quinta-feira, 6 de junho de 2019

Se nada mudar, a civilização pode colapsar em poucas décadas


Uma nova análise da mudança climática feita por um grupo australiano trouxe-nos uma péssima notícia. A civilização pode entrar em colapso até 2050 se ações sérias de mitigação não forem tomadas na próxima década.
O relatório, publicado pela organização Breakthrough National Centre for Climate Restoration, é de autoria do próprio diretor da organização, o pesquisador do clima David Spratt, e de Ian Dunlop, ex-executivo da indústria do combustível fóssil.



Photo Getty Images

A Terra está "no meio de uma extinção em massa"



O documento conclui que a mudança climática é “um risco de segurança” que “ameaça a extinção prematura da vida inteligente” ou a “permanente e drástica destruição de seu potencial para o desenvolvimento de um futuro desejável”.
A tese central do relatório indica que os cientistas estão muito restritos nas suas previsões em como a mudança climática afetará o planeta no futuro próximo. A atual crise climática seria maior e mais complexa do que qualquer outra coisa com a qual a humanidade já tenha lidado antes.
Modelos gerais, como o que o Painel das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) usou em 2018 para prever que um aumento de temperatura global de 2 graus Celsius poderia colocar centenas de milhões de pessoas em risco, falham em explicar a enorme complexidade dos muitos processos geológicos interligados da Terra, de forma que não conseguem prever adequadamente a escala das consequências potenciais.






E como seria uma imagem precisa do pior cenário possível do futuro do planeta?
 Bom, se os governos dos países de todo o mundo “ignorarem educadamente” o conselho dos cientistas e a vontade do público de descarbonizar a economia (encontrando fontes de energia alternativas), isso pode resultar em um aumento de temperatura global de 3 graus Celsius até o ano de 2050.
Neste ponto, as camadas de gelo do mundo desaparecem, secas brutais matam muitas das árvores na floresta amazônica (removendo uma das maiores compensações de carbono do mundo), e o planeta mergulha em um ciclo vicioso de condições cada vez mais quentes e cada vez mais mortíferas.
Ou seja, em 2050, os sistemas humanos poderiam chegar a um “ponto sem retorno” no qual “a perspetiva de uma Terra praticamente inabitável levaria ao colapso das nações e da ordem internacional”.





No caso, 35% da área terrestre global e 55% da população global estariam sujeitos a mais de 20 dias por ano de condições letais de calor, além do limiar da sobrevivência humana.
Enquanto isso, secas, enchentes e incêndios florestais regularmente assolariam o planeta. Quase um terço da superfície terrestre do mundo se transformaria em deserto. Ecossistemas inteiros entrariam em colapso, começando pelos recifes de coral, as florestas tropicais e os lençóis de gelo do Ártico.
Os trópicos seriam os mais atingidos por esses novos extremos climáticos, destruindo a agricultura da região e transformando mais de mil milhões de pessoas em refugiados.
 Esse movimento em massa de refugiados, juntamente com o estreitamento das zonas costeiras e as severas quedas na disponibilidade de comida e água, poderiam levar a conflitos armados sobre recursos, talvez culminando em guerra nuclear.



Photo Shutterstock

O que pode provocar o fim da humanidade?


O resultado, de acordo com a análise, é “caos total” e talvez “o fim da civilização humana como a conhecemos”.
Como essa visão catastrófica do futuro pode ser evitada?
De acordo com os autores do relatório, a raça humana tem cerca de uma década para agir e evitar que o aumento da temperatura ultrapasse 1,5 graus Celsius, em vez de 3 graus Celsius.
Para isso, será necessário um movimento global de transição da economia mundial para um sistema de emissão zero de carbono. Alcançar emissões zero requer não emitir mais carbono ou equilibrar as emissões com a remoção de carbono.
O esforço para isso “seria semelhante em escala à mobilização de emergência da Segunda Guerra Mundial”, de acordo com os pesquisadores.



Fonte//LiveScience





quarta-feira, 5 de junho de 2019

Grande extinção do passado com semelhanças aos dias de hoje


Houve um tempo em que a vida na Terra quase acabou. A "Grande Morte", a maior extinção que já ocorreu no planeta, aconteceu há cerca de 250 milhões de anos e foi em grande parte causada por gases de efeito estufa na atmosfera.
 Agora os cientistas estão começando a ver alarmantes semelhanças entre a Grande Morte e o que está acontecendo atualmente em nossa atmosfera.
Os cientistas estão evidenciando essa semelhança numa nova exposição no Museu Nacional Smithsonian de História Natural, em Washington, DC



Photo Lynette Cook/Science Source


A Terra está "no meio de uma extinção em massa"



A joia da coroa da exposição Deep Time é o primeiro verdadeiro Tyrannosaurus rex do museu. Seu esqueleto está sobre os ossos de um tricerátopo caído, com um pé com garras segurando o infeliz herbívoro e as mandíbulas presas na cabeça.
O tema da exposição é, na verdade, a inter ligação da vida através do tempo geológico. A exposição mostra, por exemplo, como as plantas da base da cadeia alimentar suportavam tudo, de insetos a apatossauros de 20 toneladas. E como os insetos ajudaram a moldar o tipo de floresta que evoluiu e mudou ao longo de milhões de anos.


É explicado na seção da exposição sobre a Grande Morte. Cerca de 250 milhões de anos atrás, um enorme campo vulcânico entrou em erupção no que hoje é a Sibéria. Ele expeliu lava que queimava através de camadas de calcário e carvão e encheu a atmosfera com dióxido de carbono e poluição, possivelmente durante alguns milhões de anos. Isso, por sua vez, aqueceu o planeta, tornou os oceanos ácidos e reduziu oxigênio. Mais de 90% das espécies nos oceanos morreram, assim como dois terços da vida em terra.


