sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Monstro do Lago Ness pode ser enguia gigante


Depois de efetuadas várias análises de ADN, uma equipa de cientistas concluiu que o famoso monstro do Lago Ness, na Escócia, pode ser, na verdade, uma enguia gigante.
A equipa, composta por cientistas do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e França, catalogou as espécies vivas no lago escocês e extraiu amostras de ADN da água.



Photo Pixabay GregMontani


Vídeo incrível mostra a rotação da Terra em relação à Via Láctea




Ao analisar as amostras recolhidas, os especialistas descartaram a possibilidade de existir no lago alguma espécie de grandes dimensões que possa ser confundida com o monstro que várias pessoas afirmaram já ter avistado.
A investigação não encontrou evidências, de, por exemplo, répteis marinhos pré-históricos, que tinham cerca de 4,5 metros de comprimento, ou peixes enormes como o esturjão (que chega a atingir os 8 metros). Estas são algumas da teorias apontadas para justificar a existência do animal. A equipa descartou também a hipótese que o animal pudesse ser algum tubarão oriundo da Gronelândia, tal como já foi apontado.
No entanto, a equipa encontrou amostras de ADN de enguias europeias, que chegam às águas dos rios e lagos britânicos oriundas do Mar dos Sargaços, perto das Bahamas depois de percorrerem mais de 5 mil quilómetros.




“As enguias são muito comuns nos lagos. Todos os locais que visitámos para recolha de amostras tinham, uma quantidade de enguias surpreendente. Não podemos excluir a possibilidade de haver uma enguia gigante no Lago Ness, mas não sabemos se estas amostras que recolhemos são de um monstro gigante ou de um animal normal.” Afirmou Neil Gemmell, geneticista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.
O cientista frisou ainda que o objetivo da pesquisa não era desvendar o mistério do monstro do Lago Ness, mas melhorar o conhecimento sobre a fauna e a flora do lago. As pessoas adoram mistérios, e, a ciência acrescenta mais um capítulo à mística do Lago Ness.


Photo "Loch Ness" by Dave Stokes is licensed under CC BY 2.0 


Tal como se sabe, o monstro do Lago Ness é uma das lendas mais antigas e persistentes da Escócia, tendo inspirado filmes, livros, programas de televisão, sendo também uma atração turística local.
Segundo reza a lenda, o monstro foi avistado pela primeira vez há cerca de 1500 anos pelo missionário irlandês São Columba no ano 565 d.C. Seculos mais tarde, em 1933, o jornal Inverness Courier reportou que Aldie Mackay, teria avistado o que seria o monstro do lago, parecido com uma baleia, enquanto as águas se agitavam.
À época, Evan Barron, editor do jornal, sugeriu que a besta fosse descrita como um monstro, dando início ao mito moderno do Monstro do Lago Ness.





No ano seguinte, um respeitado cirurgião britânico, o coronel Robert Wilson, afirmou ter fotografado o monstro quando conduzia pela costa norte do lago. A foto, conhecida como a “fotografia do cirurgião”, foi publicada pelo jornal The Daily Mail, despertando curiosidade de todo o mundo. Com a fotografia, começou a especular-se que o monstro da fotografia poderia ser um plesiossauro, animal da, família dos dinossauros, extinto há 65,5 milhões de anos.
Contudo, 60 ano mais tarde, descobriu-se que o monstro fotografado era, na verdade, um submarino brinquedo, e, apesar das inúmeras investigações efetuadas para confirmar a veracidade da existência do monstro, o animal continua a ser um dos maiores mistérios da Escócia.












quinta-feira, 5 de setembro de 2019

As características do furacão Dorian ligadas às mudanças climáticas

A ligação da mudança climática a furacões como Dorian é forte. Os oceanos mais quentes provocam tempestades mais fortes e com a subida o nível do mar, as tempestades provocam inundações.
Depois de analisar mais de 70 anos de dados de furacões no Atlântico, o cientista da NASA Tim Hall relatou que as tempestades se tornaram muito mais propensas parar em terra, prolongando o tempo em assola as cidades e povoações com ventos devastadores e chuva.



Photo NOAA

Os objetivos climáticos do Acordo de Paris


Mas esses números nunca prepararam Tim Hall para as imagens desta semana, o Dorian rodopiando como uma tempestade de categoria 5, monstruosa e quase imóvel, acima das ilhas de Great Abaco e Grand Bahama.
Depois de assolar as Bahamas mais de 40 horas, o Dorian finalmente desviou-se para o norte na terça-feira como uma tempestade de categoria 2.
Espera-se que contorne as costas da Flórida e da Geórgia antes de tocar terra novamente nas Carolinas, onde poderá gerar mais ventos, e chuvas.
O furacão bateu os recordes tanto pela sua intensidade mas também pela sua velocidade sobre as Bahamas. Mas também já vai seguindo uma tendência, O Dorian tornou 2019 o quarto ano consecutivo em que um furacão de categoria 5 se formou no Atlântico.




Os meteorologistas e cientistas afirmam que cada vez mais os furacões serão mais fortes à medida que o clima aquecer.
A rápida intensificação de Dorian no fim-de-semana não tem precedentes para um furacão que já era tão forte. No espaço de nove horas no domingo, a velocidade do vento aumentou de 240 km / h para 290 km / h.
No momento em que a tempestade atingiu o solo, o vento de 298 km / h era o mais forte observado no Atlântico.
O calor no oceano é o motor de um furacão, e os oceanos de todoo mundo absorveram mais de 90% do aquecimento dos últimos 50 anos, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.
A tempreratura da água onde o Dorian se desenvolveu foi cerca de 1 grau Celsius mais quente que o normal, e isso traduz-se em muita energia.


