sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Boeing fez voo teste com o seu carro voador


O protótipo do “carro voador” da Boeing fez na passada quarta-feira, um voo de teste, marcando mais um passo na revolução do transporte urbano e dos serviços de entrega.
A aeronave da Boeing é parte helicóptero, parte de drone e parte avião de asa fixa. Ele levantou alguns metros do chão e fez uma aterrissagem suave depois de menos de um minuto no ar. O veículo tem 30 pés de comprimento e 28 pés de largura. É alimentado por um sistema de propulsão elétrica e tem uma autonomia de até 50 milhas.
A empresa espera atingir a velocidade máxima com as duas opções de carros voadores capazes de transportar dois e quatro passageiros cada. Os testes estão planeados para o final deste ano com uma versão de transporte de mercadorias que pode levantar até 226,8 quilos.



Photo captura do Youtube, Boeing


ORA R1 o pequeno elétrico mais barato do mundo



A Boeing disse que está trabalhando com a SparkCognition Inc e a US Federal Aviation Administration para desenvolver um sistema de gestão de tráfego para estradas tridimensionais e resolver os problemas de regulamentos e segurança que permitiriam que veículos autônomos voassem com segurança contornando os edifícios.





A empresa também comprou a Aurora Flight Sciences no ano passado para acelerar o desenvolvimento de uma frota de veículos aéreos autônomos e está trabalhando  com o serviço UberAIR da Uber Technologies para voos que devem estar disponíveis para pedidos por smartphones por volta de 2023.

Os concorrentes mais próximos da Boeing são a Airbus, que afirma já ter realizado vários voos de teste de veículos voadores. A Volocopter, que testou um pequeno drone de helicóptero, movido por 18 motores elétricos e a AeroMobil, que tem um conceito de limusine que pode se transformar em uma aeronave de asa fixa.






A empresa está em concorrência com a Airbus SE e várias outras empresas para criar um pequeno veículo autónomo e voador capaz de descolar e pousar na vertical para o uso diário. O teste, que aconteceu na terça-feira em Manassas, Virgínia, mostrou que isso é possível, embora o próximo passo seja fazer o veículo deslocar-se.


Primeiro carro voador do mundo à venda em Outubro




Fonte//SputnikNews





quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Mecanismo que acreditava-se provocar o câncer na verdade o previne


O mecanismo que leva formação do câncer é amplamente conhecido. As células de determinada região do corpo multiplicam-se de maneira descontrolada, levando à criação de tumores. Nosso corpo possui mecanismos para nos proteger desta multiplicação descontrolada. Pontas moleculares chamadas telómeros protegem as extremidades dos cromossomos e evitam que eles se fundam quando as células continuamente se dividem e duplicam seu DNA. É a perda destes telómeros pode levar ao câncer.


Photo Instituto Salk



Oito hábitos que aumentam a esperança média de vida



Estudando esta relação entre os telómeros e o câncer, cientistas do Instituto Salk, uma instituição americana de pesquisa biológica e de saúde, fizeram uma descoberta surpreendente. Um processo de reciclagem celular chamado autofagia, geralmente considerado um mecanismo de sobrevivência das células, faz justamente o oposto. Ajuda a morte das células, prevenindo o câncer.

O trabalho, publicado ontem (23) na revista Nature, revela que a autofagia é um caminho completamente novo para evitar tumores e sugere que tratamentos para bloquear o processo, num esforço para reduzir o câncer, podem, sem querer, ajuda-lo desde o início. “Esses resultados foram uma surpresa completa. Existem muitos pontos que impedem que as células se dividam descontroladamente se tornem cancerosas, mas não esperávamos que a autofagia fosse uma delas”, diz Jan Karlseder, professor do Laboratório de Biologia Molecular e Celular de Salk e principal autor do estudo da matéria publicada no site da instituição.






