sábado, 21 de setembro de 2019

Nova pandemia pode matar 80 milhões de pessoas


O Global Preparedness Monitoring Board (GPMB) , um grupo independente de especialistas especializado em emergências na saúde a nível mundial, publicou um relatório avaliando como o mundo está preparado uma grande crise na saúde e a situação não é a melhor.



Pandemia
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Cientistas podem ter descoberto como reverter o envelhecimento


Depois de analisar muitos fatores, desde as tendências políticas emergentes às mudanças climáticas, a equipa concluíram que existe uma ameaça muito real de uma pandemia altamente letal de um patogénico respiratório que expande rapidamente, matando 50 a 80 milhões de pessoas e destruindo quase 5% da população.
Os autores do estudo concluíram que uma pandemia global nessa escala seria catastrófica, criando um caos generalizado, instabilidade e insegurança, e muito grave, o mundo não está preparado. Apesar disso os especialistas do GPMB acham que ainda há tempo para traçar o caminho certo.


Eles também delinearam sete ações específicas que os líderes mundiais poderiam adotar para preparar o mundo para essa eventualidade, incluindo a plena implementação do Regulamento Sanitário Internacional, o aumento do investimento em pesquisa e desenvolvimento de vacinas e o estabelecimento de fortes sistemas nacionais de preparação.
"Até agora tem havido um ciclo de pânico e negligência quando se trata de pandemias. Aumentamos os esforços quando há uma ameaça séria e depois esquecemos quando a ameaça desaparece", escreveram os autores do relatório. "É hora de agir."


Cientistas podem ter descoberto como reverter o envelhecimento


Fonte//Futurism




sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Há uma opção segura de geoengenharia para reduzir o CO2

Como parece cada vez mais improvável alcançarmos nossas metas para suster a alteração climática, os cientistas têm investigado soluções cada vez mais extremas, como a geoengenharia.
Alguns dos exemplos como pulverizar grandes quantidades de partículas que refletem a luz do sol na atmosfera ou colocar milhares de milhões de toneladas de neve conseguida artificialmente nas geleiras para estabilizá-las, não foram testadas, e são incrivelmente arriscadas e podem acabar causando mais danos irreversíveis.

Photo Pixabay dimitrisvetsikas1969 

Novo Bioreator pode ser a solução para as emissões de CO2


Mas e se houver uma maneira de alterar nosso ambiente atual para mitigar as mudanças climáticas que já são seguras e comprovadas?
O bom é que isso existe.
A restauração de florestas, pântanos, turfeiras, e outros ecossistemas tem um enorme potencial para recuperar um pouco do dióxido de carbono que todos os dias libertamos na nossa atmosfera.
Em 2017, um estudo da PNAS estimou que as soluções naturais para a absorção de carbono (essencialmente regeneração de ecossistemas) têm o potencial de conseguir capturar até 37% do CO2 de que precisaríamos até 2030, com 66% de probabilidade de manter o aquecimento abaixo de 2 ° C .
Grande parte dos ecossistemas da Terra estão substancialmente modificados ou degradados, mas com cuidado e aumento do investimento, há um enorme potencial para recuperar a nossa atmosfera e assim beneficiar os seres humanos e todas as outras espécies", disse à ScienceAlert o ecologista Euan Ritchie, da Universidade Deakin.

Não podemos estar simplesmente a derrubar árvores. As árvores têm que ser replantadas e de forma urgente, não seguindo a política de monocultura, ou não será suficiente se o objetivo for melhorar permanentemente a atual situação.
"Os ecossistemas são um pouco como os motores, todos os vários componentes estão dependentes dos outos e se um falha, falha tudo o sistema", explicou Ritchie. "Conservar uma diversidade de espécies leva a ecossistemas mais saudáveis ​​e com melhor desempenho".
Por exemplo, a ecologista Trisha Atwood da Universidade Estadual de Utah e colegas, descobriram evidências de que a manutenção de populações de predadores num ecossistema marinho é fundamental para manter ou aumentar a capacidade desses ecossistemas de armazenar carbono.
"Os predadores protegem os stocks de carbono orgânico na lagoa Heron, criando zonas de predação de alto risco que oferecem um refúgio para o crescimento de algas e a acumulaçao e retenção de carbono orgânico nos sedimentos", concluíram os pesquisadores.




