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sábado, 23 de março de 2019

As geleiras ao derreter, revelam cadáveres e doenças antigas


As geleiras do Monte Evereste estão derretendo e corpos enterrados no gelo durante décadas abaixo estão começando a surgir. Os exploradores estão começando a encontrar os cadáveres de alpinistas que tentaram escalar a montanha.
Centenas de pessoas morreram enquanto tentavam escalar a montanha desde a década de 1990, e pensa-se que a maioria dos corpos ainda esteja enterrada sob a neve. Agora, graças ao derretimento das geleiras devido às mudanças climáticas, esses corpos estão aparecendo.


Photo ISTOÈ

Antartida está a perder massa de gelo a ritmo alarmante



O derretimento das geleiras é uma preocupação crescente não apenas no Monte Evereste, mas em todo o mundo. Desde o início do século XX, os glaciares diminuíram rapidamente com várias calotas polares, geleiras e plataformas de gelo destruídas por completo, de acordo com o National Snow and Ice Data Center.
Por exemplo, o número de glaciares no Glacier National Park, lar de cerca de 150 glaciares quando criado pelo Presidente Taft em 1910, está reduzido para menos de 30.
Como Elizabeth Kolbert alertou no seu artigo da The New Yorker de 2016 "A Groenlândia está derretendo", as temperaturas globais nos últimos anos fizeram com que a camada de gelo da Groenlândia despertasse "de seu sono pós-glacial.” A temporada de derretimento deste ano começou tão cedo, em abril, que quando os dados começaram a aparecer, muitos cientistas não conseguiam acreditar. 





O gelo ao derreter expôs tanto os mistérios, como antigas formas de vida sepultadas profundamente abaixo da superfície e agora tornadas visíveis. Um horror absoluto: cadáveres e doenças antigas.
De acordo com um estudo de 2015 publicado na PNAS, um vírus de 30 mil anos foi encontrado no permafrost do Ártico, aumentando a preocupação de que o aumento das temperaturas poderia levar ao aumento de doenças mortais e arcaicas.
Tenzeeg Sherpa, tesoureiro da Associação Nacional de Guias de Montanha do Nepal, disse à CNN que a mudança climática teve um profundo impacto no Nepal, mas que o governo não sabe como lidar adequadamente com corpos encontrados na montanha.
Segundo a lei nepalesa, as agências governamentais devem estar envolvidas quando lidam com corpos.
Sherpa disse que trazem a maioria dos cadáveres para as cidades, mas não podem fazer isso a todos. 


Photo Hazu

Ártico encerra perigo que ameaça todo o planeta



Para os que ficaram na montanha, a associação faz orações e cobre-os com pedras e gelo.

"A maioria dos alpinistas está preparada mentalmente para se deparar com essa visão", disse Tshering Pandey Bhote, vice-presidente da Associação Nacional de Guias de Montanha do Nepal, à BBC News.


Cientistas descobrem buraco gigante na Antártida

Paisagem ártica surge depois de 40.000 mil anos enterrada no gelo

Cientistas descobrem abundância de vida nas profundezas geladas do Oceano Ártico


Fonte//ScienceAlert




sábado, 9 de março de 2019

Está chovendo no gelo da Groenlândia, no inverno, e isso é muito mau


Os dias de chuva são cada vez mais comuns em partes da Gronelândia normalmente cobertas por gelo, provocando a fusão rápida do gelo e fragilizando a superfície, potenciando um degelo generalizado.
A revista científica The Cryosphere divulgou num estudo, que algumas partes da camada de gelo estão a ter chuva no inverno em vez de neve, um fenómeno que se vai aumentar à medida que o clima continuar a aquecer.


