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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O nível do mar já sobe 3,6 mm por ano e tende a aumentar

O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas divulgou um relatório em que mostra como as mudanças climáticas estão afetando os oceanos e o gelo que existe no nosso planeta, acelerando o nível do mar e aumentando a temperatura dos oceanos.
 As Nações Unidas divulgaram um novo, abrangente e muito preocupante relatório sobre o estado dos oceanos e do gelo do mundo. Os oceanos estão aquecendo a um ritmo acelerado, paralelamente ao derreter do gelo, causado um aumento do nível do mar a uma velocidade nunca imaginada, aumentando 3,6 milímetros por ano, o dobro do que no último século. Com isso, é provável que o nível do mar aumente mais de um metro até 2100. Em consequência, ocorrerão fenómenos extremos com as marés mais altas e tempestades fortes.




Photo Radio Vox


Há uma opção segura de geoengenharia para reduzir o CO2



Há indicadores de que, os fenómenos atmosféricos extremos, que ocorriam em média, uma vez em cada cem anos, ocorram anualmente, aumentando o risco para muitas cidades costeiras abaixo do nível do mar e regiões insulares, alerta o relatório.
Este é um cenário deveras preocupante. Por um lado, os oceanos estão mudando muito mais rapidamente do que era habitual. Deste 1970 as temperaturas dos oceanos têm vindo a subir, mas desde a década de 90 a o ritmo com duplicou, devido ao facto dos oceanos absorverem cerca do 90% do calor extra da atmosfera gerado pelos gases de efeito estufa.
Geleiras e mantos de gelo também estão derretendo cada vez mais rápido à medida que o planeta aquece, causando diretamente o aumento do nível do mar e pondo em causa a qualidade da água potável.


Toda a vida na Terra sofre as consequências da irresponsabilidade humana. À medida que os seres humanos libertam gases de efeito estufa na atmosfera, os oceanos absorvem-nos e estão ficando mais ácidos. Isso adicionado ao aumento da temperatura influi grandemente na vida marinha pondo em causa a sobrevivência das espécies. Por exemplo, as ondas de calor repetidas na costa americana danificaram os estoques de salmão e caranguejo.
O IPCC também aponta o fato do gelo permanente do subsolo estar a derreter, sendo previsível  que o degelo ocorra no nosso seculo, mesmo se o aquecimento global a ficar abaixo de 2 ºC, cerca de um quarto desta camada irá diminuir entre 3 e 4 metros de profundidade até 2100.
Os oceanos e as partes congeladas do planeta, têm papel importante na vida terrestre. São cerca de 670 milhões as pessoas que habitam nas regiões montanhosas e outros 680 milhões nas áreas costeiras e que dependem diretamente destes sistemas. Quatro milhões de pessoas vivem permanentemente no Ártico e outros 65 milhões habitam em países insulares



O relatório de hoje e a importância desse conhecimento à medida que os países se adaptam ao aquecimento do oceano, porque a eliminação imediata das emissões de gases de efeito estufa ajudaria a diminuir os impactos nos oceanos a longo prazo, não há saída a curto prazo. Os oceanos ficarão cada vez mais quentes e mais altos, e exigirá mudanças dramáticas, às vezes dolorosas, na maneira como as pessoas vivem nas costas do mundo.
O relatório tem mais de 100 autores de 36 países que analisaram os mais recentes dados científicos relacionados com os oceanos e a criosfera, referenciando cerca de 7.000 publicações científicas. Este relatório será uma peça chave para discutir pelos líderes mundiais na próxima Convenção Quadro sobre Mudança Climática da ONU (COP25) que ocorrerá em Dezembro, no Chile.


O IPCC é o órgão das Nações Unidas que inclui 195 Países-membros e analisa dados relativos às mudanças climáticas. Foi estabelecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e a Organização Meteorológica Mundial em 1988 para fornecer dados e análises científicas regulares relativas às mudanças do clima, aos legisladores dos diversos países envolvidos.

Fonte/Relatorio//IPCC




domingo, 19 de maio de 2019

ONU está preocupada com possível derrame de lixo radioativo


Entre 1946 e 1958, o governo dos EUA testou 67 armas nucleares nas Ilhas Marshall. Mais tarde, depositou os resíduos radioativos dos testes numa cratera numa das ilhas, colocando uma cobertura de betão com 18 centímetros de espessura sobre os resíduos.



