segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Empresa Holandesa constroi 2 barcaças para contentores totalmente eletricas


A empresa holandesa Port-Liner está construindo duas barcaças totalmente elétricas, chamadas de " navios Tesla ".
 A empresa anunciou que as embarcações estarão prontas no outono e sendo então inauguradas passando a navegar no canal Wilhelmina, na Holanda.


Photo Electrek


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O projeto com um custo de 100 milhões de euros será apoiado em 7 milhões de euros da União Europeia e é expectável que tenha um impacto significativo no transporte local entre os portos de Amsterdão, Antuérpia e Roterdão.
O executivo-chefe da Port-Liner Ton van Meegen disse ao  The Loadstar :

Existem cerca de 7.300 embarcações fluviais em toda a Europa e mais de 5.000 delas são de propriedade de empresários na Bélgica e na Holanda. Podemos construir mais de 500 por ano, mas a essa taxa levaria cerca de 50 anos para que toda a indústria operasse com energia verde ”.
As barcaças elétricas têm capacidade para transportar 280 contentores e depois de estarem a funcionar primeiras 6 barcaças espera-se que substituam 23.000 caminhões anualmente “limpando” as estradas dos Países Baixos e substituindo-os por transporte de emissoes zero.






A Port-Liner está desenvolvendo suas próprias embarcações, mas desenvolveu uma tecnologia onde as baterias estão alojadas dentro de um contentor, sendo assim de fácil substituição, e facilmente poderia permitir modernizar as barcaças existentes:
"Isso nos permite modernizar as barcaças já em operação, o que é um grande impulso para o uso das energias verdes na indústria. Os contentores/bateria são carregados em terra pela empresa fornecedora de energia “Eneco”, que fornece energia solar, eólica e outras renováveis".
Os primeiros navios farão viagem inaugural no final deste ano.
Todos os meios de transporte estão sendo gradualmente convertidos em propulsão elétrica e isso inclui o transporte marítimo.


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É também um modo importante de transporte para converter, pois é o sector mais poluente do mundo. Apenas 15 dos maiores navios de cargado mundo emitem tanta poluição como os automóveis do mundo todos juntos.
Alem destas barcaças está em construção um novo navio de carga totalmente elétrico com uma enorme bateria de 2,4 MWh na China  e dois enormes ferries elétricos na Suécia e na Dinamarca   e a Islândia está a preparar a construção de um outro.


Fonte//Electrek




Xin Xiaomeng, a primeira pivô de inteligência artificial do mundo


O canal de televisão chines Xinhua introduziu a primeira “jornalista” de inteligência artificial do mundo. A sua estreia será em março.


Photo  Epocnegocios


A nova “pivô robot”,  começará fazer apresentações em março, no decorrer das reuniões políticas da Assembleia Popular Nacional e do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, conhecidas como Duas Sessões. Ainda não foi decidido se a pivô de IA se irá expressar-se em chinês ou em inglês.










Este será o rosto feminino da informação de inteligência artificial depois de a China ter criado o primeiro pivô de notícias masculino do mundo, Qiu Hao, durante a Conferência Mundial da Internet realizada em novembro passado, na cidade chinesa de Wuzhen.



A Xinhua desenvolveu ainda uma nova versão deste último pivô. O Xin Xiaohao será capaz de se levantar e gesticular. Além disso, este recente pivô tem movimentos mais naturais da boca.
É um sistema de inteligência artificial que cria as vozes destes pivôs, movimentos labiais e expressões, tornando-os extraordinariamente semelhantes aos humanos.


Fonte//Epocanegocios




domingo, 24 de fevereiro de 2019

O que pode provocar o fim da humanidade?



A extinção da raça humana pode ser um dos nossos pesadelos, e há muitas maneiras pelas quais isso pode acontecer.
A cultura popular tende a se concentrar apenas nas hipóteses mais espetaculares. Basta recordar o asteroide no filme Armageddon ou da invasão alienígena em Independence Day.
Embora seja possível que a humanidade tenha um fim dramático, focar em tais cenários pode significar ignorar ameaças mais sérias que enfrentamos no mundo de hoje.


Photo Gettyimages

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Ameaças vulcânicas

Em 1815, uma erupção do Monte Tambora, na Indonésia, matou mais de 70 mil pessoas, enquanto lançava cinzas vulcânicas na estratosfera. Isso reduziu a quantidade de luz solar que chegava à superfície da Terra, desencadeando o que ficou conhecido como o "ano sem verão".
O Lago Toba, no outro extremo de Sumatra, conta uma história ainda mais sinistra. Ele foi formado pela erupção de grandes proporções de um super vulcão há 75 mil anos, cujo impacto foi sentido em todo o mundo.
Chegou-se a pensar que o acontecimento tivesse provocado um dramático declínio da população de seres humanos primitivos, mas nunca ficou provado que acontecesse.
Mas embora a perspetiva de erupção de um super vulcão seja aterrorizante, não devemos nos preocupar muito. Os super vulcões e outros desastres naturais, como um asteroide atingindo a Terra ou uma estrela explodindo na nossa vizinhança cósmica, tem a mesma probabilidade de acontecer ​​em 2019 do que em qualquer outro ano,  e as probabilidades são muito baixas.






