domingo, 16 de setembro de 2018

Tufão Manghkut arrasou Filipinas e chega á China

O tufão Mangkhut chegou a terra no sul da China, depois de ter arrasado as Filipinas onde fez pelo menos 49 mortos e soterrou cerca de 40 mineiros, que estão desaparecidos.

A tempestade tropical, considerada a mais forte deste ano, provocou chuvas torrenciais e ventos ciclónicos que fizeram colapsar a encosta de uma montanha na aldeia remota de Itogon, na província de Benguet (norte).

A encosta abateu-se sobre os alojamentos dos mineiros, sete corpos já foram retirados, mas há pelo menos 40 pessoas desaparecidas.

Vários pontos do arquipélago filipino foram devastados pelo tufão e o balanço provisório de vítimas no país é de 49 mortos, sendo a maioria dos mortos  vítimas de deslizamentos de terra nas zonas montanhosas, de acordo com as autoridades.

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No norte das Filipinas, eletricidade e comunicações foram cortados na maior parte da zona abrangida pela trajetória do tufão, onde vivem cerca de cinco milhões de pessoas, criando dificuldades adicionais na contabilização de vítimas e estragos.

No norte da ilha de Luçon, a maior das Filipinas, o tufão devastou vastas zonas agrícolas provocando inundações e deslizamentos de terra. Na cidade de Baggao, a tempestade arrancou telhados e linhas de alta tensão e as estradas estão quase todas cortadas, por inundações ou por deslizamentos de terras.

O tufão perdeu alguma força ao atravessar as Filipinas e chegou ao território chinês hoje, às 17h00 locais (10h00 em Lisboa), na província de Guangdong, a cerca de 50km a oeste de Macau, com ventos de 162 Km/h.

Quase meio milhão de pessoas foram evacuadas de sete cidades da província chinesa de Guangdong

Centenas de voos foram cancelados e todos os serviços ferroviários de alta velocidade e alguns normais nas províncias de Guangdong e Hainan também foram interrompidos no domingo, informou a China Railway Guangzhou Group Co. Na província de Fujian, dezenas de milhares de barcos de pesca regressaram ao porto e as obras de construção pararam.

 

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A Hainan Airlines cancelou 234 voos nas cidades de Haikou, Sanya, Guangzhou, Shenzhen e Zhuhai, programados para este fim-de-semana. Já em Hong Kong, perto de 900 voos foram adiados ou cancelados. De acordo com o South China Morning Post, pelo menos 543 voos programados para hoje foram cancelados, afetando cerca de 96 mil passageiros.

 

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No total, as autoridades do aeroporto de Hong Kong dão conta de 889 voos adiados ou cancelados devido à proximidade deste tufão, considerado o maior do ano, indicou o mesmo jornal. Em Macau, 160 voos foram cancelados e 14 tiveram de ser adiados, segundo as últimas informações do aeroporto.

O Observatório de Hong Kong e os Serviços Meteorológicos de Macau (SMG) emitiram hoje o sinal 10 de tempestade tropical, o máximo no nível de alerta, ambos prevendo fortes chuvas, inundações e rajadas de vento nas próximas horas. Em Macau, o alerta vermelho de “storm surge” (maré de tempestade) continua em vigor e a subida do nível da água pode atingir os 2,5 metros, indicaram os SMG.

Perto de seis mil pessoas já foram retiradas das suas casas, no seguimento do plano de evacuação das zonas baixas da cidade, efetuado a partir das 21h00 de sábado.

 

 

Fonte //ZapAeiou

sábado, 15 de setembro de 2018

EUA confirmam sete mortes após passagem do Florence

 
A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências dos Estados Unidos (Fema, na sigla em inglês) confirmou neste sábado, 15, a morte de sete pessoas na Carolina do Norte, entre elas uma mãe e um bebê, em decorrência da passagem do furacão Florence na região.

O Florence se tornou uma tempestade tropical, após tocar o solo da Carolina do Norte na manhã de sexta-feira, 14, mas o volume de chuvas torrenciais se manterá ao longo do fim de semana. A preocupação das autoridades é com o aumento das enchentes, inundações e deslizamentos de terra.