Photo Steve Holloway

Novo reator nuclear elimina resíduos radioativos


Tudo foi feito para ser apenas uma solução de armazenamento temporária. A parte inferior da tela de contenção não estava alinhada. Como o temporário passou a definitivo, levantou recentemente a dúvida de o depósito está vertendo lixo radioativo para o Oceano Pacífico, o que seria devastador para o meio ambiente e para o povo da região.
Ao falar com estudantes em Fiji na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que a presidente da Ilhas Marshall, Hilda Heine, estava muito preocupada com a possibilidade de derramamento desses resíduos radioativos.





Embora ele não tenha oferecido nenhuma solução específica para lidar com a cratera cheia de lixo, ele disse que "muito precisa ser feito em relação às explosões ocorridas na Polinésia Francesa e nas Ilhas Marshall", de acordo com a AFP, acrescentando que "isso está relacionado às consequências para a saúde, o impacto nas comunidades e outros aspetos".




Novo reator nuclear elimina resíduos radioativos


Fonte//Futurism

segunda-feira, 15 de abril de 2019

A ONU perspetiva problemas ambientais, mas também há boas notícias


A Sexta Perspectiva Global do Meio Ambiente (GEO-6), a mais abrangente avaliação ambiental produzida pela ONU em cinco anos, trouxe-nos boas e más notícias. O ambiente continuou a deteriorar-se desde o primeiro relatório do GEO-6 em 1997, com impactos potencialmente irreversíveis, se não tratado de forma eficaz. Mas existem caminhos para mudanças significativas, e um futuro sustentável ainda é possível.


Photo Pixabay

Onde param os plásticos oceânicos "desaparecidos"



Realizado em março, na quarta sessão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Nairóbi, o relatório de 700 páginas envolveu cerca de 200 especialistas globais que o elaboraram durante 18 meses. Abrange, em detalhe, uma série de tópicos, incluindo ar, biodiversidade, oceanos e costas, terra e água doce, mudanças climáticas, saúde humana e energia, tendo avaliado o estado do ambiente global, a eficácia das respostas políticas e os possíveis caminhos para alcançar as metas ambientais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Há um pouco de informação negativa no GEO-6, que infelizmente reflete o estado geral dos assuntos ambientais no mundo. Mas não é tudo desgraça, o GEO-6 também tem muitas mensagens positivas orientadas para a solução. O GEO-6 aconselha que existem caminhos e abordagens para a mudança sistémica, que devem ser implantados e aumentados rapidamente para orientar o planeta em direção a futuros mais sustentáveis.





As várias ligações ​​entre as políticas ambientais, sociais e econômicas podem informar múltiplos objetivos. Assim, as políticas que abordam sistemas inteiros, como alimentos, energia e resíduos, têm maior probabilidade de ter um impacto benéfico.
Por exemplo, reduzir nosso uso de combustíveis fósseis trás a benefícios para a saúde, diminuindo a poluição do ar ao ar, responsável por mortes prematuras. E os esforços para eliminar a fome (como mudanças na produção agrícola) podem ajudar a enfrentar a mudança climática, a perda de biodiversidade, a degradação da terra e a poluição química.
Precisamos de uma mudança significativa que nos leve à redução do uso de combustíveis fosseis, a uma economia sustentável, à agricultura e sistemas alimentares sustentáveis, e a uma melhor adaptação dos sistemas socioeconômicos às mudanças climáticas.




O polo sul já foi arborizado quando a Terra era mais quente


O GEO-6 adverte que a situação geral do ambiente continua a deteriorar-se, impulsionada principalmente pelo crescimento populacional, a urbanização, o desenvolvimento econômico, a mudança tecnológica e a mudança climática.
A poluição do ar causa atualmente cerca de 6 a 7 milhões de mortes prematuras por ano
Podemos estar vivendo a sexta extinção em massa na história do planeta
8 milhões de toneladas de plástico entram no oceano todos os anos como resultado da má gestão do lixo doméstico nas áreas costeiras
O aquecimento dos oceanos está causando a mortalidade em massa de recifes de corais nos trópicos.




