sexta-feira, 4 de outubro de 2019

O que acontecerá se uma tempestade geomagnética atingir a Terra

De vez em quando uma tempestade geomagnética solar atinge a Terra. É inevitável. É também inevitável que um dia, uma particularmente violenta e cataclísmica nos atingirá. Os cientistas dizem que isso pode acontecer nos próximos 100 anos Mas, estaremos preparados?
Se uma violenta tempestade solar atingir a Terra. O que acontecerá?



Photo HypeScience

Mudança no campo magnético da Terra obriga a antecipar o Modelo Magnético Mundial

Mas o que são as tempestades solares


Estas tempestades geomagnéticas são causadas por manchas e erupções solares. Ao contrário dos super vulcões ou de impactos de asteroides, elas são mais vulgares e mais prováveis de ocorrer num curto espaço de tempo. Isso significa que podemos ser atingidos por uma na próxima década ou no próximo século.
Não podemos prever os possíveis estragos que tal tempestade causaria, mas podemos ter uma ideia comparando com as tempestade anteriores, como a Tempestade Ferroviária de New York de 1921 e o Evento Carrington de 1859, dois incidentes geomagnéticos bem conhecidos pela ciência.
Recentemente, um estudo conduzido pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos e liderado por Jeffrey Love estudou a intensidade do evento de 1921, sugerindo que pode ter sido mais poderoso que o incidente mais conhecido, o de 1859.

Existem diferentes formas de medir a intensidade de uma tempestade geomagnética. Uma delas é um índice chamado Dst (“disturbance storm time”), que calcula a média dos valores da força do campo magnético da Terra utilizando informações de vários locais.
O índice Dst médio do nosso planeta é de cerca de 20 nanoteslas (nT). Quando os níveis os atingim os -250 nT, isso é considerado uma tempestade.
Os dados magnéticos limitados que possuímos sobre o Evento Carrington indicam que sua intensidade foi entre -850 e -1,050 nT. A nova pesquisa sobre a tempestade de 1921, indica que ela alcançou -907 nT. Tornando-a mais intensa que a tempestade de 1859.


A Tempestade Ferroviária de New York Vs Evento Carrington

É complicado conseguir as medidas históricas das tempestades solares. Hoje temos muitos instrumentos para conseguir recolher dados, mas, antes de 1957 (quando começam os registos oficiais de Dst) tínhamos poucos recursos para efetuar essas medições.
No seu novo estudo, Jeffrey Love voltou a examinar os dados da tempestade de 1921, até aí, analisados com informações oriundas apenas de um observatório em Samoa.
O cientista conseguiu encontrar informações adicionais de outras localizações na Austrália, Espanha e Brasil, fazendo uma média para chegar a um valor de intensidade mais preciso e mais exato que os valores que temos para o Evento Carrington, mais famoso e normalmente considerado o mais poderoso de que temos conhecimento.
Efeitos

A tempestade de 1859 é muito conhecida pelo que causou. Devido a ela, correntes geomagnéticas percorreram a rede pela elétrica do planeta, iniciando incêndios em todo o mundo.
 Segundo Jeffrey Love, os efeitos da tempestade de 1921 não foram muito diferentes. Embora o incidente mais conhecido pelo que deu o nome ao evento, tenha sido a paragem dos carros elétricos de carris na cidade de Nova York após um incêndio numa torre de controlo em 15 de maio. Mas outros fenómenos podem estar muito mais ligados à tempestade, como três grandes incêndios que ocorreram no mesmo dia em Brewster (EUA), Karlstad (Suécia) e Ontário (Canadá).
Os registos de Samoa, que não estão longe do equador, também indicam que auroras foram visíveis mesmo em locais de baixa latitude, incluindo Paris (França) e Arizona (EUA). Além disso, sistemas de telégrafo e de telefone foram interrompidos no Reino Unido, Nova Zelândia, Dinamarca, Japão, Brasil e Canadá.

Photo Solar Dynamics Observatory e NASA

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E que consequências haveria nos dias de hoje

Hoje, uma tempestade como as de 1859 e 1921 teria consequências muito piores, tendo em conta nossa dependência quase total de redes elétricas e satélites.
Se uma tempestade como a de 1921 ocorresse hoje, haveria uma interferência generalizada em inúmeros sistemas tecnológicos, com apagões, falhas nas telecomunicações e até perda de alguns satélites. Isso esteve prestes a acontecer em 2012

E podemos evitar essas consequências?

