sexta-feira, 12 de julho de 2019

Astrónomos descobrem buraco negro com um disco em volta

Os astrónomos, usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA, observaram um inesperado disco fino de material envolvendo um buraco negro super massivo no coração da galáxia espiral NGC 3147, localizada a 130 milhões de anos-luz.
A presença do disco do buraco negro numa galáxia ativa de baixa luminosidade deixou os astrónomos surpresos. Considera-se que os buracos negros em certos tipos de galáxias, como o NGC 3147, estão “passando fome”, já que não há material capturado pela gravidade, para alimentá-los regularmente. É, portanto, intrigante que haja um disco fino circundando um buraco negro tal como os discos muito maiores encontrados em galáxias extremamente ativas.



Impressão artística do disco de buraco negro NGC3147

Mega asteroide passa pela Terra em Outubro

De particular interesse, este disco de material circulando pelo buraco negro oferece uma oportunidade única para testar as teorias da relatividade de Albert Einstein . O disco está tão profundamente incrustado no intenso campo gravitacional do buraco negro que a luz do disco de gás é alterada, de acordo com essas teorias, dando aos astrónomos uma visão única dos processos dinâmicos próximos a um buraco negro.
"Nunca vimos os efeitos da relatividade geral e especial na luz visível com tanta clareza", disse o membro da equipa Marco Chiaberge da AURA para a ESA, STScI e Johns Hopkins University.






O material do disco foi medido pelo Hubble girando em torno do buraco negro a mais de 10% da velocidade da luz. Em tais velocidades extremas, o gás parece brilhar enquanto viaja para a Terra de um lado e escurece à medida que se afasta do nosso planeta. Esse efeito é conhecido como irradiação relativística. As observações de Hubble também mostram que o gás está tão profundamente enterrado num poço gravitacional que a luz tenta escapar e, portanto, parece esticada para comprimentos de onda mais vermelhos. A massa do buraco negro é a volta de 250 milhões de vezes a do Sol.




"Esta é uma observação intrigante num disco muito perto de um buraco negro, tão perto que as velocidades e a intensidade da atração gravitacional afetam a forma como vemos os fótons de luz", explicou o primeiro autor do estudo, Stefano Bianchi, da Università. degli Studi Roma Tre em Itália.
A fim de estudar o que gira dentro deste disco, os investigadores usaram o instrumento de espectrógrafo de imagem do telescópio espacial Hubble ( STIS ). Essa ferramenta de diagnóstico divide a luz de um objeto nos seus muitos comprimentos de onda individuais para determinar a velocidade, a temperatura e outras características do objeto com uma precisão muito alta. O STIS foi essencial para observar efetivamente a região de baixa luminosidade em redor do buraco negro, bloqueando a luz brilhante da galáxia.







Os astrónomos inicialmente selecionaram esta galáxia para validar modelos sobre galáxias ativas de baixa luminosidade, aquelas com buracos negros sem nada para capturar. Esses modelos preveem que discos de material devem se formar quando grandes quantidades de gás são capturadas pela forte força gravitacional de um buraco negro, emitindo subsequentemente muita luz e produzindo um farol brilhante chamado quasar.
"O tipo de disco que vemos é um quasar reduzido que não pensávamos existir", explicou Bianchi. “É o mesmo tipo de disco que vemos em objetos que são mil ou até 100 mil vezes mais luminosos. As previsões dos modelos atuais para galáxias ativas muito fracas falharam claramente. ”
A equipe espera usar o Hubble para procurar outros discos muito compactos em volta de buracos negros de baixa luminosidade em galáxias ativas semelhantes


Ceres, o primeiro planeta anão visitado por uma nave espacial



Fonte//TechExplorist

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Nova tecnologia poderá acabar com a escassez de agua e energia


Um novo e brilhante tipo de tecnologia solar pode fornecer eletricidade e água potável a milhões Trata-se de um dispositivo compacto que usa o calor perdido pelas células fotovoltaicas para purificar a água pode um dia mudar a vida de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
A nova versão da antiga tecnologia da Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah, na Arábia Saudita, promete aliviar as crescentes pressões nas nossas grandes ameaças do futuro, a água e a energia.

Photo shansekala/iStock

Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar



Esses dois recursos que muitos de nós tomamos como garantidos, são bens escassos a mais de 780 milhões de pessoas em todo o mundo. A falta de água e eletricidade não só coloca as comunidades em risco de doenças através da contaminação, como também dificulta o cultivo, a pecuária ou a manutenção de stocks de alimentos e remédios. Talvez ainda mais importante, é a relação Catch-22 entre a água potável e a eletricidade, que raramente consideramos.
O acesso limitado a água minimamente limpa torna impossível gerar o vapor necessário para produzir energia numa escala apreciável. E sem uma fonte de energia, pode ser mais difícil descontaminar a água. Campos de painéis solares podem levar eletricidade a populações em lugares remotos e secos. Mas limpá-los com água, que é uma boa maneira de mantê-los livres de poeira, não é fácil em locais tão áridos.

