terça-feira, 13 de novembro de 2018

China constroi Estaçao Espacial "Tiangong 2"

A maioria dos países que enviam astronautas para o espaço utilizam a Estação Espacial Internacional, mas a China está a fazer a sua própria Estação Espacial. Batizada  de Tiangong-2 é uma continuação do protótipo chamado Tiangong-1, que caiu na Terra depois  da agência espacial chinesa perder o controlo.

Foto :GETTY IMAGESXINHUA NEWS AGENCY
Esta segunda estação, Tiangong-2, ainda está em construção, mas uma pequena seção da estação já está em órbita, e já foi visitada por um dois astronautas em 2016, mas como não foi projetada para ter habitabilidade a longo prazo e ficou desocupada por dois anos. No entanto, a agência espacial chinesa divulgou o novo módulo central para a estação numa comunicação esta semana, indicando que planeia fazer ampliar a estação.

Na Airshow China, a Administração Espacial Nacional da China revelou uma réplica do módulo principal da Tiangong, com 16.76 metros de comprimento. Isso é significativamente menor do que a seção central da ISS, mas o tamanho adicional significa que o Tiangong-2 pode suportar até três astronautas.


A China espera concluir a construção da estação em 2022 e manterá a Tiangong pelo menos durante uma década. Logo que a ISS for desativada, provavelmente em 2024, embora também haja uma hipótese de algumas empresas privadas assumirem a manutenção por mais alguns anos, a Tiangong será a única estação espacial em órbita. A China disse que planeia autorizar o uso da estação por agências espaciais de outros governos a usem para experiencias cientificas


Fonte//Popularmechanics

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Avanço no processo para produzir hidrogênio para combustivel


Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia Ben-Gurion da Universidade do Negev (BGU) e do Instituto de Tecnologia de Israel conseguiram o processo químico que permitirá o desenvolvimento de um novo e mais eficiente processo fotoquímico para produzir hidrogênio a partir da água, de acordo com Nature Communications .


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A equipa é a primeira a efetuar com sucesso a reação química fundamental presente na energia solar que poderia formar o elo perdido para gerar a eletricidade necessária para realizar esse processo. Ele permite que o processo se faça naturalmente, em vez de depender de grandes quantidades de energia elétrica ou de metais preciosos para catalisar a reação. A produção de hidrogênio não emite gases de efeito estufa, mas o processo até agora exigia mais energia do que é gerada, o que , como resultado, limitou a viabilidade comercial.

  • "Esta descoberta pode ter um impacto significativo nos esforços para substituir os combustíveis fosseis por hidrogênio mais ecológico", informou a equipe liderada pelos investigadores da BGU, Dr. Arik Yochelis e Dra. Iris Visoly-Fisher e Prof. Avner Rothschild. Technion. "Os fabricantes de automóveis tentam desenvolver veículos movidos a hidrogênio que sejam eficientes e ecologicamente limpos, e que, ao contrário dos veículos elétricos, permitam o reabastecimento rápido e grande autonomia".




A produção de hidrogênio para combustível requer a divisão de moléculas de água (H2O) em dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. A pesquisa revela um avanço para a compreensão do mecanismo que ocorre durante a separação fotoquímica do peróxido de hidrogênio (H2O2) sobre foto-elétrodos de óxido de ferro, que envolve a divisão da reação de foto-oxidação de linear para dois locais.

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Depois de anos de experiencias, durante os quais o laboratório do Prof. Rothschild não conseguiu superar a barreira da eficiência, ele juntou-se aos drs. Yochelis e Visoly-Fisher para juntos, colaborar e tentar conseguir e feito.

O Prof. Gerhard Ertl  ganhou o Prêmio Nobel de Química de 2007.


