terça-feira, 19 de março de 2019

Nova técnica transforma água do mar em hidrogênio


Todos nos aprendemos que passando uma corrente elétrica através da água divide-a em oxigênio e hidrogênio, o último dos quais pode ser usado como uma fonte confiável de combustível de emissões zero.
Até agora, este processo consumia muita energia para que esse processo fosse utilizado de maneira rentável, mas os cientistas descobriram como ultrapassar o processo e converter a água do mar em hidrogênio utilizável, de acordo com uma pesquisa publicada na revista PNAS


Photo Phytodess

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Gerar hidrogênio a partir de fontes de água doce colocaria muita pressão sobre todos os que precisam dessa água, argumentam os cientistas da Universidade de Stanford e da Universidade de Tecnologia Química de Pequim, principalmente quando as mudanças climáticas podem em breve aumentar as secas em todo o mundo.
Então, em vez disso, os cientistas desenvolveram um novo revestimento de metal para os elétrodos usados ​​na experiencia que permitiria que eles suportassem a reação química na corrosiva água salgada.




Como é necessária uma carga elétrica para dividir a água em hidrogênio e oxigênio, os cientistas tentaram que isso fosse o mais ecológico possível e alimentar o processo com células solares.
O químico de Stanford, Hongjie Dai, disse à Fast Company que o sistema poderia ser equipado com submarinos ou equipamento SCUBA.
Células a combustível de hidrogênio poderiam alimentar o submarino ou o equipamento do mergulhador, enquanto o oxigênio gerado pela reação química poderia mantê-lo abastecido com ar respirável.

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Mas quaisquer aplicações práticas ainda estão longe no futuro, já que esta nova pesquisa apenas demonstra que a tecnologia poderia funcionar.
Neste momento, a necessidade de hidrogênio ainda é relativamente pouca porque a economia ligada a este combustível limpo ainda está em fase embrionária, embora vá crescer nos próximos tempos, havendo futuramente uma procura muito maior pelo hidrogénio



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Fonte//Futurism





O peixe-gelo antártico que não congela


Quantas vezes já se questionou como os peixes conseguem sobreviver a temperaturas abaixo de zero nas águas da Antártida? Provavelmente nunca, mas os cientistas já. E agora têm a resposta, pelo menos para uma espécie: a Chaenocephalus aceratus.


Photo Peté Bucktrout British Antartic Survey

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Esse peixe-gelo da família Channichthyidae, nativo dos mares antárticos, não possuem hemácias funcionais, normalmente responsáveis pelo transporte de oxigênio pelo corpo, sendo os únicos vertebrados conhecidos com essa característica.
Como vivem a temperaturas abaixo de 0 graus Celsius sem hemoglobina, esses animais desenvolveram um coração enorme e um sistema vascular melhorado, e produzem glicoproteínas anticongelantes para evitar o congelamento.
Cientistas do Instituto de Pesquisa Polar da Coréia do Sul analisaram o genoma do peixe para descobrir por que essas adaptações extremas evoluíram.




O peixe-gelo, Notothenioidei, divergiu da linhagem que desenvolveu a família Gasterosteidae há 77 milhões de anos. Usando o genoma comparativo, os pesquisadores foram conseguiram quantificar as mudanças.
Quando a Antártica atingiu -1,9 graus Celsius, há cerca de 10 a 14 milhões de anos, os nototenóides diversificaram-se, desenvolvendo adaptações para tolerar o frio.
Os resultados mostram que os genes envolvidos na proteção de danos causados pelo gelo, incluindo genes que codificam as glicoproteínas anticongelantes e a zona pelúcida [uma grossa camada glicoprotéica que envolve o ovócito], expandiram-se no genoma do peixe-gelo.
Além dessas modificações, os genes que codificam enzimas que ajudam a controlar o estado redox celular também aumentaram, provavelmente como adaptações evolutivas à concentração relativamente alta de oxigênio dissolvido em águas antárticas frias.,

Photo (uwekils/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0)

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A análise também revelou que alguns dos genes reguladores circadianos desapareceram no peixe-gelo. Isso ocorreu provavelmente porque o ciclo dia-noite na Antártica, onde o sol nunca se põe no verão, nem nasce no inverno, limita a utilidade da regulação circadiana.
As pressões de seleção para manter esses genes do ritmo circadiano possivelmente diminuíram, uma vez que os peixes não os utilizavam, permitindo que desaparecessem ao longo do tempo.





