sábado, 20 de outubro de 2018

Desenvolvidos adesivos que podem salvar vidas e controlar estado desaúde

A cirurgia cardíaca normalmente é traumática para os pacientes. A monitorização contínua do estado de saúde pós cirurgia sem acompanhamento médico é ainda mais assustador. Imagine ser poder fazer isso com um simples adesivo aplicado ao seu corpo.


Um grupo de investigadores da Universidade de Purdue  avançaram  com uma solução que poderá tornar isso possível. A pesquisa foi publicada recentemente no ACS Advanced Materials and Interfaces.

"Pela primeira vez, criamos dispositivos electrónicos adesivos que pode-se facilmente colar à pele e são feitos de papel ", disse Ramses Martinez, professor assistente de engenharia industrial e engenharia biomédica da Purdue. que liderou a equipe de pesquisa.

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Os "adesivos inteligentes" são feitos de celulose, que é  compatível com a pele e é porosa, deixando-a respirar. Eles podem ser usados ​​para monitorizar a atividade física e alertar o paciente sobre possíveis riscos à saúde em tempo real.

Os profissionais de saúde poderiam usar os adesivos Purdue como sensores implantáveis ​​para monitorizar o sono dos pacientes, porque eles ligam-se aos órgãos internos sem causar reações adversas. Os atletas também podem usar esta tecnologia para controlar a sua saúde durante o exercício.

Esses adesivos têm forma de serpentina para tornar os dispositivos tão finos e elásticos quanto a pele, tornando-os imperceptíveis para o utilizador.

Como o papel se degrada rapidamente quando molhado e a pele humana está propensa a ser coberta de suor, esses adesivos foram revestidos com moléculas que repelem água, óleo, poeira e bactérias. Cada adesivo pode ser feito usando tecnologias de impressão e fabrico similares àquelas usadas para imprimir livros em alta velocidade.


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"O baixo custo desses dispositivos portáteis e sua compatibilidade com técnicas de fabrico em larga escala permitirão a rápida adoção desses novos sensores descartáveis ​​e portáteis numa enorme variedade de aplicações nos cuidados de saúde que exigem sistemas de diagnóstico de uso único", disse Martinez.

A tecnologia é patenteada através do Escritório de Comercialização de Tecnologia da Purdue, e procuram parceiros para testar e comercializar sua tecnologia.


Fonte//ScienceDaily

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Encontrado fóssil de peixe semelhante á piranha

Os mares jurássicos eram o lar de tubarões, crocodilos, monstros marinhos e, peixes carnívoros, semelhantes a piranhas.

Foi encontrado um fóssil quase completo de um peixe ósseo com barbatanas raiadas e dentes afiados supondo-se ser o equivalente jurássico da piranha.

Sendo assim essa seria a mais antiga evidência de um peixe ósseo carnívoro pertencente a um grupo idêntico à piranha.

 
(M. Ebert and T. Nohl)

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Antes desta recente descoberta, havia a ideia que os peixes ósseos do Jurássico só podiam esmagar as conchas ou engolir as presas inteira, mas agora acha-se que este espécimen podia cortar as barbatanas das suas presas.

  • "Ficamos chocados com o fato de que este peixe tinha dentes semelhantes a piranhas", diz a  principal autora Martina Kölbl-Ebert, paleontologista do Jura-Museum Eichstätt, onde o fóssil está.

  • ``Pertence a um grupo de peixes (os picnodontídeos) que são famosos por seus dentes afiados´´.
  •  
  • (M. Ebert )

Foram também encontrados vestígios das vitimas deste peixe nos mesmos depósitos de calcário no sul da Alemanha

  • ."Temos outros peixes da mesma localidade em que faltam pedaços nas suas barbatanas",  diz o  co-autor David Bellwood, investigador da evolução e ecologia dos peixes de recifes da Universidade James Cook.

  • "Este peixe tem parecenças incríveis com as piranhas modernas, que se alimentam não só de carne, mas principalmente das barbatanas de outros peixes. É algo extraordinariamente inteligente, já que as barbatanas se recuperam, sendo um recurso renovável puro.""Se alimentar-se de um peixe e ele morrerá mas se comer as  suas barbatanas e terá comida para o futuro", acrescentou Bellwood.

  • É esse tipo de comportamento renovável, que levou os investigadores a descrever esta nova espécie como um "exemplo impressionante de versatilidade e oportunismo evolucionário"

 
(The Jura-Museum, Eischstatt, Germany)

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Depois de uma inspeção minuciosa, descobriu-se que o peixe fossilizado tinha mandíbulas extremamente fortes, revelando dentes longos, pontiagudos e ligeiramente curvos. Nalguns dos incisivos ainda se vêm bordas serrilhadas, perfeitas para cortar carne ou barbatanas.