Photo The Washington Post

Cientistas aconselham a planear o abandono das zonas costeiras baixas


Como o ar quente pode reter mais umidade, as mudanças climáticas aumentaram a quantidade de vapor de água na atmosfera, levando a furacões mais húmidos que provocam chuvas mais extremas.
Os modelos preveem que os furacões das categorias 4 e 5 no Atlântico Norte podem duplicar no próximo século, como resultado das mudanças climáticas, mesmo sendo menor o número total de tempestades.
Quando um furacão atinge a terra, o aumento do nível do mar criado pelo aquecimento global pode exacerbar seus efeitos, ampliando a onda de tempestades. Os fortes ventos de um furacão empurrarão a água em direção à costa, causando inundações extremas num curto espaço de tempo.
O furacão Dorian foi particularmente impressionante e devastador, principalmente devido á maneira como permaneceu nas Bahamas. Tais situações de deslocamento lento tornaram-se muito mais comuns nos últimos três quartos de século, disse Hall, cientista sênior do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA.


Num estudo publicado na revista Climate and Atmospheric Science em junho, Hall descobriu que os furacões do Atlântico Norte diminuíram cerca de 17% desde 1944, e que as médias anuais de chuvas costeiras resultantes dos furacões aumentaram cerca de 40% no mesmo período. Um artigo de 2018 descobriu que os ciclones tropicais em todo o mundo diminuíram significativamente.
Hall e seus colegas acreditam que há um "sinal de mudança climática" nesse fenômeno, embora ainda estejam estudando a ligação entre o aquecimento causado pelo homem e as tempestades que se movem lentamente.
Os furacões não têm motores próprios, em vez disso, eles são guiados pela superfície da Terra por ventos atmosféricos, como rolhas rolando num redemoinho.


Photo NOAA

Cientistas alertam para o colapso a floresta amazónica


Se esses ventos-guia colapsarem, ou simplesmente mudarem, um furacão pode ser apanhado nesse redemoinho e parar, disse Hall.
Simulações climáticas mostraram que os ventos atmosféricos nos subtópicos, onde está Dorian, estão diminuindo a velocidade, tornando esses tipos de turbilhões mais prováveis.
O que os pesquisadores podem fazer é avaliar o desastre, como resultado do aquecimento causado pelo homem e qual a probabilidade de que esse tipo de desastre ocorra novamente.
Quando se trata do Dorian, as respostas para ambas as perguntas são difíceis.
O certo é que temos que nos preparar para eventos destes que serão mais frequentes e mais potentes.

Amazónia destruída pelo homem e pelo fogo



Aumenta a preocupação com o degelo da Gronelandia


Fonte//The Washington Post












quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Reator transforma dióxido de carbono em puro combustível líquido


Investigadores da Universidade Rice (EUA) conseguiram transformar dióxido de carbono, um gás do efeito estufa, em combustível líquido puro usando um eletrocatalisador.
O reator catalítico usa CO2 como matéria-prima e produz concentrações altamente purificadas de ácido fórmico. Já havia sido convertido noutros dispositivos, mas com etapas de purificação caras e necessitando de muito mais energia.

Photo  Ted Reinhard / Adobe Stock


Empresa constrói novo sistema para aproveitar a energia geotérmica


Nos testes conduzidos pelos cientistas da Rice, o novo reator alcançou uma eficiência de conversão de cerca de 42%, o que significa que quase metade da energia elétrica despendida pode ser armazenada como combustível líquido.
O ácido fórmico é um transportador de energia, e é também um combustível que pode gerar eletricidade e emitir dióxido de carbono, que pode ser reciclado novamente. Também é fundamental na indústria de engenharia química como matéria-prima para outros produtos químicos, e um material de armazenamento de hidrogénio que pode conter quase 1.000 vezes mais energia que o mesmo volume do gás, difícil de comprimir, sendo este o problema atual para tornar a indústria de veículos alimentados por hidrogênio possível.



O novo dispositivo é melhor que os tradicionais por dois motivos, possui um catalisador robusto e bidimensional de bismuto e usa um eletrólito de estado sólido que elimina a necessidade de sal na reação.
O eletrólito sólido à base de polímero é outro avanço. Normalmente, o dióxido de carbono é reduzido num eletrólito líquido tradicional como a água salgada. Mas quando o ácido fórmico é gerado dessa maneira, ele fica misturado com os sais. Para a maioria das aplicações, é necessário remover os sais do produto final, o que exige muita energia e isso tem custos. Agora são usados eletrólitos sólidos que conduzem os prótons e podem ser feitos de polímeros insolúveis ou compostos inorgânicos, eliminando a necessidade de sais.




Por fim, enquanto se produzem catalisadores em escalas de miligrama ou grama, o novo estudo desenvolveu uma maneira de produzi-los na escala do quilograma, o que Isso facilitará o processo de expansão para a indústria.
Além disso, o mesmo dispositivo também pode ser facilmente reformulado para produzir produtos de maior valor, como ácido acético, etanol e propanol.

Sarcófago em ruínas de Chernobyl, será desmantelado

Hidrogénio, o combustível do futuro energético limpo e seguro


Fonte//ScienceDaliy