A água potável contaminada e o saneamento inadequado causam aproximadamente 1,4 milhão de mortes anualmente, com muitos milhões de pessoas doentes.
Estas e outras questões relatadas no GEO-6 levarão a impactos contínuos e potencialmente irreversíveis se não forem abordadas de forma eficaz e imediatamente.
Normalmente, os esforços de política ambiental são baseados em questões individuais, como poluição do ar ou setores industriais. Mas essa abordagem não aborda a complexidade dos problemas ambientais contemporâneos que exigem esforços orientados pelo sistema em larga escala.


Photo Pixabay

20 Países africanos plantam uma 'Grande Muralha Verde' com 8.000 km



Nos atuais cenários políticos, é improvável que a dimensão ambiental dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, bem como outras metas como o Acordo de Paris, seja alcançada.
O GEO-6 exige uma ação urgente, inclusiva e sustentada por parte dos governos, empresas e sociedade, proporcional à escala e ao ritmo das mudanças ambientais globais.
E muitos setores da sociedade e das empresas estão mudando para práticas mais sustentáveis. A expansão do uso da energia solar e o desenvolvimento de projetos renováveis ​​de grande escala ilustram essa mudança.
Com a estabilidade ambiental, socioeconômica e política de longo prazo em jogo, é hora de compromisso, liderança e políticas robustas que podem durar além dos ciclos eleitorais.

O aquecimento global vai permitir a expansão de doenças tropicais

Revelado o único método capaz de evitar uma catástrofe climática

Temperatura no Ártico vai aumentar de 3 a 5 graus até 2050


Fonte//ScienceAlert



sábado, 16 de março de 2019

Alerta do Novo Panorama Ambiental Global da ONU: sobrevivência na Terra está ameaçada


O cenário não é dos melhores, por isso, ações efetivas e com grande adesão mundial se fazem necessárias


Photo Noticias.uol.br

Temperatura no Ártico vai aumentar de 3 a 5 graus até 2050



O sexto Panorama Ambiental Global (GEO-6), principal avaliação periódica da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação do meio ambiente, evidencia novamente a urgência de uma mudança na postura em relação aos problemas ambientais. De acordo com o relatório, caso isso não ocorra, daqui a alguns anos os acordos que visam melhorar as condições do planeta não serão cumpridos e, mais que isso, a sobrevivência na Terra se tornará insustentável.






O derretimento do gelo no Oceano Ártico é um exemplo. O relatório da ONU cita o aumento das temperaturas nos polos como a causa do fenômeno e ainda aponta como decorrência dele a alteração dos padrões climáticos, uma vez que o aumento dos níveis oceânicos pode interferir na dinâmica das correntes marinhas. Serão afetados pela transformação do clima os animais vertebrados, inclusive os terrestres.




Sir David Attenborough prevê o 'colapso da civilização'



Assim, a documento mostra que houve uma queda significativa no índice global da vida no planeta. Essa diminuição envolve também vários outros fatores, como a desflorestação e a caça, mas a informação mostra como os vários ecossistemas estão interligados.








Devido á interligação dos ecossistemas, o ser humano acaba por ser vítima de suas próprias ações, seja de um modo direto ou indireto. Dados que constam no documento mostram o aumento, ao longo dos anos, da ocorrência de terremotos, tornados, deslizamentos de terra e outros fenômenos naturais que causam perdas para a sociedade. Isto é, os impactos desse processo na vida humana estão cada vez mais notáveis.





O que pode provocar o fim da humanidade?




O GEO-6 analisa ate que ponto, as políticas de inovação e abordagens do governo que visam a diminuir os problemas ambientais estão a surtir efeitos. A análise da ONU é otimista, concluindo que essas medidas funcionam sim, apesar de serem necessários certos ajustes, e cita os acordos multilaterais como colaboradores para a cooperação entre os países.







No final do relatório, a Organização das Nações Unidas indica a integração entre os setores de elaboração de políticas, incluindo agricultura, turismo, indústria, transporte e outros, além de investimento em estudos e sistemas de conhecimento (dados, indicadores, avaliações etc.) para possibilitar medidas mais efetivas e que possam ser aplicadas em mais lugares. Tais ações, certamente, exigiriam mudanças nas preferências de consumo e responsabilidade corporativa, mostrando que as saídas existem. E que levarão, além da salvação dos ecossistemas, à promoção da saúde humana e sua prosperidade.

Os oceanos podem abrigar uma surpresa desagradável

Está chovendo no gelo da Groenlândia, no inverno, e isso é muito mau

O que irá acontecer á humanidade se a Antártida colapsar




Fonte //Jornal da USP