemos observar facilmente o impacto causado pelas super corporações em quase todos os lugares do mundo.




 Apenas 100 empresas são responsáveis ​​por mais de 70% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, no âmbito tecnológico, os gigantes da tecnologia desfrutam um domínio monopolista no ramo das pesquisas e social.
As empresas farmacêuticas são tão poderosas que geram crises de saúde mundiais, as empresas de energia são tão poderosas que podem prever crises climáticas com décadas de antecedência.
A comunicação da própria ciência não é imune a esses fenômenos de consolidação e controle corporativo. As empresas multinacionais exercem imenso poder, mas não significa que não possam agir com responsabilidade, dizem os investigadores.


Photo Pixabay Epicantus


A energia nuclear pode travar o aquecimento global

A equipa identificou seis tendências que, se capitalizadas, poderiam ver a noção de “responsabilidade social corporativa” que conhecemos hoje evoluir para um modelo mais focado na sustentabilidade de administração da biosfera corporativa.
Os investigadores afirmam que os compromissos voluntários das empresas multinacionais com a sustentabilidade nas últimas duas décadas não foram o suficiente eficazes, nem a regulamentação governamental teve a força necessária, e isso tem que mudar.
"Compreender e agir de acordo com a nova dinâmica do antropoceno é fundamental para o bem-estar do ser humano, e as empresas multinacionais claramente são responsaveis", escrevem os autores.




Olhando para as empresas multinacionais em áreas como agricultura, silvicultura, frutos do mar, cimento, minerais e energia fóssil, os investigadores dizem que já pode haver evidências de que está a mudar alguma coisa.
Recursos emergentes, como um 'alinhamento de visão' entre as empresas multinacionais, sugerem que novas normas de sustentabilidade podem estar emergindo, enquanto novos acordos políticos globais como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) podem ser vistos como um exemplo bem-sucedido do que a equipa chama 'integração da sustentabilidade'.

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As tendências tecnológicas que incentivam a 'transparência radical' também estão popularizando, aumentando a responsabilidade das empresas, enquanto o envolvimento da comunidade científica é visto como outra maneira de ajudar as empresas a direcionar agendas de sustentabilidade.
Obviamente, observar essas tendências que ocorrem no cenário das empresas multinacionais não significa que tudo ficará bem. Num mundo à beira de uma catástrofe climática, é mais claro do que nunca como a má gestão no setor de energia foi desastrosamente insustentável.
Mas podemos mudar isso. Se vamos tomar medidas drásticas para evitar a crise climática, as empresas multinacionais terão que fazer parte da solução, dizem os autores.

Os resultados são relatados na Nature Ecology & Evolution.

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Este artigo foi publicado originalmente por ScienceAlert