Não se sabe se o peixe-gelo realmente não tem esse comportamento de ciclo de dia e noite. Os cientistas podem, por exemplo, compará-lo com criaturas que vivem no abissopelágico, a zona do oceano onde a luz do sol não consegue penetrar.
Qualquer descoberta sobre os enigmáticos peixes-gelo aumenta nossa compreensão de como a vida pode se adaptar até mesmo aos ambientes mais severos e inóspitos.

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Fonte//ScienceAlert




segunda-feira, 18 de março de 2019

Seis explicações cientificas para a aparição de fantasmas


Acreditar ou não em fantasmas pode variar consoante as fases da vida. Quando somos crianças, eles certamente existem e á noite, ao escuro, só nos sentimos seguros se estivermos totalmente debaixo das cobertas. Quando adultos, sabemos que eles não existem, mas sentimos sempre algum receio de sítios escuros, principalmente, se acabamos de ver um filme de terror.




Photo Pixabay


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A verdade é que não há nenhuma prova científica da existência de espíritos que permaneceram presos a uma casa ou a alguém. Há, porém, prova científica dos motivos pelos quais acreditamos neles, ou até mesmo entramos em contato com estes seres. Existem explicações científicas possíveis para aquela sensação de formigamento que sentimos na parte de trás do pescoço, ou a repentina sensação de desconforto sem uma origem plausível. O portal Quick and Dirty Tips resolveu listar seis das razões que a ciência dá como explicações possíveis para esse “sentimento paranormal”.




6. Sons de baixa frequência

Assim como nossos olhos, que só conseguem enxergar a luz em uma determinada faixa de frequências, o ouvido humano também só pode ouvir sons em algumas frequências. Acima de mais ou menos 20.000 Hertz, os sons são muito agudos para nossos ouvidos analisá-los, como os chamados de ecolocalização da maioria dos morcegos, que se enquadram nessa faixa ultrassônica.

Da mesma forma, ouvidos humanos têm dificuldade em ouvir sons de baixa frequência abaixo de cerca de 20 Hertz, conhecidos como infrassom. Estes sons, porém, não passam totalmente despercebidos. Em um estudo de 2003, 22% dos frequentadores de concertos onde ouviram sons a 17 Hertz disseram sentir-se desconfortáveis ​​ou tristes, com calafrios, ou “sentimentos nervosos de repulsa e medo”.
Eventos climáticos como terremotos, atividade vulcânica ou raios, além da comunicação entre animais, incluindo elefantes, baleias e hipopótamos, podem produzir infrassons. Se você não vive perto de vulcões ou hipopótamos, mas ainda acha que sua casa pode ser assombrada, a explicação pode estar em sons feitos por seres humanos. Nós também criamos sons de baixa frequência por meio de motores a diesel, turbinas eólicas e alguns alto-falantes ou explosões químicas.

5. Mofo

Respirar mofo pode ser ruim para o sistema respiratório, mas também pode ser ruim para o cérebro. A exposição ao mofo é conhecida por causar sintomas neurológicos, como delírio, demência ou medos irracionais. Não é coincidência que casas que geralmente são suspeitas de serem assombradas também tendem a estar em condições precárias e, portanto, possivelmente cheias de bolor tóxico.