Cerca de 900.000 pessoas estão sem energia, enquanto a tempestade tropical Florence avança sobre a Carolina do Sul.

A Casa Branca anunciou hoje que o presidente Donald Trump aprovou uma declaração de estado de emergência para a Carolina do Norte, o que vai permitir financiamento federal para assistência temporária, com recursos para moradia e reparos.

Resgates

Segundo a Fema, equipes estão atuando para retirar pessoas ilhadas. No Leste da Carolina do Norte, há cerca de 300 pessoas que esperam para ser resgatadas. Desde ontem à noite, foram feitos 20 resgates na região.

As operações tiveram que ser suspensas na madrugada de hoje por causa do volume de água e da falta de segurança para as equipes. Os trabalhos só foram retomados após o nascer do sol.

Alguns moradores das ilhas da costa Leste da Carolina do Norte “navegam” sobre as ruas com botes. O volume da enchente continua subindo e as autoridades pedem que as pessoas ainda não tentem regressar para casa.

Veja noticia completa VEJA.com

Os 15 maiores navios do mundo poluem mais do que todos os automóveis do planeta

Numa altura em que a grande causa da poluição é apontada para a indústria automóvel, a Carbon War Room (organização sem fins lucrativos) publica um estudo preocupante.Segundo esse estudo, de 90% do comercio mundial é feito com recurso ao transporte marítimo e claro está as cadeias de logísticas associadas.


Foto Revista-cargo

Navios gigantes, alimentados a fuelóleo (o desperdício do processo de refinação do petróleo) que transportam milhões de toneladas de carga, são responsáveis por movimentar a economia do mundo. O automóvel, o telemóvel e produtos alimentares, tudo é transportado por estes navios. Unindo os vários continentes, o transporte marítimo é a fulcral nas trocas comerciais de todo o mundo.

De acordo com a CWR, os 15 maiores navios do mundo, sozinhos, emitem mais NOx e enxofre para a atmosfera do que os 1.300 milhões de automóveis a circular em todo o mundo. E no mundo existem muitos milhares de navio a navegar emitindo milhões de toneladas de NOx para a atmosfera.

Pode ver aqui o numero de navios por países


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Estes navios alimentam-se de fuelóleo. Um combustível derivado do petróleo, muito menos refinado do que a gasolina ou o gasóleo que colocamos nos nossos carros.

Embora os navios emitam apenas 3% dos gases de efeito estufa, a quantidade de óxidos de azoto (o famoso NOx) emitidos para a atmosfera é preocupante e ultrapassa as emissões dos 1.300 milhões de veículos que circulam atualmente em todo o mundo.

No entanto, a pressão ambiental sobre a indústria automóvel aumenta ano após ano e que tem feito a carga fiscal e o custo dos automóveis aumentar.

Já na indústria naval e nas empresas de transporte marítimo a pressão também tem aumentado, mas em muito menor escala.

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De acordo com o The Economist, o preço do transporte marítimo está em mínimos históricos. A enorme oferta que existe no setor causado uma baixa de preços, o que deixa as empresas de transporte marítimo sem margem para grandes investimentos que visem reduzir a pegada ecológica da sua atividade. Um processo tecnologicamente muito lento, pois converter um navio a GNL por exemplo não é feito de um dia para outro, e muito caro do ponto de vista económico, pois essas conversões são extramente dispendiosas.



Há no entanto um aspeto importante que importa, grande parte das emissões dos navios ocorrem em alto mar, pelo que de imediato causa menos danos à saúde publica que os automóveis nas cidades.

Qual o futuro




Organização das Nações Unidas concordou em impor restrições à poluição destes grandes navios até 2020, e a União Europeia também tomou medidas nesse sentido, medidas essas que poderão aumentar a pressão sobre o setor, e que certamente terá reflexos no preço dos produtos para o consumidor final. Afinal de contas, 90% do comércio mundial é feito por intermédio do transporte marítimo.

Diretiva da União Europeia

Fonte//Razaoautomovel