domingo, 11 de novembro de 2018

Dados de satélite segredos sob a Antártida

De todos os continentes do nosso planeta, o que menos temos conhecimento é a Antártida. Os cientistas usaram imagens de satélite para investigar a tectônica da Terra, revelando as estruturas ocultas da Antártida.



Sendo uma região muito remota e gelada, mapear as características geológicas da Antártida é complicado. O satélite Gravity Field e Steady State Ocean Circulation Explorer (GOCE) tem capacidade para detetar o que outros satélites não conseguem, medindo com precisão a força da gravidade da Terra para mapear o terreno oculto pela espessa camada de gelo.

 O GOCE deixou de transmitir dados depois de ficar sem combustível em 2013, tendo caído depois,mas os cientistas ainda estão estudando os dados recolhidos. Com base nesses estudos dizem que sabem agora como a Antártida foi formada e como as placas tectónicas se movimentam, como você pode ver no vídeo abaixo.

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A Antártida já foi parte do super continente  Gondwana, que começou a se desintegrar cerca de 130 milhões de anos atrás, embora a Antártida e a Austrália só se tenham há 55 milhões de anos. 
 Ao combinar as leituras do GOCE com dados sismológicos, os pesquisadores conseguiram criar mapas em 3D da litosfera da Terra, formados pela crosta e pelo manto em fusão a grande profundidade.

 Essa litosfera inclui cadeias montanhosas, costas oceânicas e zonas rochosas chamadas crátons, as sobras dos antigos continentes inseridos nos continentes atuais "Os dados da gravidade dos satélites podem ser combinados com dados sismológicos para produzir imagens mais consistentes da crosta e do manto superior em 3D, o que é crucial para entender qual a interaçao das placas tectónicas e do manto profundo", disse um dos cientistas, Jörg Ebbing, de Kiel. Universidade na Alemanha.

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O satélite GOCE orbitou nosso planeta entre Março de 2009 e Novembro de 2013. A sua orbita era excecionalmente próxima da Terra, uma altitude de apenas 225 km, para maximizar a precisão das suas medições.


 


 Como comparação, a Estação Espacial Internacional, está cerca de duas vezes mais distante da superfície da Terra. O novo estudo revelou uma crosta e litosfera mais finas sob a Antártida Ocidental em comparação com a Antártica Oriental (acima). A última tem um mosaico de crátons mais antigos intercalados por regiões mais finas de rocha, semelhantes à Índia e à Austrália. Com tantas variáveis ​​a considerar, prever quais as consequências do aquecimento e consequente degelo na Antártica é um desafio, e a ajuda doa dados do GOCE é fundamental. 


   Fonte//SienceAlert

sábado, 10 de novembro de 2018

Aviões eletricos próximos de se tornar realidade

A ideia de que carros elétricos vão dominar o mercado daqui a alguns anos é totalmente viável. Todos os dias aparecem notícias sobre novos lançamentos de energias alternativas e restrições aos combustíveis fósseis para veículos. Mas será que podemos dizer o mesmo sobre aviões elétricos? Os aviões são uns dos grandes poluidores que atualmente utilizam combustíveis fosseis e responsáveis por muitas emissões de CO2.



As grandes companhias de aviação começam a ter interesse pelos aviões elétricos que começaram agora a “levantar voo". A companhia aérea europeia” low coast” EasyJet, , prometeu  ter a totalidade da frota  elétrica até 2027.

 Uma startup chamada Zunum, baseada em Seattle, nos EUA, e apoiada por gigantes como Boeing e JetBlue, está apostando em voos híbridos e elétricos de passageiros já em 2022, e em voos totalmente elétricos um pouco mais tarde.

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A chave para entender o plano da Zunum é o fato de estar desenvolvendo aeronaves mais pequenas, com capacidades que variam entre 10 e 50 lugares, capazes de utilizar a rede de aeroportos regionais dos Estados Unidos para realizar viagens de cerca de 1,2 mil quilómetros ou menos. Isso reduz em metade o tempo de viagem e oferece preços mais competitivos.

 O modelo proposto, é capaz de fornecer uma diminuição de 80% das emissões em viagens aéreas regionais.
 A CNN informou que a Boeing comprou a Aurora Flight Sciences. Inicialmente, o grande entusiasmo em torno dessa aquisição específica concentrou-se na experiência da Aurora no desenvolvimento de copilotos robóticos e drones autónomos, sendo também especializada em sistemas de propulsão elétrica, incluindo uma aeronave elétrica de descolagem vertical.

 Existem vários projetos para a criação de aeronaves elétricas, para voos domesticos ou em voos de longo curso. O mais difícil é criar um avião elétrico, capaz de levantar voo e passar várias horas no ar sem necessitar de recarregar as baterias. Mas uma inovadora tecnologia de baterias poderá tornar o avião elétrico uma realidade mais depressa do que o esperado.

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Uma dupla de investigadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets) descobriu uma forma distinta de alinhar as baterias, de modo a libertar a energia suficiente para ser usada por um motor elétrico de modo a permitir ao aparelho levantar voo.
Tem sido feita muita pesquisa na procura por novos materiais que tornem as baterias mais eficientes, mas Yet-Ming Chiang e Venkat Viswanathan alteraram o alinhamento dos componentes, de modo a criar correntes magnéticas mais fortes.

 Se este método funcionar em termos práticos, vai permitir aos operadores de voos regionais, abaixo das duas horas, utilizar baterias elétricas. Mesmo que os aviões não possam ser 100 por cento elétricos, poderão pelo menos operar em modo elétrico a levantar voo, a fase em que estes aparelhos consomem mais combustível e emitem mais gases poluentes, finalmente contribuindo para a redução da pegada ecológica da indústria da aviação.  


 Fonte // Motor24    Ecycle

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Rússia inicia desenvolvimento de novo bombardeiro estratégico.

A Rússia está a desenvolver um sistema inovador para a aviação de longo alcance (PAK DA, na sigla em russo), segundo informação da Corporação Unida de Construção Aeronáutica na sua página oficial no Facebook.


Devido à modernização dos bombardeiros estratégicos Tu-160M e Tu-95MS e ao retomar a produção das aeronaves Tu-160M, o componente aéreo das forças nucleares estratégicas aumentou significativamente. Em Julho, o vice-ministro da Defesa russo, Aleksei Krivoruchko, informou que o PAK DA será construído com o uso de tecnologias furtivas. Foi lançado um concurso para o fornecimento dos motores para a aeronave. Dentro dos requisitos estabelecidos, os sistemas electrónicos principais e secundários do motor devem garantir autonomia de voo do bombardeiro de até 30 horas.

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Os sistemas armazenamento de combustível e controle hidraulico-mecanico têm que operar com sobrecargas próximas de zero e negativas até 2,7 g, e com temperaturas entre —60°C e +50°C. A vida útil mínima será de 12 anos com a possibilidade de prolongamento até 21 anos. Uma outra exigência tema ver com o motor que deve continuar a funcionar mesmo depois de exposto a forte radiação nuclear. No início do ano, o então vice-primeiro-ministro Dmitry Rogozin expressou a esperança de que o novo avião seja testado entre 2023 e 2024. Segundo ele, ainda este ano, a Tupolev iniciará o projeto do PAK DA.


 Fonte//SputnikNews