terça-feira, 20 de novembro de 2018

Holanda desenvolve nova central eolica



A Holanda está tentando cumprir as diretivas europeias na redução de emissão de gases. Depois de vários anos com um baixo nível de investimento em fontes de energia renováveis, o Dutch Aerospace Center e a Startup Ampyx Power juntaram uma equipa de cientistas e agora apresentaram um projeto para um novo tipo de central eólica offshore que usará drones para produzir eletricidade chamada AP4.





Que tipo de tecnologia terá o AP4?
 Tudo começa por desenvolver um drone automático que consiga de voar, com ventos muito fortes e aproveitando esse vento para ganhar altitude. O drone estará preso por um cabo, ligado a um tambor elétrico, que servirá para o recolher e controlar a altitude.
A altitude onde o drone mais eficiente rondará os 450 metros e funcionará nas zonas costeiras onde a velocidade do vento normalmente atinge maiores velocidades.
Segundo a Global Energy World, este novo tipo de central eólica visa ser substituir os parques eólicos á medida que vão se tornando obsoletos, duma maneira muito mais económica, visto aproveitar as plataformas já existentes e isso diminuirá significativamente o custo do AP4.
A Holanda tem um programa governamental que aposta no contínuo desenvolvimento e implementação de métodos sustentáveis na produção de energia de uma maneira sustentavel.
O AP4 já tem o apoio da  TKI Wind op Zee, uma organização governamental holandesa que se dedica ao financiamento de projetos para novas centrais de produção de energia eólica cujo objetivo é diminuir o custo de construção dos parques eólicos em cerca de 40% até 2020.




Também na Holanda a empresa Ørsted efetuou o lançamento do maior parque eólico flutuante do Mundo no mês de Setembro. Esse parque eólico é constituído por 87 turbinas eólicas, e está localizado a 19 quilómetros da costa britânica no mar da Irlanda.
Com uma capacidade de 659 megawatts, este parque eólico consegue produzir eletricidade suficiente para cerca de 600 mil lares.


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O vento é um recurso abundante na Holanda e é largamente explorado neste país, sendo bem visível a enorme quantidade de aerogeradores. O governo holandês está empenhado em obter energia verde, tendo também proposto reduzir a utilização de gás nas cozinhas até 2050.

Fonte//Portal-energia

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A Terra engole os seus oceanos


De acordo com um novo estudo da Universidade de Washington em St Louis (EUA), à medida que as placas tectônicas da Terra se encontram e mergulham uma sob a outra, arrastam três vezes mais água para o interior do planeta do que pensávamos anteriormente.



Usando os ruídos sísmicos naturais da zona de subducção da Fossa das Marianas, onde a placa do Pacífico desliza sob a placa das Filipinas, os investigadores conseguiram calcular a quantidade de água que é absorvida juntamente com as rochas que mergulham profundamente nos fundos marinhos.

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A descoberta ultrapassa o que sabíamos sobre o ciclo das águas nas profundezas da Terra. A água abaixo da superfície pode contribuir para o desenvolvimento do magma e pode lubrificar as falhas tectônicas, aumentando a probabilidade de terremotos.






A água é junta-se à crosta terrestre quando placas se formam, ou quando se dobram e racham. Este último processo, chamado de subducção, é a única forma pela qual a água penetra profundamente na crosta e no manto, mas pouco se sabe sobre a quantidade de líquido que é absorvida nesse fenômeno.
Para tentar descobrir, os cientistas usaram dados recolhidos por uma rede de sensores sísmicos posicionados em volta da fossa central das Marianas no oeste do Oceano Pacífico. A parte mais profunda fica a quase 11 quilômetros abaixo do nível do mar. Os sensores detetam terremotos, e os ecos desses terremotos deslocam-se pela crosta terrestre.


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A equipa mediu a velocidade com que esses ecos de deslocam. Quando desacelera a velocidade indicaria fraturas cheias de água que fica presa em rochas e minerais.
De fato, os investigadores observaram uma desaceleração profunda na crosta, cerca de 30 quilômetros abaixo da superfície.

Usando essas medidas de velocidade, junto com medidas conhecidas de temperatura e pressão, a equipe calculou que as zonas de subducção absorvem 3 mil milhões de teragramas de água para a crosta a cada milhão de anos (um teragrama é mil milhoes de quilos).
A água do mar é pesada; um metro cubico pesa 1.024 kg. A quantidade absorvida é três vezes mais do que se estimava.




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Essa água deveria retornar à superfície, geralmente nas erupções vulcânicas. A nova estimativa é de que a água que é absorvida é em maior quantidade do que a que está regressa á superfície por via dos vulcões, o que significa ela regressa por uma outra forma, caso contrario faltaria água nos oceanos. Isso significa que a quantidade de água arrastada para dentro da crosta e a quantidade de água expelida devem ser aproximadamente iguais.


Fonte//Hypescience

Hoverbike, realidade mas para poucos


Se está aguardando ansiosamente a próxima geração de transporte pessoal, aqui estão as noticias que espera. Uma boa notícia, agora pode encomendar sua própria hoverbike para entrega no primeiro semestre de 2019.Uma má notícia é que vai custar cerca de €131.000.



O Hoverbike S3 é fabricado pela empresa californiana Hoversurf e passou por vários estágios de protótipos até estar pronta para ser colocada à venda. Tem o mesmo tipo de funcionamento de um drone, ou seja, eleva-se com a ajuda de quatro pás de rotor num corpo de fibra de carbono.

Se puder pagar o preço pedido, a hoverbike elétrica pode transporta-lo a uma velocidade de até 96 quilômetros por hora, a uma altitude de voo segura de 5 metros ou 16 pés.




De acordo com a empresa, cada carga da bateria dá para 10 a 25 minutos de tempo de voo, dependendo das condições do tempo e do peso do passageiro.
Parece assustador no começo, disse o diretor de operações da Hoversurf, Joseph Segura-Conn, a Tom Metcalfe, da NBC . Mas logo que levanta voo, não esquece mais a experiência.

Como a engenhoca voa baixo, não é necessário uma licença de piloto ou mesmo uma licença de moto para operar uma, embora a empresa informe que dará formação intensiva aos compradores. O controlo é feito através de um par de joysticks na consola frontal.






Pesando 114 kg , o Hoverbike S3 passou as diretrizes de segurança estabelecidas pela Federal Aviation Administration (FAA) nos EUA.

A Hoversurf já tem um comprador interessado na polícia do Dubai, como pode ver no vídeo de treino abaixo. A policia do Dubai quer que os veículos sejam utilizados até 2020, para permitir que os agentes  cheguem a lugares de difícil acesso a pé ou de carro.
E a Hoversurf não é a única empresa a fabricar estes eVTOLS (veículos de descolagem e aterragem verticais elétricos). Parece que estamos nos aproximando de um ponto em que a tecnologia está finalmente acessível o suficiente para ser uma proposta comercial genuína - mesmo que o preço seja bastante alto.

Empresas como Aerofex , Malloy Aeronautics , Ehang e Volocopter, todas estão a desenvolver eVTOLs . Além futurista,esses veículos também poderiam ajudar a reduzir o congestionamento e as emissões de gases de efeito estufa nas cidades.


A segurança é uma prioridade para essas empresas na vanguarda da tecnologia eVTOL, e a Segura-Conn diz que o sistema de computador a bordo do Hoverbike S3 tem a capacidade de evitar automaticamente obstáculos e pessoas. Versões futuras vão voar  mais tempo e ter suas hélices fechadas em um invólucro, diz  a Hoversurf.