quinta-feira, 4 de abril de 2019

Agricultura e pecuária emitem mais gases efeito estufa que a produção de energia


Todo o mundo está preocupado com as emissões de gases de efeito estufa e fazem esforços para os reduzir, mas o ex-secretário de Energia, Steven Chu, alerta para o facto da agricultura e a pecuária estarem no topo da lista das emissões, particularmente a pecuária.
O físico vencedor do Prêmio Nobel pesquisou as indústrias mundiais mais poluentes nas emissões carbono numa palestra na Universidade de Chicago, indicou em primeiro lugar a produção de carne e laticínios.


Photo Pixabay

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"Se o gado e as vacas leiteiras fossem um país, eles teriam mais emissões de gases do efeito estufa do que toda a UE", disse Chu, que recentemente assumiu a presidência da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
Chu apontou as emissões de gases de efeito estufa na produção de carne e laticínios juntamente com outras práticas agrícolas, como o uso de fertilizantes, e mudanças no uso da terra, e desflorestação. Ele verificou que os gases de efeito estufa resultantes da agricultura são um problema maior do que as emissões na produção de energia.


Chu descreveu os efeitos antinaturais da agricultura industrial, o que ele chamou de "milho geneticamente modificado", que dedica toda a sua energia vital a produzir grãos gigantes, porcos que chegam aos 80 quilos em questão de meses, perus tão pesados ​​que não podem acasalar e têm ser inseminadas artificialmente, resumindo, um planeta dominado por animais modificados e criados e abatidos para alimentar humanos.
"Deixe-me dizer-lhe como a massa de carbono dos animais é distribuída", disse Chu, referindo-se a um estudo recente de biomassa na Terra. "Os seres humanos e os animais que este comem são 96% da massa de carbono (dos mamíferos) no mundo".

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Fonte//Forbes


quarta-feira, 3 de abril de 2019

20 Países africanos plantam uma 'Grande Muralha Verde' com 8.000 km

O deserto do Saara, nas últimas décadas, expandiu-se lentamente para o sul, através de uma região como o Sahel. O pastoreio intenso, a desflorestação e inúmeras secas degradaram o outrora exuberante Sahel, facilitando a expansão do Saara. A fim de evitar um desastre ecológico em todo o continente, 20 países africanos diferentes entraram em um ambicioso programa de plantio de árvores chamado "Grande Muralha Verde". O muro verde de 16 km de largura, tem como meta estender-se por 8.000 quilômetros de terreno no extremo sul do deserto do Saara, impedindo a expansão do deserto.


Photo ZmeScience


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A Grande Muralha Verde foi iniciada pela em 2007 por iniciativa de 12 países africanos, tendo os outros 9 aderido mais tarde O plano é plantar árvores resistentes a secas, como acácias, na estreita região que se estende do Senegal no leste da África para o Djibuti, no oeste da África.
Depois de concluído, o muro atravessará 11 países no total. Ainda está com apenas 15% concluída, mas os resultados já estão aparecendo. Só no Senegal, mais de 11 milhões de árvores foram plantadas desde o lançamento do projeto. A Nigéria recuperou 12 milhões de acres de terras degradadas e a Etiópia 37 milhões de acres.


Photo ZmeScience

O peixe-gelo antártico que não congela


O plantio de árvores no Sahel melhorou a resiliência da área contra a desertificação. A parede verde retarda os efeitos de seca e erosão do vento, restaura os micro climas e permite que as culturas alimentares cresçam perto das árvores que fertilizam o solo. O objetivo final do projeto de US $ 8 bilhões é restaurar 100 milhões de hectares de terras degradadas até 2030, o que geraria 350.000 empregos rurais e absorveria 250 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera.
"Há muitas maravilhas do mundo, mas a Grande Muralha Verde será única e todos poderão fazer parte de sua história", disse o Dr. Dlamini Zuma, presidente da Comissão da União Africana. "Juntos, podemos mudar o futuro das comunidades africanas no Sahel"





No entanto, desde o início do projeto, algumas mudanças no plano foram feitas. A ideia da Grande Muralha Verde se transformou em um programa centrado em técnicas de uso da terra indígena, e não plantando uma floresta à beira de um deserto, o que seria altamente impraticável. “Não é necessariamente uma parede física, mas sim um mosaico de práticas de uso da terra que, em última análise, atenderá às expectativas”, disse Mohamed Bakarr , especialista em meio ambiente ambiental da  Global Environment Facility.



A Grande Muralha Verde é um símbolo de esperança numa área onde, até pouco tempo atrás, todos receavam a expansão do Saara. Ainda há muito trabalho pela frente. Alguns argumentam que o projeto está indo muito devagar. Os técnicos dizem que a regeneração precisa estar concluída dentro de 10 a 15 anos.

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Fonte//ZmeScience



Baleia encalha morta com 23 kg de plástico no estomago


Um cachalote fêmea apareceu morta numa praia turística em Porto Cervo, na ilha de Sardenha, na Itália, após ter engolido cerca de 23 quilos de plástico. O material que estava no estômago do animal incluía redes de pesca, sacolas de plástico, tubos e diversos objetos não identificados.
Este caso aconteceu apenas algumas semanas depois de outra baleia ter aparecido morta na Ilha filipina de Mindanao, também com o estomago cheio de plástico, cerca de 40 quilos de sacos plásticos.


Photo SeaMe (Facebook)

Cerca de 140 baleias piloto encalharam na Nova Zelandia



A baleia estava grávida e deve quase que com certeza ter abortado antes de ter encalhado”, contou Luca Bittau, presidente da organização sem fins lucrativos SeaMe, em entrevista à CNN. 
Numa partilha no facebook, o Ministro do Meio Ambiente da Itália, Sergio Costa, disse a respeito do caso: “ Nós temos usado objetos descartáveis de um modo livre nos últimos anos para nosso conforto, e hoje nós estamos pagando as consequências. Na verdade, quem paga são os animais”.



A baleia encontrada morta media 8 metros e está na “lista vermelha” de animais vulneráveis da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Segundo o site, a espécie tem sido ameaçada pelo lixo sólido descartado e pela poluição de efluentes industriais e da agricultura.
De acordo com um estudo publicado na revista Science, aproximadamente oito milhões de toneladas de plástico são descartadas nos oceanos todos os anos. A UNESCO afirma ainda que o plástico causa a morte de mais de 100 mil mamíferos marinhos por ano e mata mais de um milhão de pássaros de regiões marinhas.


Photo SeaMe (Facebook)

Descoberta raça desconhecida de baleias assassinas


Como se isso não bastasse, as baleias cachalote tem sido caçadas durante séculos. Nos séculos XVIII e XIX, por exemplo, os animais eram mortos para a retirada de óleo que seria utilizado em lâmpadas, lubrificantes e velas.


Fotógrafo foi abocanhado por baleia na Africa do Sul

Prisão de baleias descoberta na Russia

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Fonte//RevistaGalileu