quinta-feira, 10 de outubro de 2019

“Doença dos cervos Zombies” pode se transmitir aos seres humanos


Em Fevereiro, especialistas em saúde emitiram um aviso que soava como algo vindo da ficção científica. Uma infeção, conhecida como a "doença dos cervos zumbis" estava se espalhando pelo mundo e poderia contagiar os seres humanos.


Photo Pixabay/hashan

Nova pandemia pode matar 80 milhões de pessoas


Formalmente conhecida como doença cronica do desperdício (CWS) , a infeção consome o cérebro dos cervos, fazendo com que os animais exibam sintomas semelhantes a zombies, incluindo agressão, dificuldade para caminhar e sinais de demência acabando por sucumbir.
Com a chegada da temporada de caça aos cervos nos EUA, os especialistas estão novamente lançando avisos sobre a doença, mas, de acordo com um oficial de saúde, talvez já seja tarde demais para impedir que a CWS se espalhe para os seres humanos.
"Poderíamos ter transmissão humana ocorrendo hoje e nem saberíamos", disse Michael Osterholm, diretor do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas, ao The Independent .


Osterholm lembrou um precedente assustador. Demorou quase uma década para os especialistas em saúde perceberem que a encefalopatia espongiforme bovina, mais conhecida como " doença das vacas loucas ", havia chegado aos seres humanos.
“A questão principal aqui é que vemos, o facto de cozinhar a carne não destrói a doença e ela pode mesmo se propagar ás pessoas”. disse ele ao The Independent
As autoridades agora estão pedindo aos caçadores que façam teste a qualquer cervo que matam para detetar o CWS,  e se eles tiverem alguma razão para acreditar que o animal possa estar infetado com a "doença dos cervos zumbis", eles nem pensem em comê-lo.


Cientistas podem ter descoberto como reverter o envelhecimento


Fonte//The Independent


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Guerra nuclear entre Índia e Paquistão provocará fome mundial


Além de matar 125 milhões de pessoas, um confronto nuclear entre a Índia e o Paquistão provocaria fome por todo o mundo devido aos impactos climáticos que se seguiriam, de acordo com um novo estudo.
Uma nova pesquisa publicada na semana passada na Science Advances apresenta evidências mostrando que uma guerra nuclear entre as duas potências, a Índia e o Paquistão, infligiria uma catástrofe regional e global.


Photo Pixabay/Comfreak

Cinco cenários apocalípticos que os governos estão atentos


A pesquisa, que envolveu investigadores da Universidade do Colorado, Boulder, Universidade Rutgers-New Brunswick, Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, entre outras instituições, indicou algumas estimativas alarmantes, mostrando que uma guerra entre as duas nações causaria entre 50 milhões e 125 milhões de mortes nas horas e dias seguintes ao conflito nuclear.
O que a pesquisa também mostra, no entanto, é como os impactos climáticos resultantes, produzidos principalmente pela fumaça dos incêndios, causariam falhas devastadoras nas colheitas e o colapso de ecossistemas vitais. Esse inverno nuclear iria causar a fome mundial, levando a "fatalidades colaterais".
Não estimaram o número pessoas que seriam afetadas ou mortas pela fome, mas provavelmente seria significativo, uma vez que o inverno nuclear subsequente duraria pelo menos uma década.
O novo artigo mostra que uma guerra nuclear, mesmo que envolva potências nucleares menores, traria graves problemas globais. O novo artigo lembra as pesquisas feitas em 2017, que mostravam que mesmo os ataques nucleares de menor dimensão, causariam o caos climático e um estudo de 2018 buscando determinou o " melhor cenário " para a guerra nuclear, ou seja, o menor número de armas nucleares necessárias para manter a dissuasão.
Os investigadores do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Rutgers New Brunswick, chegaram a esses resultados simulando um cenário em que a guerra nuclear eclodiu em 2025 entre a Índia e o Paquistão. Atualmente, essas nações disputam o território da Caxemira.


"Avaliamos os possíveis impactos climáticos de uma guerra entre a Índia e o Paquistão num futuro próximo, com um número maior de armas, armas mais potentes e alvos maiores, em comparação com nossa análise de uma década atrás", escreveu Robock um e-mail ao Gizmodo. De fato, o novo artigo é uma atualização de pesquisa semelhante realizada em 2010 por Robock e Owen Toon, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Colorado em Boulder, pesquisa que praticamente concluiu o mesmo.
No cenário simulado, os investigadores consideraram o uso de entre 400 a 500 armas nucleares, que é o arsenal previsto para a Índia e o Paquistão em cerca de seis anos. As armas nucleares usadas na simulação variaram entre bombas do tamanho da de Hiroshima (15 quilotoneladas de TNT) e armas modernas capazes de libertar algumas centenas de quilotoneladas de energia explosiva. O cenário viu a Índia implantar 100 ogivas nucleares, enquanto o Paquistão implantou 150.


Photo Pixabay/TheDigitalArtist

Japoneses receiam uma catástrofe natural



Uma guerra entre duas novas potências nucleares 'menores' do outro lado do mundo agora tem o potencial de mergulhar a Terra num clima da era do gelo. Seria uma mudança climática instantânea."
Uma "catástrofe regional ocorreria se a Índia e o Paquistão participassem numa guerra nuclear em larga escala com seus arsenais em expansão", escreveram os autores do estudo. A troca nuclear simulada resultaria em 50 a 125 milhões de mortes, o que ocorreria quase instantaneamente devido aos efeitos diretos e imediatos das bombas.
A Índia sofreria duas a três vezes mais mortes e vítimas do que o Paquistão porque, no cenário, o Paquistão usa mais armas que a Índia e porque a Índia tem uma população muito maior e as cidades são mais densamente povoadas. No entanto, como percentagem da população urbana, as perdas do Paquistão seriam cerca de duas vezes as da Índia. As fatalidades e baixas aumentam rapidamente até a 250ª explosão devido à enorme população da Índia, enquanto a taxa de aumento no Paquistão é muito menor, mesmo na 50ª explosão.

