quarta-feira, 22 de maio de 2019

Astrónomo afirma conhecer “muito bem” a órbita do mítico Planeta X


Um astrónomo afirmou recentemente conhecer a órbita do famoso Planeta X, também conhecido como nono planeta do Sistema Solar, apesar de não existirem observações conhecidas do hipotético astro.
O Planeta X é um mito que, se existisse, teria cerca de dez vezes a massa da Terra, orbitando a extremidade mais distante do Sistema Solar, no Cinturão de Kuiper. O facto deste planeta invisível ser tão grande poderia explicar por que motivo alguns corpos celestes do Cinturão de Kuiper surgem aglomerados, devido à gravidade de um grande planeta.



Photo MARC WARD/SHUTTERSTOCK


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A existência de um nono planeta foi sugerida pela primeira vez em 2016 por astrónomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos. O professor Michael Brown, que originalmente inventou a teoria do astro em questão, está convicto de que os cientistas não estão muito longe de descobrir finalmente o hipotético planeta.
 Michael Brown deu uma entrevista recentemente, na qual revela que está muito otimista em relação à identificação da órbita do misterioso Planeta X. “Se soubéssemos exatamente onde está o Planeta X, não teríamos que deduzir, iríamos apenas olhar para o astro e dizer: ‘Olha, lá está ele'”.

Não sabemos exatamente onde se encontra, porque tudo o que sabemos é o seu efeito gravitacional prolongado sobre outros corpos. Conhecemos muito bem sua órbita por causa de todas as simulações de computador, que mostram que, se não fosse suficientemente maciço, não afetaria o Sistema Solar exterior”, explica o investigador.
 Por isso, podemos deduzir todos estes detalhes a partir das simulações detalhadas que temos feito nos últimos tempos”, remata Brown.




Segundo o astrónomo, o Planeta X tem uma órbita elíptica muito além das franjas do Cinturão de Kuiper, cuja maior aproximação do Sistema Solar mede sete vezes a distância do Sol a Neptuno. Graças a essas distâncias gigantescas, a gravidade do nono planeta não tem impacto em nenhum outro, muito menos na Terra.
 O Cinturão de Kuiper é uma área do Espaço densamente povoada por asteroides rochosos e outros corpos gelados conhecidos como Objetos do Cinturão de Kuiper (KBOs). Estimativas da NASA indicam que, se este misterioso planeta realmente existir, levaria entre 10 mil e 20 mil anos para orbitar o Sol.
 A existência deste mundo distante é, por enquanto, apenas teórica, não tendo sido feita nenhuma observação direta do objeto apelidado de ‘nono planeta'”, afirmou a agência espacial norte-americana.



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Fonte//Express

terça-feira, 21 de maio de 2019

Micróbios podem ajudar a limpar o plástico dos oceanos


Não há dúvida de que temos muito plástico em nossos oceanos, e a é culpa nossa. Mas algo pode ajudar-nos a resolver esse terrível problema ambiental. Micróbios marinhos que comem plástico.
Numa nova pesquisa, uma equipa internacional de cientistas estudou como comunidades microbianas se acumulam em plásticos que poluem os oceanos e contribuem para sua degradação. Um mecanismo biológico natural que poderíamos explorar, se pudermos aprender a usa-lo para combater essa grande fonte de poluição.


Photo Pixabay

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Quando o plástico entra no oceano, é submetido a uma série de fatores não biológicos, incluindo radiação UV, temperaturas e forças de abrasão na água do oceano. Esses processos ambientais iniciam a degradação do material em fragmentos de micro plásticos e nano plásticos cada vez mais pequenos. Mas algo mais contribui para isso.
"A degradação abiótica precede e estimula a biodegradação com grupos de carbonila que são gerados na superfície dos plásticos". Os investigadores, liderados pelo engenheiro ambiental Evdokia Syranidou da Universidade Técnica de Creta na Grécia, explicam como atuam.
"Uma ampla gama de organismos pode se estabelecer na superfície desgastada, usando-a como substrato e como fonte de carbono."




Para estudar o quão eficiente é essa mastigação microbiana permitindo uma maior degradação dos plásticos, os investigadores recolheram amostras de detritos de polietileno (PE) e poliestireno (PS), desgastados por ação natural, em duas praias da Grécia.
Depois de lavados, os fragmentos de plástico foram cortados em pequenos pedaços, sendo depois mergulhados em uma solução salina que agia como uma a água do oceano.
Eles foram então expostos a dois tipos diferentes de comunidades microbianas. Organismos que existem naturalmente no oceano (compreendendo várias espécies diferentes), e cepas bio aumentadas ajustadas para formarem bio filmes mais fortes nas superfícies plásticas.
Após cinco meses de exposição microbiana, as peças de plástico foram pesadas, revelando que os organismos haviam conseguido reduzir o peso do PS em até 11% e PE em até 7%.


