sábado, 12 de janeiro de 2019

“Super-Terra' vizinha de nosso planeta pode ter vida


Edward Guinan e Scott Engle, investigadores da Universidade de Villanova, na Pensilvânia (EUA), anunciaram que pode haver vida primitiva na gelada “super-Terra” conhecida como GJ 699 b, que orbita a estrela de Barnard, localizada a apenas seis anos-luz do Sol.


Photo ESO/M. Kornmesser

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Eles afirmam que no planeta, também conhecido com Barnard b, as temperaturas atingem 170 graus centígrados negativos. No entanto, esse mundo novo, descoberto em novembro do último ano, apresenta potencial para abrigar vida primitiva se tiver um grande núcleo de ferro ou níquel quente e atividade geotérmica, sustentam os astrofísicos.

Segundo Guinan, o aquecimento geotérmico poderia permitir a existência de "zonas de vida" sob a superfície, similares aos lagos subterrâneos encontrados na Antárctida.






"Sabemos que a temperatura da superfície da lua gelada de Júpiter ,Europa ,é semelhante à de Barnard b, mas devido ao aquecimento de maré [processo por meio do qual a energia de rotação e translação é dissipada sob a forma de calor no interior dos planetas e luas envolvidos] é provável que esta lua tenha oceanos líquidos sob a sua superfície gelada", disse.



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Como observou Scott Engle, a estrela de Barnard é quase duas vezes mais antiga que o Sol, ela tem 9 biliões de anos, em comparação com os 4,6 biliões de anos do nosso Sol.

"O Universo produziu planetas do tamanho da Terra muito antes de nós existirmos e até mesmo antes do próprio Sol existir", explicou.




Fonte//SputnikNews




Tecnologia low-cost para dessalinizar a agua do mar



Segundo estimativas da FAO, até 2025, quase 2 bilhões de pessoas podem não ter água potável suficiente para satisfazer suas necessidades diárias. Uma das soluções possíveis para esse problema é a dessalinização, ou seja, tratar a água do mar para torná-la potável. Contudo, a remoção do sal da água do mar requer 10 a 1000 vezes mais energia do que os métodos tradicionais de fornecimento de água doce.


Photo Science Daily

"Super areia" pode transformar agua contaminada em água potável


Motivado por esse problema, uma equipe de engenheiros do Departamento de Energia do Politecnico di Torino criou um novo protótipo para dessalinizar a água do mar de maneira sustentável e de baixo custo, utilizando a energia solar de maneira mais eficiente. Em comparação com soluções anteriores, a tecnologia desenvolvida é, de fato, capaz de duplicar a quantidade de água produzida usando a energia solar, podendo os sistema ser melhorado e ter mais eficiência no futuro próximo.
O grupo de jovens investigadores que publicou recentemente esses resultados na revista Nature Sustainability é composto por Eliodoro Chiavazzo, Matteo Morciano, Francesca Viglino, Matteo Fasano e Pietro Asinari (Laboratório de Modelagem Multi-Escala).

O princípio de funcionamento da tecnologia proposta é muito simples: "Inspirado nas plantas, que transportam água das raízes para as folhas por capilaridade e transpiração, nosso dispositivo flutuante é capaz de recolher a água do mar usando um material poroso de baixo custo. A água do mar é então aquecida pela energia solar, que faz a separação do sal da água evaporada, processo que pode ser facilitado por membranas colocadas entre água salgada resultante e a potável para evitar sua mistura. Algumas plantas conseguem sobreviver em ambientes marinhos usando este sistema de forma natural (por exemplo, os mangues) ", explica Matteo Fasano e Matteo Morciano.







Embora as tecnologias convencionais de dessalinização precisem de componentes mecânicos ou elétricos caros (como bombas e / ou sistemas de controle) e necessitem de técnicos especializados para instalação e manutenção, o sistema de dessalinização proposta pela equipe do Politecnico di Torino é baseada em processos espontâneos que ocorrem sem a ajuda de máquinas auxiliares.
Tudo isso torna o dispositivo extramente barato e simples de instalar e reparar. Estas últimas características são particularmente atrativas nas regiões costeiras que sofrem de uma escassez crónica de água potável.