Atualmente, os EUA e a Rússia representam cerca de 93% das 13.900 armas nucleares do planeta, segundo o jornal.
Os incêndios causados ​​pela guerra nuclear colocariam entre 16 e 36 milhões de toneladas de fuligem, também conhecido como carbono preto, na atmosfera superior da Terra. Em poucas semanas, essa fuligem proliferaria por todo o mundo. Segundo as estimativas dos pesquisadores, a luz solar diminuiria num fator de 20 a 35%, o que por sua vez arrefeceria o solo de 2 a 3 graus Celsius e reduziria a precipitação em 15 a 30%, dependendo da região.
Isso seria devastador para a vegetação do mundo, terrestre ou aquática. A vida das plantas diminuiria de 15 a 30% nas terras e de 5 a 15% nos oceanos. Este inverno nuclear duraria pelo menos 10 anos, segundo os pesquisadores.

Photo Discovery Science

Como um inverno nuclear afetaria todo o planeta


Os investigadores resumiram assim:

Todas as perturbações climáticas de curto prazo, com temperaturas declinando para valores não existentes na Terra desde meados da última Era Glacial, seriam desencadeadas pelo fumo das cidades em chamas. Um desastre global que ameaçava a produção de alimentos em todo o mundo e a fome em massa, assim como a grave perturbação dos ecossistemas naturais. Sem contar com a devastação provocada nos seus próprios países, as decisões dos líderes militares e políticos da Índia e do Paquistão em usar armas nucleares, podem afetar seriamente todas as outras nações da Terra.”

Como um especto interessante e relevante, o Prêmio Nobel da Paz de 2017 foi concedido à Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN).
 Como Robock explicou ao Gizmodo, o ICAN "foi promulgado em parte com base nos estudos anteriores". A esperança é que as nove nações nucleares do mundo "assinem e ratifiquem o Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares".
Os resultados do novo estudo "reforçam a necessidade de abolir as armas nucleares", disse Robock. “Eles são instrumentos de genocídio em massa. E persiste o mito da dissuasão. Mas se as armas nucleares fossem usadas, elas teriam um grande impacto, através das mudanças climáticas, no país que as usa ”, afirmou.
 "Ameaçar usar armas nucleares para impedir é ameaçar ser um homem-bomba", acrescentou.

Aquecimento global pode fazer a Corrente do Golfo parar

China testa canhão eletromagnético

Fonte//Gizmodo



terça-feira, 8 de outubro de 2019

O mundo está a perder um recurso crucial e ninguém fala nisso


O clima está aquecendo rapidamente, os oceanos estão se tornando perigosamente ácidos, uma sexta extinção está oficialmente em curso, o nível dos oceanos sobe e há a ameaça da guerra nuclear. Porém, há uma outra crise de que mal ouvimos falar.
Trata-se da escassez do fósforo, um mineral essencial a todos os seres vivos, sejam plantas ou animais. Os cientistas dizem que, se o continuarmos a ignorar poderá trazer uma catástrofe global num futuro próximo.


Photo Wikicommons


O nível do mar já sobe 3,6 mm por ano e tende a aumentar

O fósforo não é um elemento renovável, e não existem substitutos conhecidos, além de serem muito pouco os locais de onde é extraído. À medida que o mundo precisa de quantidades cada vez maiores, as quantidades existentes são cada vez menores.
Os fertilizantes feitos à base deste elemento químico quintuplicaram nos últimos 50 anos e, com o crescimento da população, a procura deverá duplicar até 2050.

Não há colaboração ou coordenação a uma escala global que assuma a responsabilidade de governar este recurso, nem mesmo entre os estados-membros da União Europeia ou dos Estados Unidos”, afirma o ecologista Kasper Reitzel, num relatório publicado, em Julho, na revista Environmental Science & Technology.
Mantendo-se os níveis atuais de consumo, alguns modelos indicam que vamos ficar sem reservas de fósforo dentro de 80 anos. Outras previsões mais otimistas falam em 400 anos, e outras dão-nos menos de 40 anos para encontrar uma solução para este grave problema.

Há uma opção segura de geoengenharia para reduzir o CO2


A solução poderá passar por reduzir o consumo, mas também será importante aprender a reciclá-lo, sendo os países em desenvolvimento os que mais sentirão a falta do fosforo. Os EUA, há 30 anos, eram o principal produtor mundial de fósforo, e a Índia e a China consomem mais de 45% à escala mundial.
Durante todo estes anos, as práticas de mineração e consumo não tiveram progressos. Continua-se a adicionar aos solos misturas químicas enriquecidas com fosfato, que depois levado pelas águas para o mar. Isto só polui os oceanos e os cursos de água, como também é insustentável.

Os investigadores dizem que fosfato pode ser reutilizado aproximadamente 46 vezes como combustível, fertilizante ou alimento, se for desenvolvido um sistema de reciclagem num ciclo fechado.
 Os cientistas que subscreveram este relatório estão a apelar às indústrias e autoridades mundiais que desenvolvam uma nova geração de profissionais em sustentabilidade de nutrientes, que possam trabalhar juntos para garantir a gestão internacional de fósforo e um ambiente mais limpo.

A energia nuclear pode travar o aquecimento global



Fonte//ScienceAlert