terça-feira, 5 de março de 2019

'Elixir da Imortalidade' descoberto em túmulo chines com 2 mil anos


Arqueólogos da província de Henan, no centro da China, encontraram o famoso “elixir da imortalidade” descrito na antiga literatura taoísta, informou a agência de notícias Xinhua.
Cerca de 3,5 litros do líquido foram encontrados num pote de bronze encontrado num túmulo da dinastia Han ocidental na cidade de Luoyang em outubro passado.
 
Photo Xinhua/Li An


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Os investigadores pensaram que se tratava de uma bebida licorosa pois emanava um forte odor de álcool. Análises de laboratório, porém, permitiram determinar que o líquido é feito de nitrato de potássio e alunita, que são ingredientes-chave de um elixir da vida descritos num antigo texto taoísta, segundo o principal arqueólogo do projeto de escavação, Pan Fusheng.




Esses elixires que supostamente davam a imortalidade ou longevidade preternatural eram comuns em muitas culturas antigas, e no caso da China, eram compostas de todos os tipos de ingredientes invulgares que normalmente não são consumidos, como no caso do ouro, jade, mercúrio, arsênico e muitos outros minerais venenosos.

Foi descoberto também um grande número de utensílios de jade, potes de barro pintados e artefactos de bronze na sepultura dos nobres, que mede cerca de 210 metros quadrados.
Muitos imperadores chineses perseguiram a vida eterna: Qin Shi Huang, o primeiro imperador de uma China unificada, estava tão desesperado nos seus esforços para enganar a morte que construiu um enorme mausoléu subterrâneo para os mundialmente famosos soldados de terracota, que deveriam protegê-lo na vida após a morte.
Curiosamente, o imperador morreu apenas 49 anos de idade, presumivelmentne envenenado por  beber um elixir alquímico.




Fonte//Gizmodo




O protótipo da Honda E, o compacto elétrico de tração traseira



Lembre-se do Honda Urban EV? Foi um pequeno carro, conceito retro que estreou no Salão Automóvel de Frankfurt 2017. A Honda prometeu que estava indo para a produção, e agora, no Salão de Genebra de 2019, poderemos vê-lo, o protótipo da Honda E, que certamente parece-se muito com a versão de produção do conceito apresentado.


Photo Honda

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Segundo a Honda, o protótipo E, é um modelo de produção que evoluiu a partir do carro conceito de 2017. Este veículo definitivamente parece uma versão mais produtiva do design, com proporções mais realistas que ainda conseguem reter o charme do conceito. É um estilo simples e suave, retro sem ser kitsch.
Mas a estética não é tudo. Este veículo promete ser uma máquina completamente moderna. A Honda diz que este é seu primeiro veículo compacto construído numa plataforma EV dedicada, com tração traseira e um único motor. 


Photo Honda


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Ainda não foram divulgadas as especificações técnicas, mas a Honda diz que o protótipo E oferece uma autonomia de mais de 200 km e capacidade de carga rápida, carregando 80 por cento da bateria em apenas 30 minutos.






 No interior, o painel de instrumentos consegue ser de alta tecnologia e minimalista, com um monitor de tela dupla ladeado por monitores de vídeo ligados às câmaras de visão traseira montadas no exterior.

  
Photo Honda

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É um conceito atrativo porque ele parece incorporar tudo o que de bom vem dos carros antigos da Honda.  É econômico, mas divertido. Tem personalidade, mas não tem truques. Além disso, com tração traseira e um baixo centro de gravidade graças às baterias montadas no pavimento, imagina-se que terá muita estabilidade na condução.
O Honda E Prototype vai estrear no Salão Automóvel de Genebra no dia 5 de março. A produção deverá  começar ainda este ano.




Fonte//Road and Track




segunda-feira, 4 de março de 2019

O desaparecer das nuvens trás nova ameaça


Há 50 milhões de anos, período conhecido como Eoceno, o Ártico não era coberto de gelo como hoje. A Terra era cerca de 13ºC mais quente, e a paisagem no extremo norte do planeta era sobretudo florestas pantanosas repletas de crocodilos, semelhantes às encontradas hoje ao sul dos EUA.




Alterações climáticas podem tornar os verões mais tempestuosos




Para tentar entender o que deixou o planeta tão quente no passado, e o que pode acontecer com o clima no futuro, cientistas usam modelos matemáticos que unem dados recolhidos e analises computadorizadas. Os resultados desta projeção indica que a concentração de CO² na atmosfera teria que ser de 4 mil partes por milhão (ppm) para que a temperatura ficasse tão quente como no passado. Isso é uma concentração muito alta de carbono. Para se ter uma ideia, a concentração atual é de 410 ppm.

Ainda não se sabe exatamente o que causou as temperaturas elevadas de há 50 milhões de anos, mas uma nova pesquisa publicada na Nature Geoscience indica que a resposta pode estar nas nuvens.
Cerca de 20% dos oceanos subtropicais estão cobertos por uma baixa e fina camada de nuvens, chamadas de estrato cúmulos. Estas nuvens refletem a luz do sol para o espaço e arrefecem a Terra, sendo fundamentais para regular o clima no planeta.
O problema é que os movimentos do ar que sustentam essas nuvens são muito pequenos para serem calculados, e acabam ficando de fora das medições climáticas globais.

Para contornar essa limitação, os investigadores criaram um modelo em pequena escala de uma seção atmosférica representativa por cima de um oceano subtropical, simulando em supercomputadores as nuvens e seus movimentos turbulentos.
Nas projeções, quando a concentração de CO² excedia os 1.200 ppm, as nuvens desapareciam. Sem a cobertura delas, o calor do Sol, antes refletido, era absorvido pela terra e pelo oceano, representando um aquecimento local de 10ºC. Globalmente, a temperatura subiria 8ºC rapidamente, o que significaria o fim da vida como conhecemos.








Depois das nuvens desapareceram, não voltaram a aparecer até que os níveis de CO² baixaram para níveis substancialmente abaixo de quando a primeira instabilidade ocorreu. De acordo com os cientistas, se a emissão de carbono mantiver a tendência atual, chegaríamos à concentração catastrófica do CO2 em meados do próximo século.
"Acredito e espero que as mudanças tecnológicas desacelerem as emissões de carbono para que não alcancemos concentrações tão altas de CO². Mas nossos resultados mostram que há limites perigosos de mudanças climáticas dos quais não tínhamos conhecimento", disse o líder do estudo, Tapio Schneider, professor de Ciências Ambientais e Engenharia da Caltech e investigador do Jet Propulsion Laboratory, da NASA.

O investigador, no entanto, aponta para a necessidade de novos estudos e ressalta que a concentração limite de 1.200 ppm na atmosfera é apenas um número aproximado. As nuvens e a humanidade podem desaparecer com concentrações menores ou maiores.
"Esta pesquisa aponta para um ponto cego nos modelos climáticos", afirmou Schneider, líder atual do Climate Modeling Alliance (CliMA). O consórcio usará ferramentas de assimilação de dados e simulações de alta resolução num modelo que representa nuvens e outros recursos importantes, mas com cálculos em menor escala e maior precisão do que os atuais.


Preocupante. Os oceanos estão a aquecer 40% mais rápido que era previsto