sábado, 24 de novembro de 2018

Descoberto gelo "quente" no glaciar mais alto do mundo


Um alerta dos especialistas indica que o gelo no glaciar mais alto do mundo, nas encostas do Monte Everest, é mais quente do que deveria, o que significa que é extremamente vulnerável aos efeitos futuros da mudança climática.
As temperaturas registadas abaixo da camada superficial de gelo são de apenas -3,3 graus Celsius (26,06 graus Fahrenheit).


É uma temperatura muito baixa, mas o que é estranho é que a temperatura do gelo é 2 graus Celsius (3,6 graus Fahrenheit) mais quente que a temperatura média anual do ar.
Isso significa que há o risco de o gelo começar a derreter.
Isso tem implicações não só para o a cordilheira dos Himalaias onde está o Everest, como também afetará as pessoas que vivem em baixo e que precisam da água resultante da enorme quantidade de gelo glacial que é uma reserva valiosa de água potável


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O gelo quente é particularmente vulnerável às alterações climáticas, porque mesmo pequenos aumentos de temperatura podem provocar o seu derretimento.
Usando maquina de agua quente para a perfurar o gelo, a equipa de pesquisa da EverDrill fez leituras até 155 metros abaixo da superfície, a uma altitude de  até 5.200 metros na Geleira Khumbu .
Os sensores de temperatura foram usados ​​para fazer leituras durante vários meses em 2017 e 2018. O aquecimento geotérmico, o ar mais quente subindo dos vales e o fluxo de água derretida podem ser responsáveis ​​pelas temperaturas relativamente altas, dizem os investigadores.




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  • "A temperatura interna tem um impacto significativo na dinâmica complexa de um glaciar, incluindo como ele flui, como a água escoa através dele e quantidade de agua resultante da fusão do gelo ", diz Quincey .

Na verdade, há muito gelo aqui, mais do que em qualquer lugar na Terra, exceto no Ártico e na Antártida razão porque a região Hindu-Kush do Himalaia é às vezes referida como o terceiro polo. Estima-se que 60 milhões de pessoas dependem da água dessa região.
Os mesmos cientistas também estão investigando o aumento da formação de lagos nos glaciares em volta do Monte Everest. Como a água absorve melhor o calor do que o gelo, ela cria um ciclo de aumento de temperatura que derrete o gelo.

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Em outras palavras, mesmo pequenos aumentos de temperatura podem levar a uma perda significativa de glaciares e aumento de água de degelo no sopé do Monte Everest.
É importante levar em conta que países do mundo inteiro tentam e reduzem a quantidade de gases de efeito estufa que nossas atividades estão colocando na atmosfera.


Fonte//ScienceAlert

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Objeto estranho filmado nos incendios da California


Embora os internautas tenham apresentado várias explicações razoáveis ​​para o fenómeno visível no vídeo, nenhuma delas explica totalmente a velocidade ou a forma do objeto que se desloca e é visível na filmagem.



As pessoas que assistiram à reportagem na TV sobre os incêndios florestais na Califórnia, transmitidas pelo canal Sky 5, viram um objeto não identificado movendo-se em segundo plano no canto superior esquerdo. O objeto 'em forma de charuto' apareceu por trás da cortina de fumo criada pelos fogos, usando-o como uma cobertura, sugeriu a o canal online 'Disclose TV'.

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Nos comentários do vídeo muitas pessoas afirmaram que realmente parecia um OVNI, já que deslocava-se a velocidades que os dirigíveis ou qualquer outra aeronave não alcançavam. Ainda assim, alguns comentaram que o objeto poderia estar se deslocando, não no ar, mas na água, já que o lago Oroville podia ser visto ao fundo. De fato, a forma elipsoide do objeto poderia ser explicada pelo rasto que uma embarcação em movimento rápido deixa na água, mas alguns internautas não ficaram convencidos.

Um internauta sugeriu que o objeto em forma de charuto era apenas o resultado de algum tipo de montagem de vídeo, o que poderia explicar os movimentos desajeitados do objeto.


Fonte//SputnikNews

Mapas mostram como mudamos a face da Terra nos últimos 25 anos


Nosso planeta está em constante mudança, e agora graças a investigadores da Universidade de Cincinnati, podemos ver algumas dessas mudanças em mapas durante ao um quarto de século.


(Universidade de Cincinnati)


Estes novos mapas publicados pela equipa mostram que 22 por cento da superfície habitável da Terra alterou-se substancialmente entre 1992 e 2015. Os gráficos coloridos mostram as alterações nas florestas, terras agrícolas e zonas húmidas, os ganhos e as perdas de água e muito mais.
Esses gráficos foram concebidos para entender melhor os padrões de alteraçao em todo o mundo, por que as pessoas mudam-se de um local para outro, mas também destacam a rapidez com que nossas paisagens estão mudando.



(Universidade de Cincinnati)


Veja Tambem As mudanças climáticas podem alterar todo o mundo



Já sabíamos que estava a acontecendo a desertificação ou a perda de terras húmidas e o aumento da urbanização, mas agora podemos ver exatamente onde tudo isso está acontecendo.
Os mapas foram concebidos a partir de dados detalhados de satélite, tendo as imagens da superfície terreste unidas e tudo compactado em quadrados de 9 x9. Esses tipos de uso foram então codificados por cores para produzir os mapas.
Os dados foram originalmente recolhidos pela Agência Espacial Europeia (ESA) para estudar as mudanças climáticas e o ciclo do carbono porque uma zona de floresta absorve muito mais carbono do que um deserto estéril, e estes dados podem ser adaptados para muitos usos diferentes, como mostra este estudo.





A grande conquista para a Agência Espacial Europeia foi garantir que as imagens de satélite fossem compatíveis de ano para ano para que pudessem compará-las.
Os mapas mostram uma perda enorme de florestas na América Central e do Sul, por exemplo, enquanto um dos padrões dominantes em todo o mundo era a adaptação de florestas para terras agrícolas. Ao mesmo tempo, o aumento da urbanização é visível na América do Norte e na Europa, enquanto o sudeste dos Estados Unidos existem muitas áreas húmidas perdidas.



(Universidade de Cincinnati)

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Nos últimos 24 anos, o deserto do Saara cresceu, como mostram os mapas, já que a pastagem se transformou em deserto por causa do aumento da temperatura. Os diagramas também mostram a secagem do Mar de Aral na Ásia central, depois dos agricultores usarem sua água para a irrigação do campo de algodão.

Todas essas mudanças influenciam os padrões de migração, observam os investigadores. Assim como os efeitos contínuos da mudança climática, as mudanças mais diretas  da mão humana no planeta, como cortar florestas para dar lugar a terras agrícolas, também estão tendo um impacto sobre a escolha das pessoas onde para onde preferem viver e trabalhar.
Neste momento há caravanas de pessoas dirigindo-se para os Estados Unidos. Grande parte vêm da Guatemala e perderam a floresta porque as pessoas usam lenha para combustível. É uma parte da crise dos refugiados.
O que é preocupante é que mudanças tão grandes estejam acontecendo num período tão curto de tempo. A questão agora é como serão os próximos 25 anos, mas à medida que a população cresce, também aumenta a procura dos recursos naturais do planeta.



(Universidade de Cincinnati)

"Espero que este mapa torne as pessoas mais conscientes do impacto humano em nosso planeta.Como sociedade, precisamos estar mais bem informados sobre a escala das mudanças que fazemos na Terra e, em minha opinião, essa consciência pode influenciar futuras mudanças nas políticas ambientais,” disse um dos integrantes da equipa , Jakub Nowosad.


Fonte//ScienceAlert