quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Engenheiro da NASA inventa motor que pode atingir 99% da velocidade da luz


O engenheiro David Burns, do Centro de Voo Espacial Marshall da NASA, criou um conceito  para um “motor helicoidal” que explora os efeitos que ocorrem próximos à velocidade da luz. Se funcionar, tal motor poderia impulsionar aeronaves pelo espaço sem o uso de qualquer combustível.
A ideia geral do princípio de Burns é acelerar íons até quase a velocidade da luz, e em seguida manipular essa velocidade. Por conta das leis da relatividade de Einstein, isso significa também manipular sua massa. Por consequência, o motor consegue impulsionar-se sem qualquer tipo de propulsor.


Photo Pixabay/Melmak


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Mas como funcionaria?


Imagine uma caixa numa superfície sem atrito. Dentro dela, há uma haste com um anel. Se uma mola impulsiona o anel, ele desliza ao longo da haste enquanto a caixa recua na outra direção. Quando o anel retorna, o recuo da caixa também muda. Essa é a terceira lei de Newton, “uma ação tem sempre uma reação oposta”.
O que Burns pretende é aumentar a massa do anel numa quantidade suficiente para, quando deslizar em uma direção, dar à caixa um impulso maior em uma extremidade do que na outra. A ação excederia a reação e a caixa aceleraria para a frente.
Essa mudança de massa não desafia as leis da física,Einstein já previu que objetos ganham massa à medida que são direcionados à velocidade da luz.


Uma forma simples de realizar o conceito de Burns seria substituir o anel por um “mini” acelerador de partículas. No entanto, o engenheiro crê que não precisamos da caixa nem da haste, e que podemos utilizar um acelerador de partículas com o formato de uma hélice, com movimento lateral e circular, para obter o mesmo efeito.
Só que precisaria ser muito grande. Por exemplo, um acelerador deste tipo com cerca de 200 metros de comprimento e 12 de diâmetro utilizaria 165 megawatts de energia para gerar apenas 1 newton de propulsão, ou seja, a mesma força que usamos para digitar uma única tecla em um computador.
É por isso que tal motor atingiria velocidades significativas apenas num ambiente sem atrito, como o do espaço. O próprio motor seria capaz de atingir 99% da velocidade da luz se tivesse tempo e Burns está trabalhando no seu projeto de forma independente da NASA. Ele crê no potencial do motor, mas sabe que existem muitos desafios pela frente.
Outros cientistas já tentaram criar motores sem propulsores antes. Um dos conceitos mais famosos é o EM Drive, também chamado de “motor impossível”. explica Burns ao New Scientist.







                                                Ilustração do EM-drive luismmolina / iStock / Getty Images Plus



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Martin Tajmar, da Universidade de Tecnologia de Dresden (Alemanha), fez testes com o EM Drive e pensa que o motor helicoidal de Burns provavelmente terá os mesmos problemas, especialmente devido à violação da conservação do momentum, uma lei física essencial.
Todos os sistemas de propulsão inercial, que eu saiba, nunca funcionaram num ambiente sem de atrito”, afirma. Como a ideia de Burns faz uso de relatividade especial, complica um pouco as coisas, mas “infelizmente sempre há reação-ação”.
Burns, por sua vez, acredita que há potencial para recuperar grande parte da energia que o acelerador perde em calor e radiação, e também sugere maneiras de conservar o momentum, como na rotação dos íons acelerados.
Eu sei que corre o risco de estar no mesmo patamar do EM drive e da fusão a frio. Mas você precisa estar preparado para passar vergonha. É muito difícil inventar algo que é completamente novo e realmente funciona”, resumiu Burns


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terça-feira, 15 de outubro de 2019

A galáxia pode estar repleta de nano sondas alienígenas


Não temos certeza se os alienígenas existem, mas muitos cientistas pensam que eles têm que existir e por isso procuram formas de encontrá-los.
Estamos falando do famoso “paradoxo de Fermi”: a aparente contradição entre a alta probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências de tais civilizações.
Se nunca encontramos um ser ou uma mensagem codificada de rádio no espaço, que outras evidências podemos procurar?


Imagem inget

NASA diz que podemos encontrar vida alienígena brevemente


Uma das teorias mais intrigantes é de que a galáxia pode estar cheia de “micro máquinas” alienígenas avançadas, chamadas de sondas de von Neumann.
Agora, um novo artigo do astrofísico Zaza Osmanov, da Universidade Livre de Tbilisi (Geórgia), sugere como podemos identificá-las.

Mas o que são as sondas de von Neumann

O conceito hipotético de “sonda de von Neumann” é baseado na ideia de máquinas que se auto replicam, do matemático John von Neumann.
Teóricos que se dedicam a levantar hipóteses para a tecnologia alienígena sugerem que civilizações avançadas podem ter criado máquinas que exploram longas distâncias no universo sem precisar sair de seus planetas, uma vez que esses dispositivos são capazes de fazer cópias de si mesmos conforme avançam, aumentando rapidamente o seu número.
Mas, esse tipo de máquina precisa recolher materiais para se auto copiar, e pode não os conseguir em qualquer canto ou asteróide do universo. Assim, são muito prováveis erros no processo de replicação.
Recentemente, no entanto, Osmanov solucionou esse problema argumentando que elas seriam ao nível microscópico. Funcionariam muito melhor se fossem microscópicas, ou seja, tivessem cerca de um nanómetro de comprimento.

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Nano sondas viajando pela galáxia


Primeiro de tudo, sondas microscópicas não precisariam de tantos recursos para se replicar. Basta um pouco de hidrogénio
Depois, sendo microscópicas seria mais fácil e mais rápido a replicação. Osmanov estima que uma população inicial de 100 se transformaria em cerca de 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (1 x 10³³) em apenas um parsec, ou 4 anos-luz.
Dado tudo isto, é normal que ainda não tenhamos visto uma dessas minúsculas sondas, mas podemos se observarmos bem.
Tais nano máquinas replicantes poderiam, por exemplo, produzir emissões luminosas ao encontrar e captar prótons. Tais emissões podem ser virtualmente impossíveis de se detetar quando isoladas, porém, se houver a sorte de apanhar um grande número de sondas, seriam observáveis pelo menos no espectro infravermelho.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Porsche e Boeing fabricam carro voador juntos

A construtora alemã Porsche fez parceria com a gigante aeroespacial Boeing para construir um carro voador. Uma maneira rápida e elegante para os multimilionários voarem sobre as cidades onde as pessoas comuns circulam num trânsito caótico.
 De acordo com o executivo da Boeing NeXt, Steve Nordlund, a parceria trará uma oportunidade para investigar o desenvolvimento de um veículo de mobilidade aérea urbana premium com uma marca automóvel líder". É de salientar mesmo o premium, pois essa não será uma aeronave nada vulgar.

"A Porsche procura melhorar o seu portefólio como fabricante de carros desportivos, tornando-se uma marca líder em mobilidade premium", disse o executivo da Porsche Detlev von Platen numa conferencia de  imprensa . "A longo prazo, isso pode significar mudar as viagens  para a terceira dimensão da viagem".
Nem a Boeing nem a Porsche são as primeiras empresas a tentar o mercado indescritível de carros voadores.
A startup de carros voadores Kitty Hawk revelou recentemente sua terceira aeronave de descolagem e aterragem vertical, com autonomia para 160 km. A fabricante alemã de carros voadores Volocopter também exibiu seu táxi aéreo enquanto voava sobre uma cidade alemã no início deste ano.

Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar


Fonte//TheVerge