Cada vez que as células duplicam seu DNA para se dividir e crescer, seus telómeros ficam um pouco mais curtos. Quando esses telómeros tornam-se tão curtos que não conseguem cumprir sua função que é proteger efetivamente os cromossomos, as células recebem um sinal para parar de se dividir. Mas ocasionalmente, devido a algum vírus causador de câncer ou outros fatores, as células não entendem a mensagem e continuam dividindo-se. Com os telómeros curtos ou inexistentes, as células entram em um estado chamado “crise”, no qual os cromossomos desprotegidos podem se fundir e se tornar disfuncionais, uma característica de alguns tipos de câncer.

Por outro lado, muitas vezes a crise resulta em morte celular disseminada que impede que as células pré-cancerosas continuem a desenvolver o câncer. O mecanismo subjacente a essa morte celular benéfica ainda não está bem esclarecido.
Muitos cientistas presumiram que a morte celular “crise” ocorre através da apoptose, que juntamente com a autofagia é um dos dois tipos de morte celular programada. Mas ninguém estava fazendo experiencias para descobrir se esse era realmente o caso”, diz no texto Joe Nassour, outro membro da equipa.


Da esquerda: Adriana Correia, Joe Nassour, Jan Karlseder, Robert Radford, Reuben Shaw e Javier Miralles Fusté
Photo Instituto Salk


Para tentar entender todo esse processo, Karlseder e Nassour usaram células humanas saudáveis ​​para realizar uma série de experiencias, nos quais eles compararam células normalmente em crescimento com células que forçadas a entrar em crise. Ao desativar vários genes limitadores do crescimento (também conhecidos como genes supressores de tumores), Os cientistas permitiram que as células se reproduzissem com naturalidade, ficando os seus telómeros  cada vez mais curtos no processo.
Para saber qual tipo de morte celular responsável pela maior parte das mortes em crise, eles examinaram marcadores morfológicos e bioquímicos de apoptose e autofagia. Embora ambos os mecanismos sejam responsáveis ​​por um pequeno número de células que morrem nas células em crescimento normal, a autofagia foi de longe o mecanismo dominante de morte celular no grupo em crise, onde muito mais células morreram.

Quando impediam a autofagia em células em crise, eles obtiveram resultados impressionantes. Sem a morte celular via autofagia para detê-las, as células replicavam-se incessantemente. Além disso, quando a equipe analisou os cromossomos dessas células, elas estavam fundidas e desfiguradas, indicando danos severos ao DNA, idênticos aos observados em células cancerígenas, revelando que a autofagia é um importante mecanismo de prevenção do câncer. A imagem acima mostra a importância do mecanismo. Os 23 pares de cromossomos à esquerda são das células em que a autofagia está funcionando. Eles são normais e saudáveis, sem aberrações estruturais ou numéricas. Cada cor representa um par cromossômico único. À direita, estão os cromossomos das células em que a autofagia não está funcionando. Eles mostram aberrações tanto estruturais quanto numéricas, com segmentos adicionados, excluídos ou trocados entre os cromossomos, típico do câncer.

A equipe também testou o que acontecia quando tipos específicos de danos ao DNA eram induzidos nas células normais, seja nas extremidades dos cromossomos, através da perda de telómeros, ou nas regiões intermediárias. As células com perda de telómeros ativaram a autofagia, enquanto células com danos no DNA de outras regiões cromossômicas ativaram a apoptose. Isso mostra que a apoptose não é o único mecanismo para destruir células que podem ser pré-cancerosas devido a danos no DNA e que há uma interligação entre os telómeros e a autofagia.






O trabalho revela que, em vez de ser um mecanismo que estimula o crescimento não autorizado de células cancerígenas (ao canibalizar outras células para reciclar matérias-primas), a autofagia é na verdade uma salvaguarda contra esse crescimento. Sem autofagia, as células que perdem outras medidas de segurança, como os genes que combatem tumores, avançam para um estado de crise de crescimento descontrolado, danos galopantes no DNA e, frequentemente, câncer.
“Este trabalho é emocionante porque representa tantas descobertas completamente novas. Nós não sabíamos que era possível que as células sobrevivessem à crise; nós não sabíamos que a autofagia está envolvida com a morte celular em crise; nós certamente não sabíamos como a autofagia previne o acúmulo de danos genéticos. Isso abre um campo completamente novo de pesquisa que estamos ansiosos para seguir”, termina Jan Karlseder.



