sábado, 16 de fevereiro de 2019

Toyota quer transformar ar em combustivel



A aposta que faz a Toyota nos veículos movidos hidrogénio com célula de combustível (fuel cell) leva a uma pesquisa avançada para a produção do hidrogénio.
Em comunicado oficial a Toyota começa com algo surpreendente. “Como por magia, colocamos um dispositivo específico em contacto com o ar que respiramos, expomo-lo à luz solar, e este produz combustível, gratuito”.


Photo AMGoncalves

Automóveis elétricos , ecológicos mas não muito




Parece realmente utópico. Combustível de graça?
 Sim o combustível daí retirado é 100% gratuito, e é hidrogénio.
 A Toyota está na vanguarda dos veículos que usam já as células de combustível, recorrendo ao hidrogénio para produzir energia elétrica, este sim combustível abundante e limpo.
Apesar de ser o elemento mais abundante do universo, está “acoplado” a outro elemento, o oxigénio, e assim os dois formam a molécula da água H2O.
Para separar estes dois elementos são necessários, atualmente, complicados e dispendiosos processos, recorrendo-se ainda a combustíveis fosseis como fonte energética para esta separação, sendo, até agora, este um dos grandes entraves á produção em massa dos carros movidos a hidrogénio.


Mas a Toyota pretende mudar isso, e fez uma parceria com a DIFFER (Dutch Institute for Fundamental Energy Research) tendo já desenvolvido um dispositivo capaz de absorver o vapor de água existente no ar, separando os dois elementos recorrendo á energia solar.
A razão deste projeto é, porque o planeta necessita de combustíveis limpos e sustentáveis, onde se inclui o hidrogénio correndo o risco de “asfixiar” se não for reduzido o uso de combustíveis fosseis, e consequente emissão de gazes de estufa.








A divisão de Pesquisa Avançada de Materiais da TME (Toyota Motor Europe) e o grupo dos Processos Catalíticos e Eletromecânicos para Aplicações Energéticas da DIFFER, liderado por Mihalis Tsampas, trabalharam em conjunto para conseguir um método que permite a divisão da molécula da água nos seus elementos constituintes, quando a água está na forma gasosa (vapor) e não na forma líquida.
Trabalhar com gás em vez de líquido tem várias vantagens. As vantagens são em primeiro lugar porque os líquidos apresentam alguns problemas, como a formação de bolhas e depois na forma gasosa, não são necessárias instalações de purificação, e finalmente como a agua usada é a que está no ar a tecnologia pode ser usada onde não há agua disponível.


Photo Razaoautomovel

Espanha aposta no hidrogenio como combustivel para automoveis



A TME e a DIFFER, desenvolveram uma nova célula foto eletroquímica no estado sólido, capaz de capturar água do ar, e, após exposição solar, gera hidrogénio.
 O primeiro protótipo atingiu uns impressionantes 70% da produtividade obtida por um dispositivo equivalente usando água, o que é bastante prometedor. O sistema é composto por membranas poliméricas de eletrólitos, foto elétrodos porosos e materiais absorventes de água, que são combinados num dispositivo específico com uma membrana.








O projeto, conseguiu que lhe fossem atribuídos fundos do Fundo NWO ENW PPS.
"O próximo passo é tentar melhorar o dispositivo. O primeiro protótipo usava foto elétrodos muito estáveis, mas com limitações.O material usado apenas absorvia luz UV, o que é menos de 5% de toda a luz solar que chega à Terra. A próxima fase passa por aplicar materiais de ponta e otimizar a arquitetura aumentando a absorção de água e da luz solar”, afirmou Mihalis Tsampas.



                                                                         O protótipo da célula fotoeletroquímica 
                                                          Photo Razaoautomivel

Hidrogénio,o combustivel limpo, atrai paises asiaticos

  

Depois de ultrapassado este obstáculo, talvez seja possível aumentar a escala da tecnologia. As células foto eletroquímicas usadas para produzir hidrogénio são muito pequenas (à volta de 1 cm2). Para serem economicamente viáveis têm que crescer, pelo menos, 100 a 1000 vezes.
 Segundo Tsampas, apesar de ainda não terem conseguido totalmente, tem esperança que estes sistemas possam servir não só para os automóveis, como também produzir energia para as habitações.







sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Derretimento do gelo antártico pode submergir cidades inteiras


Segundo os cientistas, o nível do mar está aumentando, e fundamentados numa análise comparativa entre temperaturas e nível do mar de hoje e as registadas há mais de 100.000 anos, receiam que o rápido derretimento que está acontecendo na Antártida acelere o processo de forma alarmante.


