quarta-feira, 13 de março de 2019

EUA enfrentam escassez de água potável devido ás alterações climáticas


Os Estados Unidos tem 204 bacias que abastecem o país de água doce. Destes, 96 não conseguirão manter o fornecimento habitual a partir de 2071.


Photo Chile sustentable

O aquecimento global leva cada vez mais a situações climáticas extremas


 “Muitos estados dos EUA terão menos água”, explicou Thomas Brown à Reuters, investigador do Serviço Florestal dos EUA e um dos autores do trabalho. Na opinião dos cientistas, as bacias mais afetadas serão as do centro e sul das Grandes Planícies, o sudoeste e o centro da região das Montanhas Rochosas, Califórnia, algumas áreas do sul, como a Florida, e o Centro-Oeste.
As alterações climáticas e o aumento da população mundial, são as principais causas para a escassez generalizada da água, segundo o estudo publicado em fevereiro na revista Earth’s Future.
Mais e maiores secas ocorrerão nos próximos cinquenta anos o que juntando ao aumento populacional às mudanças climáticas, causará a uma maior evaporação. O aumento da temperatura anulará o efeito de maior precipitação que é esperado noutras regiões.







De acordo com os modelos que projetaram, 83, 92 e 96 bacias poderiam sofrer escassez nos seus níveis mensais nos períodos 2021-2045, 2046-2070 e 2071-2095, respetivamente.
Para reverter a situação, é necessário modificar os hábitos em relação ao uso da água, nomeadamente na agricultura, responsável por 75% do consumo anual nos EUA e na indústria. Portanto, Brown e a sua equipa disseram que se deve reformular a forma como se utiliza este precioso recurso e aumentar a eficiência.
O estudo sobre o futuro da água nos EUA junta-se a outros que já alertaram sobre a situação global. Especialistas da NASA explicaram que, entre 2003 e 2013, extraiu-se mais do que foi possível recuperar na maioria dos maiores aquíferos subterrâneos do mundo, que fornecem 35% dos aquíferos usados no mundo. “A situação é crítica”, alertaram.
Outro relatório detalha que os aquíferos “demoram muito mais tempo para a “reagir” às mudanças climáticas do que a água na superfície”.



As mudanças climáticas podem alterar todo o mundo

“Metade dos aquíferos subterrâneos da Terra tem uma tempo de reação de cem anos”, disse Mark Cuthbert, professor da Universidade de Cardiff. O investigador definiu este problema como “uma bomba-relógio ambiental”, uma vez que qualquer mudança nas adições de agua, que depende das chuvas, só se verificará “muito tempo depois”.
O Banco Mundial também aborda a questão no relatório “Mudanças Climáticas, Água e Economia”, de 2016, que indicava que em 2050 a disponibilidade de água potável seria um terço da atual e que a escassez terá repercussões graves na economia.


Por sua vez, o Relatório Mundial sobre Desenvolvimento de Recursos Hídricos da Unesco também alerta que, até 2050, 5,7 mil milhões de pessoas, cerca de dois terços da população mundial, sofrerão com secas, ultrapassando os 3,6 mil milhões que sofrem atualmente


Está chovendo no gelo da Groenlândia, no inverno, e isso é muito mau

Cientistas avisam que o oceano está ficando sem oxigênio

Derretimento do gelo antártico pode submergir cidades inteiras

Fonte//Reuters



Cientistas dão enorme passo para clonar mamutes lanosos


Os últimos rebanhos de mamute desapareceram há mais de 4.000 anos devido mudanças climáticas drásticas, mas estas gigantescas criaturas pré-históricas dentro de algum tempo, podem estar de volta, descolacdo-se pela Terra como fizeram durante a era glacial.


Photo Wikipedia / Mauricio Antón

Depois de quase 100 anos, a Pantera Negra reaparece em África



Cientistas japoneses dizem que deram um "passo significativo" para recriar os extintos os mamutes depois de conseguirem transplantar células retiradas da carcaça de um mamute mumificado de 28 mil anos num camundongo que, extraordinariamente, mostrou atividade biológica positiva.
A equipa experimentou o que eles chamaram de amostras de tecido “bem preservadas” da medula óssea e do músculo do animal, o que lhes permitiu recolher até 88 estruturas semelhantes a núcleos, ainda mais costuradas em oócitos de camundongos, uma célula num ovário. Supõe-se que esta última faça à divisão genética para finalmente pôr em marcha o gigantesco projeto de renascimento, com uma célula-ovo formando-se nos ovários do camundongo.