Não totalmente. Embora existam alguns sistemas de alerta para tempestades solares, como o “Advanced Composition Explorer” da NASA, que monitoriza o espaço, só nos permitiria tentar controlar ou diminuir seus efeitos, desligando tudo das redes elétricas, mas ainda não existe tecnologia que permita bloquear completamente.


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Fonte//ScientificAmerican






quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Robot humanoide vai ser produzido na Russia


Um novo robô humanoide, fabricado na Rússia, da empresa Promobot com sede em Perm, chamado de Robo-C, foi aprovado para produção em série.


Photo promo-bot

Robots dançarinos animam noites de boate francesa


O Robo-C pode responder às perguntas das pessoas nos shopping centers e museus, ser um administrador ou funcionário de um escritório, receber os visitantes e comunicar com eles, isto de acordo com a página oficial da Promobot . O androide pode falar, graças aos mais de 100.000 módulos de fala no sistema AI e reproduz mais de 600 expressões faciais, de acordo com o site. No entanto, ele não pode fazer isso por muito tempo, pois a bateria tem apenas duração para oito horas
Este é o primeiro androide humanoide no mundo que não imita apenas a aparência humana, mas também é capaz de se integrar aos processos de negócios. Já criamos um protótipo e agora lançaremos uma série ”, disse a repórteres o cofundador e diretor de desenvolvimento da empresa de fabricação de robôs, Oleg Kivokurtsev.

Robots sexuais podem vir a atacar humanos


A startup planeia fabricar 10 "robôs complementares" por mês.
O protótipo Robo-C chamado Alex apareceu na TV russa no início deste ano, com a cabeça modelada no rosto do co-fundador da empresa, Alexei Yuzhakov. Segundo a BBC, o Alex custou mais de um milhão de rublos (US $ 15.600). e não é conhecido ainda o custo de um Robo-C personalizado, semelhante ao humano.

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Fonte//SputnikNews

Novo tipo de bateria reduzirá a pegada ecológica


Desde os smartphones aos carros elétricos, continuaremos necessitando das baterias nos próximos anos. Novas pesquisas mostram como um novo tipo de bateria de alumínio poderia oferecer várias vantagens sobre as tradicionais de íons de lítio em uso atualmente.


Photo Pixabay


Baterias de fluor com grande duração para breve



A bateria de alumínio tem baixos custos de produção e não tem a mesma pegada ambiental das baterias usadas atualmente, em parte porque usa materiais abundantes e de fácil mineração, reduzindo o problema da devastação que causamos ao planeta para a construção de baterias.
Este novo conceito de bateria é especialmente adequado para sistemas de energia em grande escala, sendo sobretudo ideais para locais onde é necessário armazenar a energia proveniente das fontes renováveis ate ser necessária.
O lítio, usado nas baterias atuais, não só é escasso, mas também usam cobalto, o é um minério complicado e muito perigoso de minerar. A mudança para o alumínio, se funcionar como os cientistas esperam, traria vários benefícios, principalmente ao reduzir nossa dependência de combustíveis fósseis para produção e reciclagem de baterias.


"Os custos dos materiais e os impactos ambientais que projetamos de nosso novo conceito são muito mais baixos do que o que temos atualmente, tornando-os viáveis ​​para uso em grande escala, como parques de células solares ou armazenamento de energia eólica", diz o físico Patrik Johansson , da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia. “Além disso, nosso novo conceito de bateria tem o dobro da capacidade de energia em comparação com as baterias de alumínio que já existem”.
 As baterias de alumínio não são nenhuma novidade, mas, neste caso, os cientistas substituíram o cátodo de grafite, por uma molécula de carbono antraquinona (o cátodo absorve os elétrons à medida que a bateria é usada).
Isso permite alcançar uma capacidade energética mais alta, tornando as baterias de alumínio muito mais práticas, sustentáveis ​​e comercialmente viáveis ​​do que eram antes, embora ainda haja muito espaço para melhorias na mistura química interna, principalmente no eletrólito.



Photo Yen Strandqvist/Chalmers University of Technology


Baterias de fluor com grande duração para breve



Este novo tipo de baterias, por enquanto, está apenas em laboratório, e será necessário ainda trabalhar mais antes de as colocar no mercado.
Os cientistas sugerem que as baterias de alumínio em breve poderão funcionar com baterias de íon de lítio em certos cenários, com sistemas capazes de alternar entre os dois, dependendo das necessidades.
 "Como o novo material catódico possibilita o uso de um carregador de carga mais apropriado, as baterias podem aproveitar melhor o potencial do alumínio", esclarece o físico Niklas Lindahl, da Chalmers University of Technology.


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