Ameaças crescentes

O mesmo não pode ser dito a respeito de muitas ameaças globais induzidas pela atividade humana.
Por exemplo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Fórum Econômico Mundial listaram as mudanças climáticas e seus efeitos como um dos principais riscos para o planeta em 2019.
Em conferências conduzidas recentemente pela ONU, os investigadores chegaram a dizer que a mudança climática  era "uma questão de vida ou morte" para muitas regiões. Enquanto muitos especialistas, incluindo David Attenborough, acreditam que isso poderia levar ao colapso das civilizações e à extinção de "grande parte do mundo natural".
As ameaças são complexas e diversificadas que vão de ondas mortíferas de calor e aumento do nível do mar até fome generalizada e migrações em grande escala.

Também estão aumentando os riscos potenciais provenientes de novas tecnologias, como a inteligência artificial (IA).
Os cenários vão desde armas cibernéticas cada vez mais sofisticadas que poderiam reter dados de uma nação inteira exigindo pagamento de resgate até algoritmos autônomos que poderiam, inconscientemente, causar uma quebra no mercado de ações.
Outra ameaça é a possibilidade de uma guerra nuclear.
Embora muitos se concentrem nas tensões crescentes entre potências globais, as novas tecnologias também podem colocar em risco nossa segurança.
Isso se deve tanto às linhas cada vez mais tênues entre armas nucleares e convencionais quanto ao risco de que a IA possa ajudar a desencadear uma guerra nuclear.


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Campanhas de vacinação e outras medidas de prevenção ajudam a reduzir risco de doenças, como a gripe
Outro risco que pode estar aumentando é o das pandemias globais. Acredita-se que o vírus influenza (causador da gripe), por exemplo, mate uma média de 700 mil pessoas e custe à economia global US$ 500 biliões por ano.
O aumento da densidade demográfica e da mobilidade populacional faz com que novas cepas de influenza se espalhem facilmente. E isso levanta preocupações em relação a um futuro surto como o da Gripe Espanhola de 1918, que matou 50 milhões de pessoas.
No entanto, campanhas de vacinação e outras medidas de prevenção de doenças ajudam a reduzir esse risco.

Photo Cultura Coletiva News


Como calcular o risco real

- Analise registros históricos e geológicos. Podemos acompanhar algumas ocorrências, como super vulcões e impactos de asteroides.
- Encontre um precedente natural. Quando os cientistas avaliaram o risco que o reator da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern) poderia representar, eles observaram situações semelhantes que ocorrem nas estrelas.
- Construa um modelo. Os cientistas usam modelos atmosféricos sofisticados para explorar o futuro do nosso clima.
- Para ameaças que não podem ser modeladas, os cientistas geram insights a partir de jogos de estratégia e outros exercícios.
- O governo do Reino Unido também mantém um registro de riscos nacionais, incluindo enchentes, meteorologia espacial e doenças.






Um futuro perturbador

Embora essas ameaças sejam reais, o maior perigo que enfrentamos em 2019, quando analisamos sob uma perspetiva global, provavelmente está em outro lugar.
Com quase oito biliões de pessoas vivendo na Terra, somos cada vez mais dependentes de sistemas globais para nos sustentar. Eles incluem desde o meio ambiente, que nos fornece alimentos, água, ar limpo e energia, até a economia global, que transforma tudo isso em bens e serviços.
Todavia, a redução nos níveis de biodiversidade e as sobrecarregadas redes de infraestruturas e redes de mantimentos mostram que muitos desses sistemas já estão stressados no ponto de rotura. E a acelerada mudança climática só está piorando as coisas.


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Diante disso, pode ser que os riscos globais não devam ser determinados pelo tamanho do desastre que os causou, mas pelo potencial de afetar esses sistemas vitais.
Exemplos recentes sugerem o potencial dos efeitos em cascata.
A erupção de 2010 do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, não matou ninguém, mas fechou o tráfego aéreo na Europa durante seis dias, em 2017, o ataque cibernético mundial WannaCry, relativamente pouco sofisticado, bloqueou a operação de parte do sistema de saúde público britânico (NHS, na sigla em inglês) e de outras instituições em todo o mundo.
Como quase tudo de que dependemos também deriva de um sistema elétrico, computacional e de internet operacional, qualquer coisa que possa danificá-lo, de uma erupção solar a uma explosão nuclear na atmosfera, pode causar estragos generalizados.

 


Photo Noticias Uol

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Prevenção de desastres

Pode haver, no entanto, novas maneiras de reduzir esse risco.
Há uma história antiga que conta como o rei Canuto, da Dinamarca, ordenou o mar recuar. Ele sabia que era incapaz de conter a maré e uma sensação semelhante de impotência pode facilmente tomar conta de nós quando consideramos possíveis catástrofes no futuro.
Mas a verdade é que os dinamarqueses têm contido seu litoral ao longo de gerações, construindo diques e drenando pântanos para se protegerem das águas do mar.
Às vezes é melhor nos protegermos pensando em maneiras de tornar a humanidade mais resiliente aos desastres possíveis.
E esse poderia ser o melhor caminho de garantir que 2019, e os anos seguintes, sejam seguros para a humanidade.


Fonte//BBC