sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Há uma opção segura de geoengenharia para reduzir o CO2

Como parece cada vez mais improvável alcançarmos nossas metas para suster a alteração climática, os cientistas têm investigado soluções cada vez mais extremas, como a geoengenharia.
Alguns dos exemplos como pulverizar grandes quantidades de partículas que refletem a luz do sol na atmosfera ou colocar milhares de milhões de toneladas de neve conseguida artificialmente nas geleiras para estabilizá-las, não foram testadas, e são incrivelmente arriscadas e podem acabar causando mais danos irreversíveis.

Photo Pixabay dimitrisvetsikas1969 

Novo Bioreator pode ser a solução para as emissões de CO2


Mas e se houver uma maneira de alterar nosso ambiente atual para mitigar as mudanças climáticas que já são seguras e comprovadas?
O bom é que isso existe.
A restauração de florestas, pântanos, turfeiras, e outros ecossistemas tem um enorme potencial para recuperar um pouco do dióxido de carbono que todos os dias libertamos na nossa atmosfera.
Em 2017, um estudo da PNAS estimou que as soluções naturais para a absorção de carbono (essencialmente regeneração de ecossistemas) têm o potencial de conseguir capturar até 37% do CO2 de que precisaríamos até 2030, com 66% de probabilidade de manter o aquecimento abaixo de 2 ° C .
Grande parte dos ecossistemas da Terra estão substancialmente modificados ou degradados, mas com cuidado e aumento do investimento, há um enorme potencial para recuperar a nossa atmosfera e assim beneficiar os seres humanos e todas as outras espécies", disse à ScienceAlert o ecologista Euan Ritchie, da Universidade Deakin.

Não podemos estar simplesmente a derrubar árvores. As árvores têm que ser replantadas e de forma urgente, não seguindo a política de monocultura, ou não será suficiente se o objetivo for melhorar permanentemente a atual situação.
"Os ecossistemas são um pouco como os motores, todos os vários componentes estão dependentes dos outos e se um falha, falha tudo o sistema", explicou Ritchie. "Conservar uma diversidade de espécies leva a ecossistemas mais saudáveis ​​e com melhor desempenho".
Por exemplo, a ecologista Trisha Atwood da Universidade Estadual de Utah e colegas, descobriram evidências de que a manutenção de populações de predadores num ecossistema marinho é fundamental para manter ou aumentar a capacidade desses ecossistemas de armazenar carbono.
"Os predadores protegem os stocks de carbono orgânico na lagoa Heron, criando zonas de predação de alto risco que oferecem um refúgio para o crescimento de algas e a acumulaçao e retenção de carbono orgânico nos sedimentos", concluíram os pesquisadores.




Um estudo de 2012 calculou que, ao comer ouriços-do-mar, as lontras permitem o crescimento de florestas de algas que retêm o carbono, potencialmente ajudando a capturar a quantidade equivalente de carbono equivalente a 5 milhões de carros das estradas num ano.
Essa estratégia remove apenas o CO2 enquanto os ecossistemas estão em expansão, quando parados, eles estabelecem um equilíbrio neutro, no qual produzem e consomem a mesma quantidade de gases de efeito estufa.
 A restauração dos ecossistemas é urgente e precisa acontecer antes que as mudanças climáticas cheguem ao ponto em que não permitem que os ecossistemas de desenvolvam. Mas se for permitido que esses ecossistemas floresçam, eles continuarão atuando como armazenamento do CO2 que absorveram à medida que cresceram.


Photo Pixabay fernandozhiminaicela

A energia nuclear pode travar o aquecimento global


Os ecossistemas saudáveis ​​também oferecem muito outro valor para nós e a incrível variedade de espécies existentes no nosso planeta, onde de inclui a filtragem da água, proteção contra inundações, solos saudáveis ​​e maior resiliência às mudanças climáticas, entre outras coisas.
Sua capacidade de armazenar tanto CO2 é apenas uma das muitas razões pelas quais é vital preservar todos os nossos ecossistemas. No entanto, mesmo países ricos como a Austrália não estão a fazer isso.
Alem disso, a regeneração de ecossistemas só teria funcionaria bem ao reduzir o CO2 na atmosfera, se também pararmos o nosso consumo desenfreado de combustíveis fósseis, há um limite para a quantidade de árvores do nosso ecossistema!
"Ainda temos muito a aprender, incluindo a verdadeira extensão dos efeitos que determinadas espécies podem ter nos ecossistemas, como certas espécies são adaptáveis ​​e como outros fatores limitantes ajudarão ou dificultarão os esforços de recuperação confrontando os aumentos de temperatura ", disse Ritchie.