Fonte//ScienceDaily

domingo, 11 de novembro de 2018

No Peru, a mineração do ouro esta a destruir a floresta tropical


A mineração de ouro em pequena escala destruiu mais de 170.000 acres de floresta indígena na Amazônia peruana nos últimos cinco anos, de acordo com uma nova análise feita por cientistas do Centro de Inovação Científica da Amazônia (CINCIA) da Universidade Wake Forest.
É uma área maior que São Francisco e 30% maior do que a que havia sido contabilizada na última analise.

"A escala da desflorestação é realmente chocante", disse Luis Fernandez, diretor executivo do CINCIA e professor associado de pesquisa no departamento de biologia. "Em 2013, o primeiro estudo sobre a floresta peruana perdida devido á mineração indicou 30.000 hectares. Cinco anos depois, encontramos quase 100.000 hectares."


Os cientistas do CINCIA, com base na região de Madre de Dios, no Peru, desenvolveram um novo método para identificar áreas destruídas por essa mineração em pequena escala ou em escala artesanal. Combinando a tecnologia existente de monitorizaçao de florestas CLASlite e conjuntos de dados de Mudança Florestal Global na perda de florestas, esta nova ferramenta de deteção de desflorestação é 20-25% mais precisa do que as usadas anteriormente.

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Tanto o CLASlite quanto o mapa Global Forest usam diferentes tipos de informação das ondas de luz para mostrar mudanças na paisagem. Combinar os dois métodos fornece informações sobre o tipo específico de desflorestação que procuramos", disse Miles Silman, diretor associado de ciência do CINCIA e diretor do Centro de Energia, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Wake Forest (CEES). Silman que pesquisou biodiversidade e ecologia na Amazônia Ocidental e nos Andes por mais de 25 anos.

A mineração de ouro em escala artesanal é sido difícil de detectar porque seus efeitos secundários ficam escondidos das imagens de satélite nas áreas húmidas naturais. Mas os danos são enormes. Pequenas equipas de mineiros artesanais não tentam atingir o filão mãe, mas, preferem a recolher pepitas de ouro na floresta tropical.
Há ouro suficiente na floresta para ganhar muito dinheiro numa economia em dificuldades. Só é preciso escavar uma imensa quantidade de terra para obtê-lo.

Para obter o ouro, eles escavam a terra ou sugam os sedimentos do rio, e então usam mercúrio tóxico para tirar o precioso metal das sucatas. Os resultados são ambientalmente catastróficos.

"Tiram tudo o que está acima do solo, vastas quantidades de floresta tropical, e então transportam a terra para uma central de lavagem e lavam tudo para ficar só o ouro. O que sobra é um ambiente deserto", disse Silman.
A mineração de ouro em escala artesanal enraizou-se na Amazônia peruana no início de 2000, coincidindo com a construção de uma nova autoestrada ligando o Peru e o Brasil. A Rodovia Interoceânica fez com que a floresta remota e protegida do Peru fosse acessível a qualquer um. Costumava demorar duas semanas de carro todo-terreno para viajar de Cuzco até Puerto Maldonado, a capital de Madre de Dios, durante a estação chuvosa, agora leva apenas seis horas a bordo de um autocarro de luxo com ar-condicionado.


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Como a mineração de ouro em escala artesanal não requer maquinaria pesada e, portanto, envolve gastos mínimos, proporcionou uma oportunidade ganhos para os trabalhadores pobres das terras altas dos Andes em busca de fortuna em Madre de Dios. Quando regressam para casa, deixam um sem número de lagoas poluídas pelo mercúrio, montanhas de terra, e a paisagem sem árvores e sem a maior parte da vegetação.

O CINCIA fez uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente do Peru para tentar entender como a nova ferramenta desenvolvida pode ser usada para identificar a desflorestação causada pela mineração de ouro em escala artesanal e tomar medidas efetivas para conter os danos.
Os cientistas do CINCIA também estão estudando espécies nativas que podem ser usadas para reflorestação pós-mineração, com uma área experimental de 115 acre na sede do CINCIA.

Fonte//ScienceDaily