Um estudo de 2012 calculou que, ao comer ouriços-do-mar, as lontras permitem o crescimento de florestas de algas que retêm o carbono, potencialmente ajudando a capturar a quantidade equivalente de carbono equivalente a 5 milhões de carros das estradas num ano.
Essa estratégia remove apenas o CO2 enquanto os ecossistemas estão em expansão, quando parados, eles estabelecem um equilíbrio neutro, no qual produzem e consomem a mesma quantidade de gases de efeito estufa.
 A restauração dos ecossistemas é urgente e precisa acontecer antes que as mudanças climáticas cheguem ao ponto em que não permitem que os ecossistemas de desenvolvam. Mas se for permitido que esses ecossistemas floresçam, eles continuarão atuando como armazenamento do CO2 que absorveram à medida que cresceram.


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A energia nuclear pode travar o aquecimento global


Os ecossistemas saudáveis ​​também oferecem muito outro valor para nós e a incrível variedade de espécies existentes no nosso planeta, onde de inclui a filtragem da água, proteção contra inundações, solos saudáveis ​​e maior resiliência às mudanças climáticas, entre outras coisas.
Sua capacidade de armazenar tanto CO2 é apenas uma das muitas razões pelas quais é vital preservar todos os nossos ecossistemas. No entanto, mesmo países ricos como a Austrália não estão a fazer isso.
Alem disso, a regeneração de ecossistemas só teria funcionaria bem ao reduzir o CO2 na atmosfera, se também pararmos o nosso consumo desenfreado de combustíveis fósseis, há um limite para a quantidade de árvores do nosso ecossistema!
"Ainda temos muito a aprender, incluindo a verdadeira extensão dos efeitos que determinadas espécies podem ter nos ecossistemas, como certas espécies são adaptáveis ​​e como outros fatores limitantes ajudarão ou dificultarão os esforços de recuperação confrontando os aumentos de temperatura ", disse Ritchie.

Considerando este potencial podíamos concluir que a regeneração dos ecossistemas estaria no topo da lista. No entanto, apenas só uma pequena quantia do dinheiro destinado à mitigação climática foi investido nessa área.
Como a falta de respeito pela natureza e pelos nossos ecossistemas é uma das principais razões para a gravosa situação atual, que nós próprios criamos, é urgente considerar a urgente recuperação da natureza.


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As alterações climáticas estão aquecendo a Europa


"Os ecossistemas desenvolveram-se ao longo de milhões de anos, e pensar que nós humanos, podemos substituir suas funções vitais por tecnologia etc. é arrogante, tolo e perigoso", acrescentou Ritchie.
Mesmo com todas as incógnitas, podemos ter certeza de que a 'geoengenharia' da regeneração dos ecossistemas seria muito mais segura do que fazer outras opções sem garantias e altamente arriscadas na já tão maltratada atmosfera




Como um inverno nuclear afetaria todo o planeta





Este artigo foi publicado originalmente por ScienceAlert


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Novo Bioreator pode ser a solução para as emissões de CO2

Um novo bioreator de algas pode absorver tanto dióxido de carbono da atmosfera como cerca de um hectare de floresta. Este bioreator poderá ser o pulmão das grandes cidades, limpado o ar e combatendo as mudanças climáticas catastróficas.


Photo Futurism

Anomalia no Pacífico ameaça o regresso do 'The Blob'


A empresa de desenvolvimento Hypergiant Industries usou sistemas de IA para fazer seu recém-anunciado protótipo Eos Bioreactor, uma caixa com 63 pés cúbicos cheia de algas. A startup diz que extrai da atmosfera tanto CO2 como cerca de 400 árvores e o mantém fora do meio ambiente.
É uma realidade que para combater a ameaça das mudanças climáticas temos que reduzir as emissões e em alternativa conseguir um meio de captura de CO2. Até agora ninguém tinha conseguido 

construir um sistema que capturasse o CO2 a uma escala que fosse tecnicamente sustentável e viável.
Os biorreatores de algas adotam uma abordagem biológica para o retenção do carbono. Já é um conceito estabelecido, e esta sendo testado na Estação Espacial Internacional. As algas multiplicam-se quando absorvem o dióxido de carbono. Teoricamente, estas algas poderiam ser colhidas para uso como material para vários fins, tal como adubos ou fonte de proteína na dieta.

Um porta-voz da Hypergiant disse ao Futurism que a empresa planeia construir variantes pequenas que possam ser utilizadas pelas pessoas em edifícios particulares, residências e escritórios.
"Este dispositivo é um dos nossos primeiros esforços focados em preservar o planeta em que vivemos", disse o CEO da Hypergiant, Ben Lamm, em conferencia de imprensa "Esperamos inspirar e colaborar com outras pessoas para fazerem o mesmo missão."

Este artigo foi publicado originalmente por Futurism