Os investigadores perceberam que poderiam resolver os dois problemas criando uma célula fotovoltaica que usa a luz solar como meio de gerar eletricidade e destilar a água. Como era de se esperar, vincular a energia fotovoltaica à descontaminação da água não é novidade. Uma empresa norte-americana, chamada Zero Mass Water, usa energia solar para condensar a água líquida absorvida diretamente da atmosfera, por exemplo.
Para ser útil, no entanto, esses dispositivos precisam ser compactos e acessíveis, deixando muito espaço para melhorias. Os engenheiros deste último dispositivo projetaram uma célula para ser eficiente, duplicando os componentes para destilação sob uma célula fotovoltaica de silício padrão, de uma maneira que não afeta a produção de energia da célula.





Pouco mais de 10% da luz solar captada pela célula fotovoltaica, num dia de sol, vai para a geração de uma corrente elétrica, uma eficiência que não está muito atrás da tecnologia solar convencional. Uma fração da radiação solar restante se transforma em energia térmica, que normalmente seria desperdiçada. Essa energia, é absorvida por uma pilha tipo panqueca de membranas hidrofóbicas ensanduichadas entre os materiais selecionados para auxiliar a evaporação e a condensação.
O calor força a água a transformar-se em vapor, mas, à medida que se condensa, a energia térmica é transmitida para as membranas inferiores, para que o processo se repita, duplicando assim a destilação. Ao empilhar as membranas dessa maneira, os investigadores descobriram que poderiam melhorar os alambiques solares convencionais, produzindo cerca de cinco vezes a quantidade de água potável.

Photo WattsOn

Descoberto material que permite que baterias de lítio se auto regenerem


Foi demonstrado que um único metro quadrado deste dispositivo de destilação de membrana de múltiplos estágios destila mais de 1,6 litros de água do mar por hora, sem comprometer a quantidade de eletricidade produzida pela célula fotovoltaica.
No ano passado, a energia solar foi responsável por mais de 500 gigawatts da eletricidade a nível mundial, podendo este valor vir a duplicar ate 2025. Isso é uma boa notícia, mas para alcançá-lo vamos precisar de cerca de 4 mil milhões de metros quadrados de terra. O próximo passo para a equipa de pesquisa é investigar maneiras de ultrapassar os limites da eficiência e acessibilidade do dispositivo. A interdependência entre energia e água tem tecnologia cara, mas que podem potencialmente resolver os problemas das comunidades necessitadas.





Por exemplo, a dessalinização também tem o potencial de atender grandes populações, mas somente se houver energia disponível. Em 2016, a água do mar contribuiu com 3% da água doce nos países do Oriente Médio, mas consumiu 5% de sua eletricidade para torná-la potável.


O reator nuclear avançado da ThorCon

Hidrogénio, vantagens e desvantagens

Fonte//Nature





quarta-feira, 10 de julho de 2019

Marinheiros russos mortos no submarino nuclear podem ter evitado uma catástrofe

No início do mês de julho um submarino russo incendiou-se durante uma missão de reconhecimento perto do Ártico, tendo morrido 14 marinheiros. O governo russo, porém, manteve o acidente em segredo durante dois dias e nunca esclareceu muito bem o que aconteceu, para proteger as missões da marinha russa.

Photo GettyImages

Atingido o ponto mais profundo do Oceano Atlântico



Várias fontes especulam que a embarcação era um AS-12 Losharik, um submarino nuclear projetado para cortar cabos submarinos de internet no fundo dos oceanos. O submarino já estava em uso desde 2013, mas o governo russo nunca confirmou se essa era a sua função.
De acordo com o Bloomberg, Segei Pavlov, um capitão da marinha, fez uma declaração bastante assustadora e mal explicada no funeral dos marinheiros que aconteceu no último sábado, onde afirmou que os marinheiros haviam sido heróis: “eles salvaram os companheiros com as próprias vidas, salvaram o navio e impediram uma catástrofe de escala planetária”.






Ele não esclareceu se estava se referindo á potencial fuga de radiação causada pelo incêndio ou se os marinheiros evitaram outro tipo de situação catastrófica. As autoridades norueguesas anunciaram que fizeram medições de radiação na região do acidente e não detetaram índices de radiação anormal.
O incêndio começou no compartimento das baterias do submarino, afirmou o Ministro de Defesa Sergei Shoigu. “O reator nuclear da embarcação está completamente isolado. Todas as medidas necessárias foram tomadas pelos marinheiros para proteger o reator, que não sofreu quaisquer danos e encontra-se pronto a funcionar”.


A imprensa russa anunciou que esse submarino é utilizado em operações a grande profundidade, onde os submarinos vulgares não conseguem operar.
Toda essa demora do governo russo em dar informações sobre o acidente faz recordar o acontecimento com submarino nuclear Kursk que, no ano de 2000 vitimou 118 marinheiros. Na altura, como foi largamente noticiado, o governo russo não permitiu a ajuda de nenhum outro país para tentar salvar a vida dessas pessoas. 


Submarino alemão da Primeira Guerra Mundial descoberto na costa francesa




Fonte//TheMoscowTimes