quarta-feira, 23 de outubro de 2019

O futuro do transporte aéreo poderá ser aeronaves movidas a energia solar

Uma empresa britânica criou um dirigível movido a energia solar como alternativa ao transporte de cargas pesadas de CO2.
Segundo o Big Think, a aeronave construída pela Varialift Airships usaria apenas 8% do combustível de um avião convencional numa viagem entre o Reino Unido e os EUA.


Photo Varialift Airships/ Facebook

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Embora os dirigíveis tenham uma má reputação por causa de acidentes famosos como o Hindenburg, este meio de transporte de carga é uma atualização dessas versões mais antigas. Não contem  hidrogénio e, em vez disso, usará gás hélio. Ele é construído com armações de alumínio e é acionado por dois motores solares e dois motores a jato convencionais.
Segundo a Varialift Airship, este dirigível será capaz de transportar cargas que variam de 50 a 250 toneladas, com a possibilidade de modelos maiores transportarem cargas úteis de até 3.000 toneladas.


A desvantagem é que devido á sua dependência da energia solar, só pode voar durante o dia e deslocar-se-á muito mais devagar que um avião, voando a velocidades de 250 a 350 km / h.
Os fabricantes dizem que as aeronaves são baratas de construir e custarão "80-90% menos que a aeronave de carga equivalente para comprar e operar".
Isso ocorre em parte porque o dirigível não precisa de nenhuma infraestrutura especial para aterragens e decolagens, pois decola verticalmente como um balão de ar quente.
Embora possa levar algum tempo para, esta é uma das soluções mais práticas oferecidas a um setor que depende muito de combustível para operar.




"Atualmente, não há serviço logístico alternativo significativo que ofereça zero emissões de carbono, por isso esperamos que esse recurso apele para um segmento significativo e crescente do mercado consumidor ecológico ", afirmou o site da Varialift Airship.


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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Como o ar liquido pode produzir electricidade


Parece magia, mas é bem real. Trata-se de um plano para armazenar energia elétrica produzida por energia eólica, no período noturno onde é excedente, na forma de ar líquido.
 Mas como funciona? Usando a eletricidade nas alturas de menor consumo para comprimir e arrefecer o ar num tanque, tornando-o em ar líquido. Quando a procura sobe, o liquido é aquecido, voltando novamente ao estado gasoso, e, à medida que se expande, aciona uma turbina para produzir mais eletricidade.

 A impressão artística da centrar de armazenamento da Highview

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A tecnologia, criada por um inventor de quintal, está prestes a atingir o grande momento.
Foi testado em pequena escala, mas agora a empresa patrocinadora, Highview, anunciou que vai construir uma central de 50 MW, em escala de rede, no norte da Inglaterra, no local de uma antiga centrar convencional.
A tecnologia foi apoiada pelo governo do Reino Unido. Uma característica atraente é que ele usa a tecnologia simples existente desenvolvida para armazenar e comprimir gás natural liquefeito (GNL), portanto, ao contrário do armazenamento utilizando baterias, não é necessário minerar minerais raros e caros.
A principal inovação é armazenar o excesso de calor emitido quando o ar é comprimido e usá-lo para reaquecer o ar liquefeito quando necessário.

A idéia foi concebida pelo engenheiro autodidata Peter Dearman na sua garagem em Bishop's Stortford, Hertfordshire.
Ele estava desenvolvendo um carro com princípios semelhantes ao hidrogénio líquido e viu o potencial de aplicar a tecnologia ao armazenamento de eletricidade, passando agora a ser acionista passivo da Highview.
O projeto proposto em escala de rede fornecerá eletricidade a cerca de 25.000 casas por dia, embora, na prática, seja usado apenas por curtos períodos para cobrir picos repentinos de consumo.

Juntamente com a energia hidroeléctrica, onde se aproveita a energia quando em períodos de baixo consumo para bombar agua para um sitio elevado, e na altura de maior consumo fazê-la descer acionando turbinas, esta é uma boa alternativa aos sistemas de baterias convencionais.

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Fonte//BBC




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Os furacões geram atividade sísmica semelhante a terremotos


Uma equipa de cientistas descobriu um novo fenómeno geofísico no qual furacões ou fortes tempestades podem produzir vibrações no fundo do oceano tão fortes como um terramoto de magnitude 3.5.
Os investigadores analisaram quase uma década de registos sísmicos e oceanográficos, de Setembro de 2006 a Fevereiro deste ano, e encontraram uma relação entre fortes tempestades e intensa atividade sísmica.


Photo Pixabay/WikiImages


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As tempestades, furacões ou ciclones extratropicais transferem energia para o oceano como fortes ondas oceânicas, e as ondas interagem com a terra sólida produzindo uma intensa atividade de fonte sísmica“, explicou Wenyuan Fan, professor de Ciências da Terra, Oceano e Atmosféricas na Universidade da Florida e principal autor de um novo artigo científico publicado na Geophysical Research Letters.

Os cientistas encontraram evidências de mais de 10.000 terremotos entre 2006 e 2019 no alto mar da Nova Inglaterra, Florida e Golfo do México, nos Estados Unidos, assim como no alto mar da Nova Escócia, Terra Nova e Colúmbia Britânica, no Canadá.
Neste estudo, a equipa de cientistas da universidade norte-americana desenvolveu um novo método para detetar e localizar eventos sísmicos e determinar se tais eventos são terramotos. Com a ajuda desta técnica, descobriram que o furacão Bill, um intenso ciclone tropical que atingiu o leste do Canadá durante o final de agosto de 2009, produziu vários terramotos na costa da Nova Inglaterra e Nova Escócia.

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Podemos ter fontes sísmicas no oceano, assim como terramotos dentro da crosta“, resumiu Fan. “A parte interessante desta investigação é que as fontes sísmicas causadas por furacões podem durar de horas a dias.”
De igual forma, descobriram também que o furacão Ike, em 2008, causou uma atividade de tempestade no Golfo do México, e o furacão Irene, em 2011, fez exatamente o mesmo perto de Little Bahama Bank, na costa da Flórida.

Nem todos os furacões causam terramotos, mas quando ocorrem, os terramotos parecem concentrar-se em certos pontos críticos. No entanto, os cientistas não detetaram qualquer evidência de terramotos na costa do México ou na costa leste dos Estados Unidos, de Nova Jersey à Geórgia.
Mesmo o furacão Sandy, que ocorreu nos Estados Unidos, não causou terramotos, segundo os cientistas. Isto sugere que os terramotos são fortemente influenciados pelas características oceanográficas locais e pela topografia do fundo do mar.

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Fonte//Europapress