Photo The Verge


Antartida está a perder massa de gelo a ritmo alarmante


Pesquisas recentes estudaram as temperaturas globais há cerca de 115.000 anos e descobriram que eram as mesmas que agora. No entanto, naquela época, vulgarmente conhecida como Eemiana, as temperaturas quentes do oceano causaram um derretimento do gelo avassalador, fazendo subir rapidamente o nível do mar.
O mesmo fenômeno pode estar acontecendo agora, A revelação assustadora é que, se as temperaturas oceânicas atuais são as mesmas que se registaram durante o período Eemiano, isso significa que o planeta poderá em breve sofrer uma subida rápida e devastadora do nível do mar.





"Se realmente o gelo da Antártida derreter como aconteceu no passado, não há nenhuma maneira fugir á subida do nível do mar em dezenas de metros," advertiu Rob Deconto, um especialista da Antártida na Universidade de Massachusetts, referindo-se aos inovadores modelos de computador detalhando o período Eemiano. Alertou que se as plataformas de gelo da Antártica passassem por fenômenos semelhantes, isso poderia trazer um verdadeiro desastre à Terra.


Ártico encerra perigo que ameaça todo o planeta



Se os oceanos aumentarem em apenas 1,80m, grandes áreas das cidades costeiras ficarão totalmente submersas.
"O que nós apontamos foi, se os acontecimentos observados na Groenlândia se estenderem a ambientes análogos na Antártida, então, como a Antártida tem uma camada de gelo muito espesso, as consequências seriam potencialmente catastróficas devido ao aumento do nível do mar ", disse DeConto.



Fonte//SputnikNews




Empresa israelense expande produção medicinal de cannabis


Uma empresa israelense, a Intercure, revelou planos de se expandir para 10 países nos próximos dois anos para produzir cannabis.
O presidente da empresa, Ehud Barak, disse à Reuters que isso é para atender à crescente procura por esta planta para fins medicinais.
A InterCure, uma holding de pequenas empresas médicas, comprou a Canndoc, desenvolvedora de cannabis medicinal, em setembro. Mais tarde, contratou Barak, um ex-comando do exército e primeiro-ministro israelense como presidente.

Photo AfricaNews


Mecanismo que acreditava-se provocar o câncer na verdade o previne



O que decidirá a quota de mercado dos diferentes intervenientes será aquele que avançou totalmente à frente dos outros e conseguiu um círculo mais amplo de utilizadores em muitos territórios ao abrigo dos diferentes regulamentos.
Israel foi o primeiro país a emitir esses padrões altamente exigentes para a cannabis medicinal, que agora são replicados na Alemanha com poucas modificações, acreditamos que seguirão na Grã-Bretanha e na Europa e até mesmo nos Estados Unidos quando legalizarem a cannabis medicinal”, disse Barak à Reuters.




A InterCure já tem mais de 1 tonelada métrica de Cannabis medicinal que foi cultivada numa fazenda no norte de Israel. A empresa está expandindo a plantação e vai começar uma nova no sul de Israel, além de outras na Europa e em outros lugares. O objetivo é produzir 100 toneladas até meados de 2020.

"O mercado da terceira idade, vai ser a maior fração do mercado, maior ainda que a da população geral, por causa da necessidade melhores cuidados de saúde. ", disse Barak, acrescentando que a cannabis medicinal de grau farmacêutico é um negócio promissor.
Barak disse que a InterCure estava finalizando acordos com distribuidores e produtores para vender cannabis medicinal na Europa, mas recusou-se a dar detalhes.
As empresas israelenses que beneficiam de um clima favorável e experiência em tecnologias médicas e agrícolas estão entre os maiores produtores mundiais de cannabis medicinal.

Photo AfricaNews

Cientistas pensam ter descoberto processo para retardar o envelhecimento



O governo de Israel aprovou uma lei para permitir a exportação de cannabis medicinal a 27 de janeiro. A legislação permite que empresas aprovadas pelo órgão regulador da saúde e pela polícia exportem cannabis medicinal para países que permitem seu uso.
Barak disse que pode levar vários meses até que o governo conclua o processo para emitir as licenças necessárias.




Fonte//AfricaNews