terça-feira, 24 de setembro de 2019

Criado gel que faz o dente auto reparar-se


Uma equipa de investigadores da Universidade Zhejiang (China) criaram um gel que imita o esmalte dos dentes, fazendo-os repararem-se sozinhos. Se realmente funcionar pode significar o fim das obturações dentárias.

Photo GettyImages

O esmalte é a camada dura e protetora dos dentes. Devido á ação dos ácidos e ao atrito provocado pelo mastigar, o esmalte desgasta-se naturalmente, o que pode levar a cavidades que precisam de obturações. Para evitar esse problema os investigadores fabricaram um gel contendo cálcio e fosfato, os principais componentes do esmalte real, a fim de incentivar os dentes a se auto repararem.
O gel foi testado em dentes humanos removidos de pacientes, danificados com ácido e colocados num ambiente fabricado para se assemelhar à boca humana. 

Durante um período de 48 horas, o gel estimulou o crescimento de um novo esmalte. Usando microscopia, os cientistas confirmaram que ele possuía o mesmo arranjo altamente ordenado de cristais de cálcio e fosfato que o esmalte comum.
Agora, a equipe está testando o gel em ratos para garantir que os produtos químicos são seguros, e não constituem risco, para em seguida experimentá-lo em pessoas.

Esta solução já foi por varias vezes tentada, usando misturas de cálcio e fosfato, por terem se apoiaram em aglomerados de partículas maiores, acabaram não aderindo muito bem à superfície do dente. Este novo revestimento de esmalte tinha apenas 3 micrómetro de espessura, ou seja, cerca de 400 vezes mais fino que o esmalte não danificado.
Os cientistas acreditam que a aplicação repetida de várias camadas de gel criará uma camada robusta que reparará o dente.


Este artigo foi publicado nas revistas científicas ScienceAdvances.//NewScientist



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Porque os incas construíram o Machu Picchu num lugar tão remoto?

O antigo santuário inca de Machu Picchu é considerado uma das maiores obras arquitetónicas da humanidade. Construído num local remoto, no topo de uma cordilheira estreita, por cima de um precipício, o local é conhecido por sua perfeita integração com a paisagem
Mas a localização do santuário há muito intrigou os cientistas. Porque razão os incas construíram sua obra-prima um lugar tão inacessível?


Photo Pixabay skeeze

Monumento Espanhol com 7.000 anos ressurge em ano de seca


O geólogo Rualdo Menegat, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez uma uma análise geo-arqueológica detalhada que sugere que os incas construíram intencionalmente Machu Picchu, assim como algumas das suas cidades, em locais onde falhas tectónicas se encontram. "A localização de Machu Pichu não é uma coincidência", diz Menegat. "Seria impossível construir um edifico assim nas montanhas se o solo não fosse fraturado".
 Usando uma combinação de imagens de satélite e medições de campo, Menegat mapeou uma densa rede de fraturas e falhas cruzadas sob a construção, Património Mundial da UNESCO. A análise indica que essas características variam muito em escala, deste pequenas fraturas visíveis em pedras individuais a grandes lineamentos de 175 quilómetros de comprimento que controlam a orientação de alguns dos vales e cursos de agua da região.

Menegat descobriu que essas falhas e fraturas ocorrem em vários conjuntos, alguns dos quais correspondem às principais zonas de falhas responsáveis ​​pela elevação da Cordilheira dos Andes Centrais nos últimos oito milhões de anos. Como algumas dessas falhas são orientadas para nordeste-sudoeste e outras tendem para noroeste-sudeste, elas coletivamente criam uma forma de "X" cruzando-se sob o  Machu Picchu.
O mapeamento de Menegat sugere que os setores urbanos do santuário e os campos agrícolas circundantes, bem como edifícios e escadas individuais, são todos orientados de acordo com as tendências dessas grandes falhas.
Os resultados de Menegat indicam que a rede de falhas e fraturas é tão essencial para a construção do Machu Picchu como a excelência do trabalho em pedra. Esta alvenaria sem argamassa apresenta pedras tão perfeitamente encaixadas que é impossível deslizar um cartão de crédito entre elas. 


Photo Pixabay Capobleu2a

A grande Pirâmide de Gizé pode não ser inteiramente feita pelo homem



Excelentes pedreiros, os incas aproveitavam os abundantes materiais de construção na zona de falha
Além de ajudar a moldar pedras individuais, a rede de falhas em Machu Picchu provavelmente ofereceu aos incas outras vantagens, segundo Menegat. A principal delas era uma fonte  de água. "As falhas tectónicas da área canalizam a água provenientes do derretimento da neve e a água da chuva diretamente para o local", diz ele. “A construção do santuário num planalto naquela altitude, teve o benefício de proteger o local das avalanches e deslizamentos de terra, muito comuns nesse ambiente alpino”, explica Menegat.
 As falhas e fraturas subjacentes a Machu Picchu também ajudaram a drenar o local durante as intensas chuvas na região. Cerca de dois terços do trabalho para construir o santuário envolveu a construção de drenagens subterrâneas, e as fraturas pré-existentes ajudaram esse processo e ajudaram a explicar sua preservação notável.


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domingo, 22 de setembro de 2019

Monumento Espanhol com 7.000 anos ressurge em ano de seca


Um monumento megalítico, com 7.000 anos, apelidado de Stonehenge espanhol, foi descoberto depois de um dos Verões mais quentes que a Espanha teve, que revelou a estrutura que estava submersa num reservatório por quase cinco décadas.

Photo NASA Lansdscape Program

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O Observatório da Terra da NASA investigou o reaparecimento de um monumento de Dolmen de Guadalperal, com 7.000 anos, com o uso do satélite Landsat 8 e publicou duas fotos da zona onde está a estrutura monolítica, em anos diferentes, concluindo que sua reemergência é condicionada pelos níveis muito baixos de água no reservatório de Valdecañas, na Espanha, após um verão de seca recorde na Europa.

O monumento, agora apelidado de Stonehenge espanhol devido à sua semelhança com o dolmen britânico, apresenta um grande círculo de cerca de 150 pedras, com algumas com mais de 1,8 metros de altura, na forma de um oval aberto. A estrutura que supostamente foi construída no quarto ou quinto milênio aC, foi descoberta em 1925 pelo padre e arqueólogo alemão Hugo Obermaier , mas nenhuma pesquisa sobre o local foi publicada na altura, e sua descoberta permaneceu desconhecida. Na década de 1960, o ex-governante espanhol Francisco Franco lançou um programa de engenharia civil para levar água doce e hidroeletricidade às regiões vizinhas, o que levou à criação de um lago artificial e à inundação do local, submergindo o monumento água durante 50 anos.


Photo NASA Lansdscape Program

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Embora seja a primeira vez que todo o monumento seja revelado devido aos baixos níveis de água, os especialistas acreditam que essa situação não durará muito tempo, devido à chegada do outono.
Alguns grupos locais estão atualmente pedindo para retirar tudo para outro sítio, mas, acredita-se que esse movimento apenas acelera a decadência do monumento, segundo os arqueólogos.
Os cientistas sugerem que o misterioso monólito, que supostamente sustentava um enorme copo de pedra, poderia ter sido construído  para fins ritualísticos.


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Este artigo foi publicado originalmente por SputnikNews