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domingo, 31 de março de 2019

O aquecimento global vai permitir a expansão de doenças tropicais


Se o aquecimento global continuar, cerca de mil milhões de pessoas ficarão sujeitas a contrair doenças como a febre dengue, afirmam cientistas que estudaram as temperaturas no mundo e concluíram que as doenças de climas tropicais estão em expansão.
Os investigadores afirmam que estas doenças, de origem tropical, chegarão a zonas do globo cujo clima atual é pouco favorável é procriação dos mosquitos, provocando epidemias devido aos vírus que estes propagam.


Photo Pixabay

A “vaquita” está mesmo em vias de extinção, vítima das redes de pesca


As alterações climáticas são a maior e mais complexa ameaça à saúde mundial”, afirmou o biólogo Colin Carlson, da universidade norte-americana de Georgetown, em Washington, referindo que “os mosquitos são só uma pequena parte do problema”, tendo a preocupação aumentado depois da epidemia de Zika no Brasil em 2015.
O estudo, publicado esta sexta-feira no boletim científico PLOS, baseou-se no registo mensal das temperaturas mundiais.
Nos próximos cinquenta anos, em quase todo o mundo, as pessoas estarão suscetíveis de contrair doenças sazonais dos trópicos. Zonas, até agora demasiado frias para a existência desses vírus como a América do Norte, a Europa e zonas montanhosas dos trópicos, vão ter que viver com estas novas doenças, como a dengue.





Á medida tempo que o clima aquece, potencia o aumento da população de mosquitos, e nas zonas onde estes já existem e propagam essas doenças o risco pode até diminuir  pois porque fica demasiado quente para os insetos sobreviverem.
Más notícias por um lado e boas notícias por outro, mas acaba por ser mau, porque numa região em que fique demasiado quente para a transmissão do dengue há outras ameaças para a saúde que são igualmente graves.

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Fonte//Plos




domingo, 23 de setembro de 2018

A poluição plástica esta contaminar todas as cadeias alimentares

Sabemos que a poluição plástica é um grande problema para os oceanos do mundo, mas os cientistas acabam de descobrir uma maneira pela qual os microplásticos estão saindo da água e entrando noutras cadeias alimentares, por meio de mosquitos.

O que acontece é que as larvas de mosquitos ingerem os microplásticos  enquanto vivem água antes de se transformarem em mosquitos,

Esses insetos adultos fornecem são o alimento de pássaros, morcegos e outros animais, o que significa que os microplásticos estão acabando nos estômagos de animais terrestres, não apenas de criaturas marinhas.

Este processo é tecnicamente conhecido como transferência ontogênica, ou seja, se movimenta  nos vários habitats.

 

Uma vez que os mosquitos transportadores de plástico tenham sido comidos por pássaros e morcegos, a transmissão dos microplasticos pode, então, ir mais longe noutras cadeias alimentares e ecossistemas, de acordo com os investigadores da Universidade de Reading, no Reino Unido.

 

"Esta é uma pesquisa reveladora, que nos mostrou pela primeira vez que os microplásticos são capazes de transitar por vários estágios da vida nos insetos, permitindo que eles contaminem todos os tipos de criaturas vivas que normalmente não seriam expostas a eles", diz a biológica Amanda Callaghan.

 

"É uma realidade chocante que o plástico esteja contaminando quase todos os nichos do meio ambiente e seus ecossistemas. Callaghan e seus colegas colocaram micro-esferas de plástico fluorescente em larvas de mosquito em laboratório e monitoraram seu crescimento através de um microscópio.

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O plástico permaneceu no local através do estágio pupal não alimentar e no inseto adulto, através dos túbulos de Malpighi (estruturas equivalentes aos rins humanos).

 

Os microplásticos podem levar centenas de anos para serem decompostos no meio ambiente, e o estudo mostrou que, quanto menor o tamanho das partículas de  plástico, maior a probabilidade de ficarem  nos corpos dos mosquitos.

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Já sabemos que os plásticos que poluem nossos oceanos e cursos de água podem ter um efeito prejudicial sobre a vida selvagem e transmitir-se na cadeia alimentar .

A ativista dos amigos da Terra, Emma Priestland, que não participou da pesquisa, disse que as descobertas são "perturbadoras".

 

"Saber que o plástico pode ser transferido do estágio larval para o mosquito adulto, que serve como alimento para uma infinidade de animais maiores, destaca a urgência com a qual precisamos reduzir urgentemente a propagação dos microplasticos no ambiente

Sabemos que, à medida que o plástico penetra no mundo natural, ele pode passar mais e mais entre os animais e, em última análise, ter sérias consequências para os ecossistemas naturais.

 

Fonte //SienceAlert