Shane Rogers, professor de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Clarkson nos EUA, explica em entrevista ao portal Mental Floss que, quando o mofo se reproduz, ele cria esporos que se espalham no ar que respiráramos. Um estudo de 2009 sugeriu uma ligação potencial entre certos fungos tóxicos e sintomas como “distúrbios do movimento, delírio, demência e distúrbios de equilíbrio e coordenação”.
Os cientistas têm trabalhado para estabelecer uma ligação firme entre a presença de mofo e os relatos de aparições de fantasmas, mas até agora não há evidências concretas. Até agora, essa ligação entre os fungos e os fenómenos paranormais ainda é especulativa. “Assombrações são fenômenos amplamente divulgados que não são bem pesquisados”, diz Rogers. “Eles são frequentemente relatados em estruturas antigas que também podem sofrer com a qualidade do ar. Da mesma forma, algumas pessoas relataram depressão, ansiedade e outros efeitos da exposição a poluentes biológicos no ar interno. Estamos tentando determinar se algumas assombrações relatadas podem ser ligados a poluentes específicos encontrados no ar interior”, explica.




4. Monóxido de carbono

Assim como respirar mofo pode nos levar a ver, ouvir e sentir coisas que não estão realmente acontecendo, também podemos ter estes sintomas ao respirar muito monóxido de carbono. Detetores de monóxido de carbono podem alertar se estamos respirando esse gás incolor e inodoro que lentamente nos envenenar porque nós não o conseguimos detetar. Mas antes que uma fuga de gás de monóxido de carbono nos envenene, pode causar-nos alucinações auditivas, uma sensação de pressão no peito e uma “sensação inexplicável de medo”.

Uma história frequentemente contada da década de 1920 sobre uma família que se mudou para uma nova casa e passou a ouvir passos, ver aparições e sentir presenças paranormais maliciosas, acabou por ser o resultado do envenenamento por monóxido de carbono vindo uma fuga de um forno.

Photo Pixabay

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3. O poder da sugestão

Estudos sugerem que somos mais propensos a acreditar numa experiência paranormal se outra pessoa que estava lá nos der apoio. Assim, embora possamos nos convencer de que estávamos de alguma forma enganados sobre o que vimos ou ouvimos, temos tendência a acreditar mais em outra pessoa que presenciou se ela também nos apoia no que vimos ou ouvimos. Acreditar em fantasmas pode ser “contagioso”.



2. Correntes de ar frio


Abrir as janelas nas extremidades opostas de uma sala durante um dia de calor pode criar uma brisa agradável, mas também pode criar pontos frios à medida que o fluxo de ar muda para fora, fazendo com que o ar mais frio entre em uma sala mais quente, criando pontos gelados “inexplicáveis” dentro de uma casa.

Um ponto frio é frequentemente citado por caçadores de fantasmas como um sinal de que um espírito assombrado está por perto. No entanto, qualquer pessoa que já tenha morado em uma casa com clima temperado já sentiu pontos frios causados por uma corrente de ar que sai da chaminé ou de uma janela aberta.






Além disso, mesmo que a sala esteja fechada, o ar quente continuará a subir e o ar frio continuará a descer. Se acontecer estar na sala, pode sentir uma onda de ar frio. Não é provavelmente um fantasma, mas é muito mais provável que seja apenas uma corrente de ar.

Photo Pixabay


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1. O prazer do medo

Os neurologistas descobriram que nossos cérebros libertam dopamina, uma substância química associada ao prazer, quando estamos com medo. A quantidade de dopamina no cérebro libertada neste processo e quantos recetores nós temos para recebê-la podem influenciar nosso prazer ao sentir medo ou se preferimos evitar filmes de terror. Então, para alguns, deixar nossa imaginação voar com as possibilidades de coabitar com fantasmas, ao mesmo tempo que possa ser assustador, também pode produzir um “bônus” de euforia no cérebro.
Acreditar em fantasmas também nos permite acreditar numa existência após a morte, o que pode ser reconfortante.

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