Photo SicenceDaily

Cientistas avisam que o oceano está ficando sem oxigênio



A Gronelândia tem vindo a perder gelo nas últimas décadas devido ao aquecimento progressivo. Desde os anos 90 que as temperaturas médias sobre o manto de gelo subiram 1,8ºC no verão e até 3ºC no inverno.
Estimativas indicam que o manto gelado esteja a perder 270 mil milhões de toneladas de gelo em cada ano. Até recentemente grande parte do gelo  partia-se de perdia-se em icebergues, mas agora é o derretimento, que já representa 70% das perdas, principalmente por causa da chuva.
A investigação analisou dados recolhidos entre 1979 e 2012, comparando imagens de satélite e observações meteorológicas, para perceber o que estava a provocar a fusão em locais específicos.
Segundo a principal autora do estudo, Marilena Oltamnns, do Centro Geomar para Pesquisas Oceânicas, da Alemanha, durante o período em análise o degelo associado à chuva duplicou no verão e triplicou no inverno.

A fusão dos mantos de gelo pode ser causada por uma complexidade de fatores, mas a água líquida é o mais culpado, disse Marco Tedesco, da Universidade de Colúmbia, Estados Unidos, e outro dos autores do estudo.
As temperaturas mais altas tornam mais provável que as condições atmosféricas mudem e em que precipitação toma a forma de chuva, que carrega grande quantidade de calor, e não de neve. Segundo os investigadores, essas condições produzem uma fusão do gelo que se auto alimenta e que continua mesmo depois da chuva.




Existem efeitos a longo prazo, dizem os autores do estudo. Eles acreditam que parte da água derretida se esvai, mas o restante congela, transformando a neve, em massas mais escuras e densas de gelo. Esse gelo absorve a radiação solar com mais facilidade do que a neve, que provoca mais derretimento, num circuito vicioso.
Embora a chuva esteja atingindo partes cada vez mais distantes do gelo no verão, as chuvas de inverno por enquanto parecem limitadas ás elevações mais baixas no sul e no sudoeste da Groenlândia.
"O gelo deve ganhar massa no inverno quando neva, mas cada vez mais perde massa pelo derretimento", disse Oltmanns.


Photo Revista Piaui


O que irá acontecer á humanidade se a Antártida colapsar



A Gronelândia não é o único lugar do norte do planeta afetado pelo aumento da chuva no inverno, em vez de neve. Chuvas anormais no norte do Canadá deixaram um manto de água que congelou, aprisionando as plantas que renas e bois almiscarados comiam procurando através da neve solta. Manadas inteiras foram dizimadas por causo disto.
E um estudo recém publicado sobre uma zona perto de Fairbanks, no Alasca, mostra que o aumento das chuvas de primavera está se infiltrando no permafrost, descongelando-o e liberando grandes quantidades de metano, um gás de efeito estufa altamente perigoso.

Entre 1993 e 2014, a subida global do nível do mar amentou de cerca de 2,2 milímetros por ano para 3,3 milímetros, e acredita-se que grande parte desse aumento deve-se ao derretimento da Groenlândia.
O estudo foi co-autoria de Fiammetta Straneo do Scripps Institution of Oceanography.


Alterações climáticas podem tornar os verões mais tempestuosos

As alterações climáticas estão impedindo as plantas de processar o CO2

Aumento na força das ondas colocam em risco áreas costeiras



Fonte//ScienceDaily




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Cidades costeiras invadidas por “tsunamis” de gelo nos EUA




As cidades costeiras junto aos Grandes Lagos da América do Norte, entre os Estados Unidos e o Canadá, foram invadidas por enormes blocos de gelo, provocando faltas de energia e problemas no tráfego aéreo.
 A causa destas massas de gelo foi a intensidade do vento, com rajadas na ordem dos 100 quilómetros por hora que levantaram o gelo depositado na superfície dos lagos e o arrastaram para dentro das cidades. Não é a primeira vez que o fenómeno destes acontece na zona este norte-americana. Mas desta vez chegou mais cedo e foi mais intenso do que no passado.