O seu corpo é plano o que lhe tiraria velocidade, mas, as suas grandes barbatanas o tornariam particularmente apto a manobrar  nos recifes tropicais de águas rasas, onde os cientistas acreditam que ele viveu.

Fonte//ScenceAlert

Subida do nível do mar deixa em risco lugares considerados PatrimónioMundial

Na região do Mediterrâneo, existem inúmeros monumentos e lugares, considerados como Património Mundial da UNESCO em áreas costeiras de baixa altitude. Estes incluem, por exemplo, a lagoa veneziana, a cidade velha de Dubrovnik e as ruínas de Cartago. No decorrer do século XXI, esses locais estão cada vez mais em risco devido ao aumento da erosão costeira causado pelo aumento do nível do mar. Esta é a conclusão de um estudo, realizado pela investigadora Lena Reimann, do Departamento de Geografia da Universidade de Kiel (CAU), juntamente com o professor Athanasios Vafeidis e outros parceiros internacionais. A equipa publicou os seus resultados na revista Nature Communications .



  • ´´Um grande número dos 49 locais do Património Mundial investigados, correm risco devido à subida do nível do mar. 37 desses locais estão em risco devido à chamada tempestade de 100 anos,(tempestade fenomenal que aparece em media uma vez em 100 anos) que tem 1% de hipótese de sempre mais forte que a anterior. 42 dos 49 locais estão em risco de erosão costeira. Se o nível do mar continuar subindo, na região do Mediterrâneo, o risco dessas tempestades de 100 anos, pode aumentar 50% em média, e o da erosão costeira 13 %, e tudo isso até o final do século 21. ``, disse Lena Reimann ao explicar os resultados do estudo.

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  • Para poder avaliar os riscos potenciais, a equipe de pesquisa criou um banco de dados de todos os Patrimónios Mundiais da UNESCO em áreas costeiras baixas da região do Mediterrâneo. Além da localização e forma dos locais, o estudo também incluiu o tipo de património, a distância do litoral e sua localização em áreas urbanas ou rurais. "Usando este banco de dados e simulando modelos de inundação, levando em conta vários cenários de elevação do nível do mar, conseguimos desenvolver índices. O índice de risco de inundação e o risco de erosão". O índice de risco de inundação tem em consideração a área potencialmente inundada e a profundidade máxima de inundação. O índice de risco de erosão é baseado na distância de cada local do litoral e nas propriedades físicas da costa, que determinam em grande parte o grau de erosão. Estas incluem, entre outras, as propriedades materiais da costa, desde a areia até a rocha, e a possibilidade da sedimentação.



  • O aumento no risco de inundação de até 50% e o risco de erosão de até 13% são baseados  numa subida média do nível do mar no Mediterrâneo de 1,46 metros até o ano 2100. Esse aumento tem uma probabilidade de ocorrer de 5% num cenário de alterações climáticas de alto nível (RCP8.5). "Mesmo que a subida do nível do mar seja inferior, esse cenário não pode ser descartado, devido às incertezas que existem em relação ao derretimento das camadas de gelo", disse o professor Vafeidis. "Além disso, tal cenário é bastante relevante do ponto de vista do gerenciamento  do fator de  risco, já que uma probabilidade de 5% neste contexto não é baixa".

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  • "Com o nosso trabalho, queremos promover estratégias de adaptação para proteger o património cultural do mundo", enfatizou Reimann.

O estudo identificou onde a adaptação é mais urgente. Estudos locais devem ser iniciados nesses locais, para investigar detalhadamente todos os sítios ameaçados. Devem ser desenvolvidas medidas para combater o aumento do risco, que deve ser implementado nos locais sem afetar seu status como Património Mundial da UNESCO. Um bom exemplo está em construção em Veneza, o projeto MOSE consiste na instalação de barreiras móveis, para proteger a cidade e sua lagoa de aumento do nível do mar até três metros acima do nível atual.

  • Essa medida pode garantir que o frágil ecossistema da lagoa seja mantido, e pode ser implementado no local sem interferir no status de Património Mundial da UNESCO. Além das estratégias de adaptação, o cientista também realçou a relevância central da mitigação climática. "Sem medidas de adaptação apropriadas, combinadas com mitigação de escala global rigorosa, a herança cultural do nosso mundo pode ser severamente prejudicada pelo aumento do nível do mar e, portanto, perder valor como Património Mundial da UNESCO. "

Fonte//ScienceDaily