A Grande Barreira de Corais tem sido atingida constantemente
por catástrofes, agora foi uma enorme massa de água poluída, proveniente das
chuvadas em Queensland, na Austrália, e que atingiu em cheio o recife. Tal é a
quantidade que a mancha de água lamacenta é visível do espaço.
Imagens de satélite mostram as águas lamacentas que se estendem
dos rios das Whitsundays até Cape
Tribulation.
Para os recifes mais próximos, a cerca de 60 quilômetros da
costa, a água poluída já chegou, tapando a luz do sol e sufocando a vida do
recife.
O que se teme, segundo o ABC, é que as águas sujas contenham
substâncias químicas agrícolas, como nitrogênio ou fósforo, porque podem matar
os corais e algas marinhas próximas.
Sem previsões de ventos fortes para a a zona, a mancha de
lama poderá manter-se e quanto mais tempo la ficar mais danos irá causar.
Em 2016, 93% dos recifes foram atingidos por uma doença
devido ao clima quente, com 50% dados como mortos ou morrendo, e alguns acham que
não podem mais ser salvos .
Mas pode haver um lado positivo disso tudo. Se os rios
transportarem a água fria para o mar e se as nuvens continuarem bloqueando o
sol, isso poderá ser suficiente para arrefecer algumas ondas de calor na água do
mar para a região nas próximas semanas Fonte// ScienceAlert
Uma pequena caverna perto da cidade de Creswell, na Inglaterra,
poderia ter sido considerada “uma porta de entrada para o inferno“, um portal
para o submundo. Especialistas em património revelaram a maior concentração de
marcas apotrópicas, ou símbolos para afastar o mal ou o infortúnio, alguma vez
encontrados no Reino Unido.
As marcas, em Creswell Crags, um desfiladeiro de calcário na
fronteira de Nottinghamshire com Derbyshire, incluem centenas de letras,
símbolos e padrões esculpidos, numa época em que a crença na feitiçaria era
generalizada. A escala e variedade das marcas feitas nas paredes de calcário e
no teto de uma caverna que tem no centro um buraco profundo e escuro, não tem
precedentes.
As marcas foram descobertas por acaso no local, que também
abriga a única arte da era do gelo já descoberta no Reino Unido e acredita-se serem
para proteger de bruxas e maldições
Paul Baker, diretor do Creswell Heritage Trust, disse que as
marcas estavam à vista. Eles sabiam que estavam lá, mas não sabiam o que
representavam, segundo o The Guardian.
A instituição foi alertada para as marcas no ano passado por
Hayley Clark e Ed Waters. Ambos achavam que talvez houvesse duas ou três
marcações, mas logo ficou claro que havia dezenas, centenas, talvez até mais de
mil. “Estão em toda parte”, disse Baker.
As letras e os símbolos eram cristãos, mas não deveriam ser
vistos nesse contexto, disse Alison Fearn, especialista em marcas de proteção
da Universidade de Leicester. Do século XVI ao início do século XIX, quando as
pessoas faziam marcas de bruxas, podia não ter havido associação com a
religião.
As marcas nas cavernas encaixam-se na história local, já que
a vila pós-medieval de Creswell costumava estar muito mais perto das cavernas.
John Charlesworth, intérprete dos simbolos das cavernas,
disse que paisagens naturais já foram consideradas lugares assustadores. “Estes
são lugares onde forças sobrenaturais num ambiente não-humano poderiam estar em
ação”.
Marcas de rituais são normalmente encontradas em casas e
igrejas, em portas e janelas, para afastar os maus espíritos. Eles já foram
encontrados em cavernas, mas nunca nesta escala.
Creswell Crags chegou às manchetes em 2003, quando a arte
das cavernas da era do gelo, incluindo figuras de pássaros, veados e cavalos,
foi descoberta. O anúncio da última descoberta foi feito por Creswell Crags e
Historic England.
Ronald Hutton, professor, disse que a descoberta foi
extremamente importante e emocionante. “Parece o maior conjunto de marcas
protetoras já encontradas em cavernas britânicas e possivelmente em qualquer
lugar da Grã-Bretanha.”
Uma equipa de cientistas da NASA adiantou que poderá ser
possível encontrar vestígios de vida alienígena nas próximas décadas,
alertando, contudo, que o contacto com estas formas de vida será feito através
de evidências indiretas.
Os cientistas investigam há décadas, para perceberem se
estamos realmente sozinhos no Universo ou se pode existir vida alienígena noutros
planetas distantes. De acordo com um novo documento da agência espacial norte-americana
(NASA), parece possível ter uma resposta mais cedo do que imaginávamos.
Em causa está o relatório Biosignature False Positives,
elaborado por cientistas do Instituto Goddard de Estudos Espaciais e do Centro
de Voos Espaciais Goddard. O documento frisa ser possível encontrar vida
extraterrestre nas próximas décadas, mas nota que este contacto não terá, por
exemplo, um “extraterrestre a apertar-nos a mão”, como tantas vezes vemos em
filmes de ficção científica.
“Ao tentar detetar vida em planetas que orbitam outras estrelas, a observação direta da vida, focando uma única árvore numa floresta
alienígena, ou ver um alienígena, ou ter o alienígena a apertar a nossa mão) é
totalmente improvável”, pode ler-se. “Contudo, nas próximas décadas poderá ser
possível observar evidências indiretas de vida alienígena recorrendo às
chamadas bio assinaturas”, afirma o relatório. Tal como explicam os cientistas,
entende-se por “bio assinatura” “qualquer medição ou observação que exija uma
origem biológica para explicar o que se mede ou observa”.
Partindo do exemplo da Terra, entende-se como bio
assinaturas terrestres “fósseis de dinossauros, embalagens vazias e o
oxigénio”, enumera o documento. Cada uma destas observações, adianta o mesmo
relatório, fornece uma evidência indireta, de valor variável, da presença de
vida existente ou já extinta.
No mesmo documento, os cientistas alertam ainda para a
possibilidade de encontrar falsos positivos durante a procura, uma vez que
alguns processos podem iludir ou imitar as provas que os cientistas há anos
procuram.
“Na procura por formas de vida, seja na parte mais antiga
dos registos geológicos da Terra, seja em planetas do nosso Sistema Solar, como
Marte, ou especialmente em planetas extrassolares, nós devemos inferir sobre a
existência de vida a partir do seu impacto local ou global sobre o ambiente”.
Recentemente, e a propósito da procura de vida alienígena, o
chefe do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard, Avi Loeb,
especulou que o estranho Oumuamua, que atualmente viaja pelo nosso Sistema
Solar, não fosse nem um cometa nem um asteroide, mas antes uma nave alienígena.
O docente tem reiterado essa teoria.