A equipa afirmou após o procedimento que uma "estrutura pronucleus brotou do núcleo de mamute injetado".
Eles também encontraram possíveis sinais de recuperação no DNA do mamute danificado.
"Estes resultados indicam que uma parte dos núcleos de mamute possui o potencial de reconstituição nuclear", disseram os cientistas, num artigo publicado na revista Nature .


Ser estranho filmado no Oceano Antartico


Apesar de certas complicações devido a “devido aos extensos danos no DNA dos núcleos transferidos”, a pesquisa e o transplante marcaram um notável “passo em direção a trazer mamutes de volta”, disse Kei Miyamoto, um dos autores do estudo.
"Queremos levar o nosso estudo para o estágio da divisão celular", acrescentou, reconhecendo que "ainda temos um longo caminho a percorrer".
A maioria da população de mamutes morreu entre 14.000 e 10.000 anos atrás, com a última população continental estimada a ter existido na Península de Kyttyk, na Sibéria, á 9.650 anos.



Cientistas querem criar material tão forte como teia de aranha

Russia cria "Parque Jurassico" para clonar animais extintos

Nova espécie de dinossauro gigante encontrado na África do Sul



Fonte//SputnikNews





terça-feira, 12 de março de 2019

Noruega recicla 97% das garrafas plásticas



A Noruega tem um esquema insanamente eficaz que recicla 97% das garrafas plásticas utilizadas no país
Quando se trata de reciclagem de resíduos plásticos, aliás como em tudo o que se trata de questões ambientais, a Noruega está à frente do mundo todo. Esta nação escandinava criou um esquema que a permite reciclar 97% de todas as suas garrafas plásticas, acabando no meio ambiente menos de 1%.
Além disso, 92% das garrafas recicladas produzem material de alta qualidade e podem ser utilizadas novamente como embalagens de bebidas.
Em alguns casos, o sistema já reutilizou o mesmo material mais de 50 vezes.


Photo Dinheiro Vivo


Através de uma organização chamada “Infinitum”, a Noruega criou uma das formas mais eficientes e ambientalmente corretas de reciclar garrafas plásticas.
Essa é uma conquista notável, especialmente considerando que o resto do mundo está completamente ao contrário. Em todo o globo, 91% do plástico produzido não é reciclado e 8 milhões de toneladas acabam no oceano anualmente.
A título de comparação, os EUA possuem uma taxa de reciclagem de cerca de 30%, enquanto o Reino Unido tem uma entre 20 e 45%.







Então como é que a Noruega consegue esse feito?

Para começar, foi dado à reciclagem um valor que ela não tem na maioria dos lugares.
É geralmente mais barato criar plástico novo do que reciclar plástico velho. Sem um incentivo financeiro, empresas e consumidores não fazem nada nem ao menos preocupam-se em fazer o certo para proteger o meio ambiente.
O modelo da Noruega é baseado em um esquema de empréstimos. Quando um consumidor compra uma garrafa de plástico, é cobrada uma pequena taxa adicional equivalente a cerca de 13 a 30 cêntimos.


Photo Youtube


Esta taxa pode então ser reembolsada de várias maneiras. Os consumidores podem levar sua garrafa a uma “máquina de retorno automática”, que devolve dinheiro depois de ler o código de barras da embalagem depositada. Também podem devolvê-la em várias pequenas lojas e postos de gasolina em troca de dinheiro ou crédito.
 Os donos de lojas também recebem uma pequena taxa por cada garrafa que reciclam, e alguns argumentam que isso aumentou seus negócios.

Photo ScienceAlert


Queremos chegar ao ponto em que as pessoas percebam que estão comprando o produto, mas apenas tomando emprestada a embalagem”, disse Kjell Olav Maldum, diretor executivo da Infinitum, ao The Guardian.
 Ao mesmo tempo, o país também impôs uma taxa ambiental aos produtores de plástico, que pode ser reduzida se os mesmos apresentarem melhorias na reciclagem.
Se a reciclagem estiver acima de 95% em todo o país, então todos os produtores são isentos do imposto.
Embora essa possa soar como uma meta difícil de ser alcançada, não o é de fato, e  já o tem sido nos últimos sete anos.








Outros seguem o exemplo da Noruega

Desde a entrada deste esquema único, a Infinitum tem sido visitada por representantes de muitos países, incluindo a Escócia, Índia, China e Austrália, todos interessados em seguir o exemplo.
A Alemanha e a Lituânia são alguns dos únicos países que estão a começar a competir com a Noruega, e ambos usam sistemas semelhantes.~



No entanto, mesmo na Noruega, ainda há espaço para melhorar. Este ano, a Infinitum estima que 150 mil garrafas não serão recicladas e, se tivessem sido, teriam economizado energia suficiente para alimentar 5,6 mil residências no ano.