Photo Smithsonian

Os mamíferos podem não evoluir o suficientemente rápido para escapar da atual crise de extinção



Houve outras extinções em massa, como a que varreu os dinossauros há cerca de 65 milhões de anos, mas esta, no final do Período Permiano, foi causada principalmente pelo excesso de dióxido de carbono que subiu para a atmosfera. E o Smithsonian observa frequentemente na sua exposição que o atual aquecimento do planeta é um déjà vu.
Curtis Deutsch , da Universidade de Washington, cuja pesquisa ajudou a informar os curadores do Smithsonian afirma, "As mesmas coisas que causaram a Grande Morte estão acontecendo agora no nosso oceano hoje como resultado das atividades humanas, não no mesmo grau, mas na mesma direção."





Atualmente, o planeta aqueceu a quase 2 graus Fahrenheit, em média, acima do que era antes da revolução industrial, embora no ritmo atual pudesse aquecer vários graus a mais. A Grande Morte viu um aumento de temperatura de quatro ou cinco vezes esse valor.
Mas isso aconteceu gradualmente. Então Deutsch recriou o efeito a estufa da Grande Morte num computador, num modelo que simula o aquecimento, para ver como as espécies atuais no oceano se comportam.
A primeira coisa que acontece é uma perda local de espécies quando elas começam a se movimentar em resposta ao aquecimento.



Photo Smithsonian

O que pode provocar o fim da humanidade?


Mas algumas partes do planeta foram mais indulgentes." Descobrimos algo que foi surpreendente e novo, "explica Deutsch," a extinção era muito forte em toda parte, mas era ainda mais forte perto das partes frias da Terra, perto dos oceanos polares",
Faz sentido, diz ele, os animais que vivem perto do equador podem migrar em direção aos polos para encontrar água mais fria, mas aqueles que já vivem em águas frias e ricas em oxigênio, próximas aos polos, não têm para onde fugir.
Deutsch diz que a experiencia é uma janela para o futuro, até mesmo o presente. Algumas espécies marinhas já estão migrando, e para Deutsch, essa migração parece familiar. "Nós vemos a resposta das espécies marinhas a essas mudanças hoje que se parecem com o que achamos ter acontecido no final do Permiano", diz ele.


A exposição do Smithsonian faz referências explícitas à ameaça da mudança climática causada pelo homem, recebeu financiamento do industrial David Koch, conhecido por apoiar grupos que contestam o consenso científico sobre a mudança climática.
Wing, o orador, diz que fazer a comparação entre a Grande Morte e o que está acontecendo agora é uma mensagem que precisa ser ouvida. "Ultrapassamos o quadro de nossa própria história", diz ele sobre a raça humana. "Porque somos tão poderosos, somos basicamente uma força geológica agora, assim como uma força humana".

Uma força que está mudando as condições de vida no planeta.



A extinção de espécies de insetos indica “colapso da natureza"


Fonte//NPR

terça-feira, 4 de junho de 2019

Marinha americana instala arma laser nos destroyers


A Marinha dos Estados Unidos acaba de revelar qual navio será o primeiro a receber o Laser de Alta Energia Ótico Integrado (HELIOS), uma potente arma antimíssil a laser. 
O destroyer USS Preble, que opera na base naval de Pearl Harbor, será equipado com o HELIOS em 2021. 


Photo Defense

A China está construindo drones submarinos para defender mar do Sul da China



A arma será o sistema de defesa contra mísseis ou outros ataques aéreos direcionados para os EUA, seus territórios ou frotas. Atualmente, a Marinha usa uma arma Gatling chamada Phalanx para se defender contra ataques aéreos.
A Lockheed Martin, empresa fabricante de produtos aeroespaciais, conseguiu em 2018 o contrato de US$150 milhões com a Marinha americana para desenvolver o sistema de defesa a laser que pudesse ser usado tanto em destroyers quanto em bases na terra.
Este sistema foi projetado para fazer a defesa contra mísseis, foguetes e artilharia, de acordo com o Defense News. Pode também atingir drones e outras naves não tripuladas que se aproximarem sem autorização das frotas da Marinha americana. 





Inicialmente, o laser será usado para confundir os sensores de mísseis ou naves inimigas. Ele tem energia de 60 quilowatts, com potencial de aumento de 150 quilowatts.
Segundo a Lockheed Martin, um sistema de 10 quilowatts pode vencer alvos aéreos pequenos com a “velocidade da luz” e um sistema de 30 quilowatts pode destruir um alvo estacionário como um camião.
A Marinha americana testou em 2014 um sistema de laser de 30 quilowatts a bordo do USS Ponce, e derrubou um Scan Eagle, um pequeno avião não tripulado.



Photo Defense

Novo programa 'Star Wars' SpaceX está a estudar implantar armas em orbita dos EUA


Os lasers podem ser usados no lugar de mísseis defensivos, para que esses mísseis caríssimos sejam reservados apenas para ameaças sofisticadas. Os desafios desta tecnologia incluem desenvolver uma fonte de energia forte o suficiente para os lasers.
A Rolls-Royce irá fornecer a fonte de energia e um sistema de administração térmica para o HEL TVD, o sistema de laser desenvolvido para veículos de terra do exército americano, como camiões militares de tamanho médio.
O exército dos EUA também pretende incluir esta arma em outros veículos, como tanques e drones.


Coreia do Norte usa hackers para desviar dinheiro e financiar armas nucleares


Fonte//DefenseNews