sexta-feira, 26 de abril de 2019

Nos últimos 30 anos os oceanos tornaram-se mais tempestuosos


Os oceanos tornaram-se mais tempestuosos durante as últimas três décadas, de acordo com o maior e mais detalhado estudo do gênero.
As descobertas aumentam as preocupações de que, à medida que o mundo  aquece, eventos extremos como tempestades e inundações podem se tornar mais frequentes e mais devastadores.
Ligeiros aumentos na altura média das ondas e na velocidade do vento foram registados nos oceanos por todo o mundo, sendo mais notado no Oceano Antártico. O estudo baseou-se em dados de 31 satélites e mais de 80 boias oceânicas recolhidos entre 1985 e 2018, com cerca de 4 mil milhões de observações.

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Animação mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse




Ventos extremos no Oceano Austral aumentaram em 1,5 metros por segundo, ou 8%, nos últimos 30 anos, enquanto as ondas aumentaram em 30 centímetros, ou 5%. Os ventos mais fortes aumentaram no Pacífico equatorial e Atlântico e no Atlântico Norte em cerca de 0,6 metros por segundo.
O professor Ian Young, o primeiro autor do trabalho da Universidade de Melbourne, disse: "Embora aumentos de 5 e 8% possam não parecer muito, tais mudanças terão grandes impactos no clima."
Young disse também que os aumentos na altura das ondas podem levar a inundações mais complicadas e à erosão costeira, além de colocar estruturas offshore como parques eólicos em risco de danos.



Os investigadores disseram que as observações estavam de acordo com previsões dos modelos climáticos e de registos históricos que sugeriam que, à medida que o mundo aquecia, o clima e as tempestades se tornariam mais extremos, embora a relação fosse complexa e não totalmente compreendida.
Outros disseram que as consequências do aquecimento global nas últimas observações ainda não foi estabelecido. “É um pouco difícil extrapolar essas descobertas para um quadro mais amplo”, disse o Dr. Paulo Ceppi, do Grantham Institute do Imperial College London. “Durante os períodos de 30 anos, ainda pode haver variações naturais bastante significativas no vento.”


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Ceppi disse ainda que as mudanças verificadas no Oceano Antártico foram provavelmente causadas pelo buraco na camada de ozono, na estratosfera da Antártida, em maior escala do que o aquecimento global, embora o aquecimento global também tenha influencia.
O estudo, publicado na revista Science, atualiza trabalhos anteriores da mesma equipa publicada há quase uma década. O grande desafio na compilação de dados de longa duração, segundo eles, é a contabilização de mudanças significativas na tecnologia e no processamento de dados ao longo do tempo.




Na primeira parte do período, a cobertura não foi tão extensa e as medições foram menos precisas. Os cientistas precisaram descartar a possibilidade de que estavam simplesmente vendo tempestades mais violentas, porque agora há mais satélites para detetá-las, por exemplo.
Os resultados também sugerem que as condições no Oceano Antártico estão se tornando mais traiçoeiras para os navios. De acordo com Young, tempestades mais intensas no Oceano Antártico também podem gerar grandes ondas oceânicas que se propagam pelo Índico, Pacífico e Atlântico Sul.


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 Fonte// TheGuardian






quinta-feira, 25 de abril de 2019

Cerca de 1 milhão de espécies estão em risco de extinçao



Estamos acabando com a vida do nosso belo planeta.
Cerca de 1 milhão de espécies estão em risco de extinção devido à atividade humana, de acordo com um relatório da ONU que deve ser divulgado em 6 de maio

Estas são as conclusões preliminares do relatório que foram obtidas pela agência de notícias francesa AFP.