Photo O observador


Estes tsunamis de gelo acontecem quando ventos muito fortes incidem diretamente em zonas de costa ligeiramente inclinadas e levantam o gelo que está a superfície do lago.
 Quanto menos inclinação tiver a costa, mais o gelo é empurrado para dentro da cidade. Foi isso o que aconteceu em cidades como Hamburg em Nova York, nos EUA ou em Fort Erie, no Canadá.
Estas tempestades são mais vulgares no início da primavera, quando gelo começa a derreter.  “Nunca houve gelo a chocar contra as paredes e a entrar nos pátios”, garantiu um residente à WGRZ.




Isto aconteceu devido á combinação de dois fatores. Além dos ventos fortes que se registaram nos Grandes Lagos, houve uma grande mudança na temperatura que fez com que o gelo expandir e depois voltasse a contrair. Isso obrigou o gelo a mover-se e entrar pela costa formando autênticas paredes que invadiram as cidades como uma grande onda. Essas paredes geladas podem chegar a ter mais de 90 centímetros de largura e 1,50 metros de espessura.
Em 1822, um naturalista norte-americano não identificado alegou ter visto “rochas, ao nível do chão, deslocar-se gradualmente ao longo do leito de um lago ultrapassando todos os obstáculos”, conta a National Geographic.
A partir dessa data, foram registados fenómenos semelhantes noutras latitudes do hemisfério norte. E, em 2001, voltou a  acontecer, quando um “tsunami” de gelo com quase cinco metros de altura invadiu o Alaska saído do Mar de Tchuktchi.



Várias imagens destas invasões do gelo mostram barreiras de blocos de gelo a ladear as estradas ao longo do rio Niágara, em Fort Erie. Um homem garantiu que este fenómeno foi “uma das coisas mais loucas” que alguma vez testemunhou e que o gelo está a derrubar árvores e candeeiros.

O que irá acontecer á humanidade se a Antártida colapsar


A National Weather Service em Buffalo avisou: “Esta é uma situação particularmente perigosa! Se tem de viajar, prepare-se para encontrar estradas interrompidas, danos extensos e linhas de energia caídas”. Além disso, o Serviço de Emergência da Cidade de Hamburg também informou estar a decorrer uma evacuação de Hoover Beach neste momento.


Fonte//Natgional Geografic




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Derretimento do gelo antártico pode submergir cidades inteiras


Segundo os cientistas, o nível do mar está aumentando, e fundamentados numa análise comparativa entre temperaturas e nível do mar de hoje e as registadas há mais de 100.000 anos, receiam que o rápido derretimento que está acontecendo na Antártida acelere o processo de forma alarmante.


Photo The Verge


Antartida está a perder massa de gelo a ritmo alarmante


Pesquisas recentes estudaram as temperaturas globais há cerca de 115.000 anos e descobriram que eram as mesmas que agora. No entanto, naquela época, vulgarmente conhecida como Eemiana, as temperaturas quentes do oceano causaram um derretimento do gelo avassalador, fazendo subir rapidamente o nível do mar.
O mesmo fenômeno pode estar acontecendo agora, A revelação assustadora é que, se as temperaturas oceânicas atuais são as mesmas que se registaram durante o período Eemiano, isso significa que o planeta poderá em breve sofrer uma subida rápida e devastadora do nível do mar.





"Se realmente o gelo da Antártida derreter como aconteceu no passado, não há nenhuma maneira fugir á subida do nível do mar em dezenas de metros," advertiu Rob Deconto, um especialista da Antártida na Universidade de Massachusetts, referindo-se aos inovadores modelos de computador detalhando o período Eemiano. Alertou que se as plataformas de gelo da Antártica passassem por fenômenos semelhantes, isso poderia trazer um verdadeiro desastre à Terra.


Ártico encerra perigo que ameaça todo o planeta



Se os oceanos aumentarem em apenas 1,80m, grandes áreas das cidades costeiras ficarão totalmente submersas.
"O que nós apontamos foi, se os acontecimentos observados na Groenlândia se estenderem a ambientes análogos na Antártida, então, como a Antártida tem uma camada de gelo muito espesso, as consequências seriam potencialmente catastróficas devido ao aumento do nível do mar ", disse DeConto.



Fonte//SputnikNews