Considerando este potencial podíamos concluir que a regeneração dos ecossistemas estaria no topo da lista. No entanto, apenas só uma pequena quantia do dinheiro destinado à mitigação climática foi investido nessa área.
Como a falta de respeito pela natureza e pelos nossos ecossistemas é uma das principais razões para a gravosa situação atual, que nós próprios criamos, é urgente considerar a urgente recuperação da natureza.


Photo Pixabay Kanenori

As alterações climáticas estão aquecendo a Europa


"Os ecossistemas desenvolveram-se ao longo de milhões de anos, e pensar que nós humanos, podemos substituir suas funções vitais por tecnologia etc. é arrogante, tolo e perigoso", acrescentou Ritchie.
Mesmo com todas as incógnitas, podemos ter certeza de que a 'geoengenharia' da regeneração dos ecossistemas seria muito mais segura do que fazer outras opções sem garantias e altamente arriscadas na já tão maltratada atmosfera




Como um inverno nuclear afetaria todo o planeta





Este artigo foi publicado originalmente por ScienceAlert


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Novo Bioreator pode ser a solução para as emissões de CO2

Um novo bioreator de algas pode absorver tanto dióxido de carbono da atmosfera como cerca de um hectare de floresta. Este bioreator poderá ser o pulmão das grandes cidades, limpado o ar e combatendo as mudanças climáticas catastróficas.


Photo Futurism

Anomalia no Pacífico ameaça o regresso do 'The Blob'


A empresa de desenvolvimento Hypergiant Industries usou sistemas de IA para fazer seu recém-anunciado protótipo Eos Bioreactor, uma caixa com 63 pés cúbicos cheia de algas. A startup diz que extrai da atmosfera tanto CO2 como cerca de 400 árvores e o mantém fora do meio ambiente.
É uma realidade que para combater a ameaça das mudanças climáticas temos que reduzir as emissões e em alternativa conseguir um meio de captura de CO2. Até agora ninguém tinha conseguido 

construir um sistema que capturasse o CO2 a uma escala que fosse tecnicamente sustentável e viável.
Os biorreatores de algas adotam uma abordagem biológica para o retenção do carbono. Já é um conceito estabelecido, e esta sendo testado na Estação Espacial Internacional. As algas multiplicam-se quando absorvem o dióxido de carbono. Teoricamente, estas algas poderiam ser colhidas para uso como material para vários fins, tal como adubos ou fonte de proteína na dieta.

Um porta-voz da Hypergiant disse ao Futurism que a empresa planeia construir variantes pequenas que possam ser utilizadas pelas pessoas em edifícios particulares, residências e escritórios.
"Este dispositivo é um dos nossos primeiros esforços focados em preservar o planeta em que vivemos", disse o CEO da Hypergiant, Ben Lamm, em conferencia de imprensa "Esperamos inspirar e colaborar com outras pessoas para fazerem o mesmo missão."

Este artigo foi publicado originalmente por Futurism






Volkswagen apresentou o seu novo eletrico ID.3

A Volkswagen apresentou o novo ID.3, o seu primeiro carro elétrico, no Salão Automóvel da Frankfurt. 
A fabricante alemã aproveitou o Salão Automóvel de Frankfurt para anunciar o novo ID.3, o seu primeiro veículo elétrico, e assim entrar no competitivo mercado em expansão doa automóveis elétricos.
O ID.3 , com um preço abaixo dos 30 mil euros, estará disponível em três variantes de autonomia, que vão dos 330 aos 550 quilómetros. Claro que a versão de mais baixo custo, inferior a 30 mil euros é a com a menor autonomia, 330 quilómetros, e conta com uma bateria de 45kWh.
A versão básica do ID.3 apenas carrega até 50kW, sendo necessário pagar um extra para que carregue mais rapidamente (até 100kW), dando a Volkswagen garantia á bateria de oito anos ou de 160 mil quilómetros.




Com algumas semelhanças ao VW Golf e com um preço um pouco a baixo da maior parte dos elétricos no mercado, o novo ID.3 é mais espaçoso que os concorrentes tendo um painel touchscreen de dez polegadas e outros botões “touch” no no seu interior.
O Grupo Volkswagen está fazer um grande investimento no mercado dos elétricos, e espera-se que nos próximos anos, as várias marcas do grupo construam automóveis elétricos. A Volkswagen já tem planeados modelos dentro da linha “ID”: I.D. Crozz, I.D. Vizzion, I.D. Roomzz, I.D. Buzz e I.D. Buggy.







Também a condução autónoma está nos projetos da marca alemã e apesar de o novo ID.3 ser de condução manual, os futuros veículos da gama “ID” serão lançados com vista a serem completamente autónomos.


Carros elétricos da Ford usarão a plataforma MEB da Volkswagen



Fonte//TheVerge