Cientistas pensam ter descoberto processo para retardar o envelhecimento





quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Cientistas recriaram uma super onda em laboratório



Na plataforma de petróleo Draupner, na costa da Noruega, era normal serem atingidos por ondas enormes. Mas às 15h no dia de Ano Novo em 1995 foi atingida por uma fenomenal.
Chegando a quase 26 metros era o tipo de onda que espera-se que acontece uma vez de 100 em 100 anos. Agora os cientistas finalmente têm evidências sólidas das forças envolvidas na formação da onda.

Photo Varelanoticias

Aumento na força das ondas colocam em risco áreas costeiras


Uma equipe de engenheiros das Universidades de Oxford e Edimburgo criou um cruzamento de ondas em uma piscina circular numa tentativa de criar uma tempestade perfeita.
"O tamanho da onda Draupner em 1995 foi o arranque para estudos sobre essas ondas e levou a muitos anos de pesquisa na física dessas ondas ", afirmou o engenheiro Mark McAllister, da Universidade de Oxford.
"Ao recriar a onda Draupner no laboratório, aproximamos-mos um pouco mais da compreensão dos mecanismos potenciais desse fenômeno."


Photo Journal of Fluid Mechanics, 2019

Ondas gigantes como a que atingiu Draupner são, literalmente, lendárias, havendo de fato ocorrências de navios que encontram estas montanhas  de água nascendo do nada.
As Boias mediram ondas de até 19 metros, enquanto os navios já foram apanhados por ondas com quase 30 metros de altura. Ao contrário das ondas provocadas por tempestades e correntes, essas ondas nascem do caos de padrões de ondas interferentes, atingindo sem aviso prévio.
A onda Draupner de 1995 foi um marco, a primeiro de seu tipo a ser registrado por instrumentos científicos, tornando-a objeto de investigação nas últimas duas décadas.

Existem duas teorias que descrevem a mecânica destas grandes ondas. Para desmistificar os investigadores construíram uma versão em miniatura destas ondas monstruosas em laboratório para testar que tipos de fenomeno dão origem a algo realmente impressionante.



A equipe conduziu as suas experiencias num tanque de teste circular de 25 metros de diâmetro no FloWave Ocean Energy Research Facility, no Reino Unido, criando ondulação de vários ângulos para encontrar quais formavam as ondas em estudo.
Descobriram que varias ondas cruzando-se a 120 graus poderiam criar uma onda gigante ocasional.

No vídeo abaixo pode-se ver o movimento das ondas.




"Esta observação de laboratório não apenas esclarece como a famosa onda Draupner pode ter ocorrido, mas também destaca a natureza e o significado da quebra da onda ao encontrar diversas condições de mar", disse o pesquisador sênior do estudo, Ton van den Bremer, da Universidade de Oxford.
A mini onda simula as ondas reais, fotografadas em mar aberto, deixando a equipa confiante de que estava no caminho certo.


Mas para os investigadores, também havia a explicar uma obra de arte famosa do Japão sobre estas ondas.
O artista japonês Katsushika Hokusai,  representou  a grande onda de Kanagawa  que está entre as representações mais famosas do mundo de uma onda gigante, representada em tudo, desde t shirts a canecas a tapeçarias.

É impossível dizer se Hokusai realmente viu as tais ondas ou apenas ouviu descrições.
Tem sido sugerido que o artista estava ilustrando um momento da história japonesa, na altura em que o Japão estava prestes a ser inundado pela cultura ocidental. O rebentamento de uma onda gigante no oceano aberto seria a metáfora perfeita para um Japão em mudança.
A plataforma de petróleo Draupner foi projetada e construída para resistir a ondas maiores que ade 1995, e sofreu apenas pequenos danos.


Atingido o ponto mais profundo do Oceano Atlântico



Mas muitas outras estruturas e embarcações não tiveram tanta sorte, havendo muitas que naufragaram.
Estudos como este servem para destacar as condições que tornam as ondas gigantes mais prováveis ​​e, tornar as viagens oceânicas muito mais seguras.



Fonte//ScienceAlert