No recente Automated Vehicle Symposium em Orlando, na
Flórida, a startup de Silicon Valley revelou o Automated Following, um novo
sistema que permite a um camião um grau extraordinário de autonomia, tendo sido
projetado para copiar a condução do motorista.O sistema Automated Following funciona duplicando as instruções de direção e travagem de um segundo camião conduzido por um ser humano, criando
um “comboio” de dois veículos.
“Foi adotada uma
abordagem diferente para a introdução comercial de automatização em veículos da
classe 8”, disse o CEO Josh Switkes no lançamento. “Os condutores são o melhor sistema de condução do mundo e aproveitamos isso
para permitir que os motoristas de hoje sejam mais produtivos, conduzindo não um,
mas dois camiões em simultâneo, sendo o segundo automatizado”.
Esta tecnologia tem o potencial de fazer com que as empresas proprietárias de camiões economizem muito dinheiro, permitindo reduzir o custo do combustível, além de diminuir congestionamentos, emissões de carbono e acidentes
Agência Internacional de Energia afirma que o hidrogénio é a
chave para o futuro energético limpo e seguro. O mundo está perante uma
importante oportunidade para aproveitar o grande potencial do hidrogénio para
se tornar numa grande parte fundamental de um futuro energético mais
sustentável e seguro, defendeu a Agência Internacional de Energia num relatório
recente.
Fatih Birol, diretor executivo da AIE e Hiroshige Seko,
ministro da Economia, Comércio e Industria do Japão, deram a conhecer o
relatório “O futuro do hidrogénio:
aproveitar as oportunidades de hoje”, sendo que atualmente o hidrogénio
limpo tem um forte apoio dos governos e das empresas de todo o mundo, estando
vários projetos em rápida expansão.
O hidrogénio pode ajudar a enfrentar vários desafios
energéticos:
Ajudar a armazenar a produção variável de fontes renováveis
como a solar fotovoltaica e a eólica, satisfazendo as necessidades de procura.
Oferece outras formas de acabar com os combustíveis fosseis
em vários setores, como o transporte a longas distâncias, produtos químicos, o
ferro e o aço, onde dificilmente se conseguem reduzir as emissões de CO2.
Melhorar a qualidade do ar e fortalecer a segurança
energética.
Mas como produzir o hidrogénio?
São vários os combustíveis através dos quais se pode
produzir hidrogénio, como energias renováveis, energia nuclear, gás natural,
carvão e petróleo.
Este pode ser transportado na forma de gás, através de gasodutos,
ou liquefeito em navios, tal como o gás natural liquido.
Pode ainda ser transformado em eletricidade e metano para
alimentar a indústria e rações, combustível para carros, camiões, barcos e
aviões.
Este desenvolvimento e aposta no hidrogénio deve-se a um
impulso sem precedentes, especialmente dos governos que importam e exportam
energia, bem como pela indústria das energias renováveis, serviços públicos de
eletricidade e gás, fabricantes de automóveis, empresas petrolíferas,
principais empresas de tecnologia e grandes cidades.
O mundo não deve perder esta oportunidade de integrar o
hidrogénio como parte fundamental do nosso futuro energético limpo e seguro!
Como aproveitar este impulso?
São 7 as recomendações da Agência Internacional da Energia
para ajudar os governos, empresas e outros interessados em expandir os seus
projetos de hidrogénio por todo o mundo. Essas recomendações incluem 4 áreas
onde as ações de hoje podem ajudar a delinear as bases para o crescimento de
uma indústria global de hidrogénio limpo nos próximos anos:
Fazer dos portos industriais centros nevrálgicos para
ampliar o uso de hidrogénio limpo
Aproveitar as infraestruturas existentes, como as tubagens
de gás natural
Expandir o uso de hidrogénio no transporte, nomeadamente
automóveis, camiões, autocarros que fazem sempre as mesmas rotas chave
Lançar rotas marítimas internacionais para comercializar
hidrogénio.
