quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Descoberta mutação genética que permite mergulhos longos em povo da Indonésia


Um estudo da Universidade de Copenhaga (Dinamarca), em colaboração com a Universidade de Cambridge (Reino Unido) e a Universidade da Califórnia (EUA), descobriu que os Bajau, um povo que vive na Indonésia, conseguem mergulhar ate 70 metros de profundidade devido a terem baços geneticamente aumentados.

Foto Hypesience

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Quando mergulhamos, ao prender a respiração, o corpo reage e aciona automaticamente a chamada “Resposta de mergulho”. O batimento cardíaco baixa, os vazos sanguíneos e o baço contraem-se para economizar energia enquanto estamos com pouco oxigênio

Embora já anteriormente houvesse a ideia de que o baço poderia estar diretamente relacionado com a capacidade de mergulhar, agora temos provas, de que ocorreu uma alteração genética em seres humanos, tornando-os capazes de mergulhar bem mais fundo.
O povo Bajau, conhecido como “nômadas do mar” ou “ciganos do mar”, andam pelos mares do sudeste asiático em casas flutuantes, vivendo dos alimentos que colhem no oceano usando lanças em mergulho livre.
Foto Hypesience

Vivendo agora nas ilhas da Indonésia, são famosos em toda a região por suas extraordinárias capacidades de mergulho com respiração sustida. Os Bajau conseguem mergulhar até 70 metros usando apenas pesos para afundar e um par de óculos de madeira. Há registos de pessoas que ficaram submersas durante 13 minutos.

Melissa Ilardo passou vários meses em Jaya Bakti, na Indonésia, para estudar esse povo e tentar verificar se realmente a suspeita inicial tinha fundamento. Existem mamíferos marinhos que têm um baço que se contrai e cria um aumento de oxigenação, na ordem do 9%, como é exemplo a foca-de-weddel.






Os resultados desse estudo, mostraram que os Bajau têm um tamanho médio do baço 50% maior do que os Saluan, e estranhamente todos os Bajau o tinham mesmo os que não mergulhavam.
Os cientistas, então, eliminaram a possibilidade de que os baços maiores fossem simplesmente uma resposta do corpo ás necessidades do mergulho e passaram a investigar os dados genéticos dos Bajau.
Descobriram então que esse povo tem um gene chamado PDE10A que os Saluan não possuem. Acredita-se que o PDE10A controle os níveis do hormônio tireoidiano T4.


Foto Hypesience

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Essa adaptação genética pode aumentar os níveis de tal hormônio da tireoide, o que, consequentemente, aumenta o tamanho do baço.
Esta é a primeira vez que uma adaptação genética ao mergulho foi identificada em seres humanos.
Essas descobertas também abrem a possibilidade de fazer mais estudos a outras populações nômades marinhas tais como o povo tailandês Moken e as mulheres Haenyeo de Jeju, na Coreia do Sul.
Isso é algo que deve ser feito com alguma urgência, já que essas formas tradicionais de vida estão ameaçadas.


Fonte//Hypescience





quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Cientistas querem criar material tão forte como teia de aranha


A seda das teias de aranha é um dos materiais naturais mais fortes que existe, sendo comparativamente 5 vezes mais forte que o aço.
Isso é possível devido a cada filamento ser composto por milhares de nano-bandas ou nanofibrilas, dispostas em paralelo.


 Usando um microscópio atômico, os cientistas examinaram a teia da aranha “Reclusa Marrom” ( Loxosceles reclusa ) para estudar principalmente a sua estrutura molecular.
Verificou-se que cada uma dessas nano esferas é composta por proteína e mede menos de um milionésimo de polegada de diâmetro, centenas de milhares de vezes mais finas que a largura de um fio de cabelo humano.
Foto EpochTimes

Com estes estudos espera-se conseguir conhecimento para continuar desenvolvendo materiais super fortes.
 A escolha recaiu sobre a teia da reclusa marrom porque sua seda é achatada e não cilíndrica.
Pensava-se que as teias de aranha era uma única fibra, mas agora descobriu-se que na verdade é como um cabo, composta por inúmeros fios minúsculos entrançados.
A ideia de nano fios entraçados na seda da aranha já tinha sido sugerida antes, mas esta é a primeira vez que os cientistas puderam ver claramente como é a sua composição.






A seda das aranhas não é estruturada toda da mesma maneira. As aranhas que capturam as presas no nível do solo têm as ligações entre as nano fios individuais, são muito mais fortes.
A equipa desenvolveu um modelo estrutural baseado nas suas descobertas que pode eventualmente nos levar a fazer nossos próprios materiais baseados nos princípios da seda da aranha reclusa marrom, cabos longos e extremamente finos.

Foto Wikipedia


Muitos estudos já foram efetuadas, visando a criação de seda de aranha artificial, para uso industrial. Entender as propriedades da seda no nível molecular pode indicar uma fórmula para a criação de outros materiais sintéticos.


Fonte // ScienceAlert




terça-feira, 27 de novembro de 2018

Pescador filma quando é mordido por um tubarão


Por todo o mundo acontecem ataques de tubarões, principalmente na aguas quentes do Atlântico e Pacifico sul.
Will Krause estava nas Bahamas, pescando com amigos quando foi atacado por um tubarão-bico-fino, também conhecido por cação-coralino. Foi mordido na cabeça e no pescoço e apesar de ferido sobreviveu.





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Como tinha uma camara GoPro, conseguiu um vídeo do seu próprio ataque, sendo possível ver um tubarão de um pouco mais de 2 metros abocanhando a cabeça e o pescoço do rapaz e, em seguida, soltando-o de repente. Após o ataque, o tubarão deixou Krause que nadou para o barco coberto de sangue.



"A única coisa que realmente me lembro naquele momento debaixo da água foi o barulho. O som da minha cabeça sendo mordida, que não é um som agradável", disse ele.
O ataque ocorreu há já alguns meses mas só esta semana se tornou conhecido depois de Krause o postar numa mensagem do Dia de Ação de Graças no Facebook.


Fonte//SputnikNews