A cepa de bioengenharia não dissolveu tanto plástico, embora a equipe tenha observado que "parece mais eficiente em aderir às peças desgastadas e desenvolver uma comunidade de bio filme".
Os resultados mais bem-sucedidos, de longe, foram na experiencia que usou "micróbios aclimatados", organismos já expostos aos plásticos numa simulação anterior. Por outras palavras, parece que esses organismos podem desenvolver um gosto pelos plásticos e aumentar o seu “apetite” com o tempo.
Além de mastigar o plástico, a exposição microbiana também resultou em mudanças químicas na superfície dos materiais, produzindo grupos carbonílicos e ligações duplas, e revelando processos como a cisão de cadeias que afetavam o plástico no nível molecular.


Photo Pixabay

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Esta definitivamente não é a primeira vez que os cientistas examinaram o poder dos micróbios para nos ajudar a lidar com os problemas do plástico.
Há já muitos anos que os investigadores pesquisam como os organismos poderiam se alimentar de resíduos de plástico. Cada avanço que fazemos, não importa o quão pequeno seja, pode ajudar nos esforços de limpeza, mesmo que a maior solução seja resolver o problema na fonte. (Acabar com os plásticos)




Até que isso aconteça, e a sociedade encontre uma maneira de parar de produzir esse desperdício num volume tão devastador, temos muito a ganhar aprendendo mais sobre mastigação microbiana e descobrindo uma maneira de aproveitá-la.
"Fechar a lacuna entre o emprego hipotético e realista de redes microbianas para a degradação plástica pode contribuir para o desenvolvimento de medidas de mitigação e políticas sustentáveis", escreve a equipa.

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Fonte//ScienceDirect

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Google suspende o acesso da Huawei a atualizações do Android

O Departamento de Comércio dos EUA adicionou a Huawei à sua lista de entidades na quarta-feira, o que significa que as empresas dos EUA precisarão de uma licença para negociar com a empresa chinesa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva no mesmo dia que essencialmente proibirá a Huawei de vender seus produtos no mercado dos EUA por ser um risco de segurança nacional.


Photo Andy Wong


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O Google suspendeu os negócios com a Huawei, que exigem a transferência de hardware, software e serviços técnicos, exceto aqueles disponíveis publicamente por meio de licenciamento de código aberto.
Um porta-voz do Google disse que a empresa está "cumprindo a ordem e analisando as implicações" sem dar detalhes, enquanto a Huawei ainda não comentou o assunto.
No entanto, uma fonte disse à Reuters que a Huawei perderá imediatamente o acesso a atualizações do sistema operacional Android, do Google. As próximas versões dos smartphones Android também perderão o acesso a serviços populares, incluindo o Google Play Store, o Gmail e os aplicativos do YouTube.





"A Huawei só poderá usar a versão pública do Android e não poderá aceder aos aplicativos e serviços proprietários do Google", disse a fonte.
O Google deixará de fornecer suporte técnico para os aplicativos já existentes nos smartphones e tablets da Huawei. O único suporte que permanecerá são as atualizações de segurança fornecidas pelo Android Open Source Project (AOSP). No entanto, os utilizadores de dispositivos Huawei existentes que tenham acesso à Google Play Store poderão baixar atualizações de aplicativos fornecidas pelo Google. O Gmail e outros aplicativos são atualizados através da loja, ao contrário das atualizações do sistema operacional feitas por fabricantes de telefones e operadoras de telecomunicações afetadas pela lista negra da Huawei, disse a fonte.
Comentando sobre a decisão, o porta-voz da Huawei disse que a empresa continuaria a fornecer atualizações de segurança e serviços para seus smartphones e tablets.


Photo Pixabay

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"A Huawei continuará a fornecer atualizações de segurança e serviços de pós-venda para todos os produtos smartphone e tablet Huawei e Honor existentes, onde se inclui os que foram vendidos e que ainda estão em stock por todo o mundo", disse o porta-voz.
Em entrevista à Reuters em março, Eric Xu, presidente rotativo da Huawei, lançou um desafio em antecipação às ações de retaliação das empresas norte-americanas. “Não importa o que aconteça, a Comunidade Android não tem nenhum direito legal de impedir que qualquer empresa aceda á sua licença de código aberto”, disse ele.
A maioria dos aplicativos móveis do Google são proibidos na China, onde alternativas são oferecidas por concorrentes chineses como o Tencent e o Baidu. Portanto, para os mercados chineses, o impacto é mínimo. No entanto, o negócio europeu da Huawei, o seu segundo maior mercado, pode ser atingido por essa proibição, segundo Geoff Blaber, vice-presidente de pesquisa da CCS Insight.



No início desta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que o Departamento de Comércio e outras agências relevantes dos EUA elaborassem um plano para impedir que empresas dos EUA usassem equipamentos de telecomunicações de fabricantes estrangeiros se fossem considerados um "risco à segurança nacional". Uma ordem separada proibiu a Huawei de comprar tecnologia dos EUA sem a aprovação do governo.



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Fonte//SputnikNews