Cientistas preveem escassez de agua potável a uma escala global



Até agora, uma desvantagem bem conhecida das tecnologias “passivas” para a dessalinização tem sido a baixa eficiência energética em comparação com as “ativas”. Os investigadores do Politecnico di Torino enfrentaram esse obstáculo com criatividade. "Embora estudos anteriores tenham focado em como maximizar a absorção de energia solar, nós voltamos a atenção para um gerenciamento mais eficiente da energia térmica solar absorvida. Desta forma, temos capaz de atingir valores recordes de produtividade de até 20 litros por dia de água potável por metro quadrado exposto ao Sol.
A razão por trás do aumento de desempenho é a 'reciclagem' do calor solar nos vários processos de evaporação em cascata, em linha com a filosofia de "fazendo mais, com menos". As tecnologias baseadas nesse processo são tipicamente chamadas de "multi-efeito",



Depois de dois anos desenvolvendo o protótipo, e testando diretamente no mar da Ligúria (Varazze, Itália), os engenheiros do Politecnico afirmam que essa tecnologia poderia ter impacto em locais costeiros isolados com pouca água potável, mas com energia solar abundante, especialmente em países em desenvolvimento.
 Além disso, a tecnologia é particularmente adequada para fornecer água potável segura e de baixo custo em condições de emergência, por exemplo em áreas atingidas por inundações ou tsunamis e que fiquem isoladas por dias ou semanas sem energia da rede elétrica.


Uma outra aplicação prevista para esta tecnologia são os jardins flutuantes para a produção de alimentos, uma opção interessante, especialmente em áreas superpovoadas. Os investigadores, que continuam trabalhando nesta questão no Centro de Água Limpa do Politecnico di Torino, procuram possíveis parceiros industriais para tornar o protótipo mais durável, versátil e comercial. Por exemplo, versões do dispositivo poderiam ser usadas em zonas costeiras onde a exploração excessiva da água subterrânea causa a intrusão de água salina em aquíferos de água doce (um problema particularmente grave em algumas áreas do sul da Itália).

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Fonte// ScienceDaily



sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Mudança no campo magnético da Terra obriga a antecipar o Modelo Magnético Mundial


Para navegar adequadamente precisamos de nos orientar pelo norte magnético. E para isso, precisamos saber ao certo onde ele está em relação ao norte geográfico
O norte magnético terrestre está a deslocar-se. Isto devido a movimentações do ferro líquido no núcleo do planeta, obrigando a antecipar a revisão do modelo atual que descreve o campo magnético e que serve de base aos sistemas de navegação.


Photo Hypescience

Anomalia do Atlântico Sul pode estar a enfraquecer o campo magnético da Terra



Por causa da deslocação do norte magnético, a nova atualização do Modelo Magnético Mundial vai ser feita a 30 de janeiro, um ano antes do previsto, segundo um artigo deste mês na revista científica Nature.
 A última atualização do Modelo Magnético Mundial é de 2015 e era suposto durar até 2020. Mas o campo magnético, está a mudar muito rapidamente e os cientistas têm de antecipar uma revisão do modelo.







Em 2018, foi detetado que a margem de erro do modelo estava perto de ultrapassar os limites aceitáveis para os erros de navegação.

Dois anos antes, e depois de o Modelo Magnético Mundial ter sido atualizado, parte do campo magnético, mais a sul, desviou-se temporariamente para o norte da América do Sul e o leste do Oceano Pacífico. As oscilações no polo magnético norte agravaram os problemas. As primeiras medições, em 1831, situavam-no no Ártico Canadiano. Em 2001, entrou no Oceano Ártico.

Photo Nature

Cientistas preveem escassez de agua potável a uma escala global


A localização do polo norte magnético parece ser regulada por duas grandes zonas do campo magnético, uma sob o Canadá e outra sob a Sibéria. A Terra tem um campo magnético porque o seu núcleo é formado por um centro de ferro sólido cercado por metal líquido em rápida rotação, funcionando como um dínamo que comanda o campo magnético.


Os cientistas suspeitam que, o movimento constante do núcleo fundido provoca contantes mudanças no seu magnetismo que podem estar afetando a localização do norte magnético.
A nova atualização do Modelo Magnético Mundial será atualizada em 2020


Fonte//Nature /Futurism