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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Cientistas podem ter descoberto como reverter o envelhecimento

Ao tentar regenerar a glândula timo, uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) pode ter encontrado uma solução para não apenas retardar o problema do envelhecimento, mas também invertê-lo, afirma um novo estudo.
Os cientistas voluntários na Califórnia foram medicados com três medicamentos comuns ao longo de um ano, um de hormonas de crescimento e dois medicamentos para diabetes, a fim de estimular a regeneração da glândula timo. 


Photo Pixabay MabelAmber

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No entanto, de acordo com um estudo publicado na revista Nature , os investigadores descobriram que os participantes haviam perdido em média 2,5 anos no seu "relógio epigenético", medido pela análise de marcas nos genomas, ou seja rejuvenesceram 2.5 anos.
"Esperava-mos ver a desaceleração do envelhecimento, mas não uma reversão", disse Steve Horvath, pesquisador da UCLA à Nature. "Isso pareceu meio futurista".
Os cientistas alertam que os resultados são preliminares, pois o estudo abrangeu apenas nove participantes e não incluiu um grupo de controlo, mas, se confirmado, o impacto nos cuidados de saúde e na relação da sociedade com o envelhecimento como um todo pode ser enorme.


O “relógio epigenético” é medido por um registo de alterações químicas no DNA de um organismo. O principal objetivo do estudo foi testar se a hormona de crescimento poderia ser usado para restaurar tecidos na glândula timo, crucial para a função imunológica. A glândula começa a encolher após a puberdade e fica entupida pela gordura. Estudos anteriores mostraram que a hormona de crescimento estimula a regeneração no timo, mas também pode causar diabetes, motivo pelo qual os medicamentos para diabetes foram incluídos no estudo mais recente.




Os cientistas verificaram apenas os relógios epigenéticos dos participantes como uma reflexão tardia, descobrindo que quatro medidas diferentes dos relógios epigenéticos de cada um dos participantes haviam revertido significativamente no processo.
"Isso levou a crer que o efeito biológico do tratamento era potente", disse Horvath. Seis participantes forneceram amostras de sangue seis meses após o tratamento, e o efeito permaneceu o mesmo, o que tornou Horvath muito otimista para testes futuros. Os testes incluirão participantes com idades mais diversificadas, assim como sexo e etnia, e os três medicamentos serão testados independentemente para determinar efeitos específicos

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Este artigo foi publicado originalmente por SputnikNews






segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Cientistas pensam ter descoberto processo para retardar o envelhecimento

Uma publicação na revista Nature Medicine da Universidade de Minnesota no início de 2018,  mostrou que é possível reduzir células danificadas, eliminar células que estão envelhecendo e aumentar o tempo vida nos ratos que foram as cobaias desta investigação em laboratório. Agora a mesma equipe usou um tratamento com Fisetina para conseguir resultados também positivos.





Conforme os seres vivos envelhecem, os seus corpos vão acumulando ao longo da vida células danificadas. Quando as células atingem um certo nível de deterioração entram num processo de envelhecimento chamado de senescência. Elas libertam fatores inflamatórios que informam ao sistema imunológico que está na hora de livrar-se daquelas células. Mas quando as pessoas começam a envelhecer, estas células não são retiradas de forma eficiente e começam a acumular-se, o que causa um nível baixo da inflamação que libera as enzimas, que por sua vez vão degradar os tecidos.

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O cientista principal Paul Robbins e sua equipe usaram uma substância natural encontrada em frutas e verduras, chamada Fisetina, para reduzir a quantidade dessas células danificadas no organismo. Identificaram-na ao tratar ratos de meia-idade com este componente. O resultado foi que os animais melhoraram a saúde e tiveram uma vida mais longa. O artigo que apresenta a pesquisa foi publicada na revista EBioMedicine.

“Esses resultados sugerem que podemos aumentar a nossa saúde por mais tempo, até mesmo até mais próximo do fim da vida”, diz Robbins. “Mas ainda há muitas questões para ser discutidas, incluindo a dosagem correta”.

Sempre existiram limitações importantes sobre como determinar em quais tecidos um determinado medicamento está atuando. Até agora, os pesquisadores não tinham uma forma de identificar se um tratamento atacava particularmente as células que estão envelhecendo.

Com a ajuda de Edgar Arriaga, professor do departamento de química da universidade, os cientistas usaram citometria de massa, ou CyTOF, uma tecnologia aplicada pela primeira vez na pesquisa de envelhecimento. Até agora esta foi a única universidade a utilizar o CyTOF .

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Além de mostrar que o medicamento funciona, esta é a primeira demonstração que mostra os efeitos da droga num conjunto de células danificadas num tecido específico

A Fisetina é encontrada em vegetais como morango, maçã, caqui, cebolas e pepinos.



Fonte//Hypescience