O relatório indica ainda que o hidrogénio enfrenta grandes
desafios.
A produção de hidrogénio a partir de energia com baixo teor
de CO2 é cara, e o desenvolvimento das infraestruturas de hidrogénio é lenta, o
que atrasa a sua adoção global. Sendo que há também limitações regulamentares
que limitam esse desenvolvimento da industria do hidrogénio limpo.
Atualmente, o hidrogénio já é usado a uma escala industrial,
mas é fornecido praticamente todo com recurso a gás natural e carvão. A sua
produção, principalmente por indústrias químicas e refinarias, é responsável
pela libertação para a atmosfera de 830 milhões de toneladas de CO2 por ano.
Sendo esse valor equivalente às emissões anuais de carbono do Reino Unido e
Indonésia juntos.
Produzir hidrogénio mais limpo é um grande desafio, mas
também uma grande oportunidade. Uma das abordagens passa por capturar e
armazenar ou usar o CO2 libertado da produção de hidrogénio a partir dos
combustíveis fosseis. Atualmente há várias fábricas que se dedicam a este
processo, e há mais em desenvolvimento, mas para um impacto significativo, há
que aumentar o número dessas fábricas exponencialmente!
Outra abordagem passa pelas indústrias assegurarem um maior
fornecimento de hidrogénio a partir de eletricidade limpa. Nas últimas duas
décadas, tiveram início mais de 200 projetos para converter a eletricidade e
água em hidrogénio para reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera,
provenientes do transporte, uso de gás natural e dos setores industriais, ou
para apoiar a integração das energias renováveis no sistema energético.
Outro desafio importante é aumentar o uso de hidrogénio
limpo em outros setores, como automóveis, camiões, edifícios de aço e
aquecimento. Atualmente há já quase 11200 automóveis movidos a hidrogénio por
todo o mundo. Os Governos pretendem aumentar este número para 2,5 milhões até
2030. Para isso os responsáveis políticos devem garantir que haja condições no
mercado bem-adaptadas para alcançar esses objetivos tão ambiciosos.
Os recentes êxitos da energia solar fotovoltaica, energia
eólica, baterias e veículos elétricos, são prova dada de como as politicas e
inovações tecnologias tem poder de construir indústrias globais de energia
limpa!
Os astrónomos encontraram um planeta com três sóis, que foi
batizado de LTT 1445Ab. Os dados foram recolhidos pela Transiting Exoplanet Survey
Satellite (TESS) da NASA. O LTT 1445Ab orbita apenas uma das três estrelas,
todas anãs vermelhas, já na segunda metade de suas vidas. O sistema está a
cerca de 22,5 anos-luz da Terra.
"Na superfície do
planeta, vê-se três sóis no céu, mas dois deles estão bem distantes e têm uma
aparência pequena", disse a co-autora Jennifer Winters, astrônoma do
Harvard-Smithsonian Center for Astrofísica, disse à New Scientist . "Eles são como dois olhos vermelhos e
sinistros no céu.”
A partir dos dados da TESS, os cientistas pensam que o
planeta é rochoso, e cerca de um terço maior que a Terra e tem, no máximo, 8
vezes mais massa que o nosso planeta. É muito quente, com a temperatura á
superfície, a rondar os 320 graus Fahrenheit (160 graus Celsius), demorando 5
dias a circundar uma estrela do trigémeo.
Os cientistas ainda não caracterizaram a sua atmosfera, mas
poderão fazê-lo em breve. Como as estrelas em questão são anãs vermelhas, que
estão razoavelmente próximas da Terra, e como o sistema está organizado de modo
que o planeta passe entre as estrelas e a Terra, os cientistas podem realmente
verificar os gases que cercam o planeta usando os telescópios na terra.
Este é um dos objetivos para que a TESS foi planeada. O instrumento,
que está na metade da sua pesquisa inicial de dois anos, procura por planetas localizados
em volta de estrelas brilhantes e próximas, os alvos perfeitos para os instrumentos
posteriores os analisarem.