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Animação mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse



A atividade humana, como o consumo exagerado, a caça ilegal, a desflorestação, as emissões de combustíveis fósseis, estão levando os ecossistemas a um ponto sem retorno. Um quarto das espécies vegetais e animais conhecidas já estão ameaçadas, e a perda de espécies é dezenas a centenas de vezes maior do que tem sido, em média, nos últimos 10 milhões de anos, informou a AFP.
A natureza está cedendo sob tamanha pressão, perdendo ar respirável, água potável, florestas virgens, insetos polinizadores, populações de peixes e mangais que são um “muro” de proteção contra tempestades.


Revelado o único método capaz de evitar uma catástrofe climática


Além disso, três quartos das terras, quase metade dos ambientes marinhos e metade das vias navegáveis ​​interiores foram "severamente" alteradas pela atividade humana, de acordo com o relatório. Essas mudanças prejudicam os humanos, especialmente os grupos indígenas e aqueles que vivem nas comunidades mais pobres.



Cento e trinta nações reunir-se-ão em Paris em 29 de abril para examinar o relatório de 44 páginas que resume uma avaliação de 1.800 páginas de literatura científica conduzida pela ONU.
"A forma como produzimos nossos alimentos e energia está minando os serviços reguladores que recebemos da natureza", disse Robert Watson, presidente do grupo que compilou o relatório. O dano, ele disse, só pode ser reduzido com uma "mudança transformadora".

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O aquecimento global vai permitir a expansão de doenças tropicais

A “vaquita” está mesmo em vias de extinção, vítima das redes de pesca



Fonte//LiveScience





Células solares produzem eletricidade sem sol


Muitas pessoas ainda não invistam em energias renováveis, porque o sol não brilha o tempo todo. Mas será por pouco tempo… pois vem aí uma nova geração de células solares orgânicas que não precisa de sol para produzir eletricidade.
Estas células solares não precisam de exposição à luz solar, basta a luminosidade natural do ambiente para produzir eletricidade. Isto significa que os equipamentos que tenham painéis solares equipados com as tais células solares orgânicas podem funcionar ininterruptamente, usando a iluminação pública, ou iluminação interior das habitações.



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Cientistas mais perto da fusão nuclear


Esta tecnologia é recente, e foi apresentada no Japão por Ryota Arai e colegas da Universidade Kyushu e da empresa Ricoh. O trabalho desenvolvido por Ryota Arai consistiu em encontrar os melhores materiais para construir as células solares orgânicas capazes de gerar eletricidade de forma eficiente sem recorrer à luz do sol, ou seja, produzir eletricidade mesmo em ambientes com pouca iluminação.





A equipa de investigadores testou vários semicondutores orgânicos de pequenas moléculas com caraterísticas promissoras para a absorção da luz ambiente e assim produzir eletricidade.
Mas foram as células solares feitas com recurso a uma pequena molécula, BDT-2T-ID, que apresentaram melhores resultados, quando comparadas com outros dispositivos semelhantes.
As células solares orgânicas comuns são flexíveis e baratas, mas ainda não conseguem competir com o silício em termos de eficiência!

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O que aconteceria se deixassemos de usar o petroleo


A molécula BDT-2T-ID é uma sigla para a classe de oligomeros que inclui o Benzoditiofeno (BDT), um determinado número variável de Tiofenos (2T) e Indandiona (ID).
Por fim, o conjunto de 6 dessas células solares orgânicas, ligadas em série, conseguiu produzir cerca de 4volts e 65,3 μW/cm2 quando expostos a fracas condições de iluminação. Essa quantidade de eletricidade produzida é suficiente para alimentar micro sensores e pequenos dispositivos.




Ainda assim a equipa de investigadores deixa um alerta. Há que avaliar a transição da tecnologia para um fabrico em grande escala, mas o trabalho já desenvolvido permite concluir que há uma elevada viabilidade para alimentar dispositivos sem fio por toda a casa, e o melhor, sem ser necessária a luz solar!

Grandes camiões da Nikola Motor movidos a hidrogénio

Empresa mexicana fabrica biocombustível a partir de cactáceas

A energia hidrelétrica, excede as necessidades de todo o planeta




Fonte//PortalEnergia